21/08/2009 – 20:08
Foto: Anita Tetslaff
A Perimetral Norte – o contorno rodoviário que vai tirar o tráfego pesado do centro de Dourados – será um presente de Papai Noel aos douradenses no Natal de 2010. A garantia foi dada na tarde desta sexta-feira pelo governador André Puccinelli, depois de percorrer todo o trecho por onde vai passar a rodovia. “Quero fazer este trajeto de novo, pela estrada asfaltada, no Natal do ano que vem”, disse, fazendo uma pausa, mas nem sendo preciso muito esforço para imaginar o que ele gostaria de ter acrescentado: “reeleito governador do Estado”.
A visita foi de trabalho, mas parecia uma daquelas sextas-feiras de comício de encerramento de campanha eleitoral. Empoleirado na carroceria de uma caminhonete, em companhia do prefeito Ari Artuzi, do presidente do Conselho pró-Dourados, Sérgio Henrique Araújo e de deputados aliados, Puccinelli inspecionou a área norte da cidade, da BR-463, onde a Perimetral vai desembocar, até a entrada do Panambi, parando nos locais onde há pontos divergentes no projeto ou pendências por causa de relevo ou de desapropriações. “Não faço obra sem visitar o local e sem saber o que pensa quem vai ser beneficiado”, disse, acrescentando que “erra-se muito menos quando se anda no trecho”.
O governador não falou em política, mas deu aula de política. Ao mandar fazer a obra que há anos vem sendo anunciada por tudo quanto é político, acabou com a fanfarronice do prefeito, roubando a principal bandeira de seu desafeto político, que desde que assumiu o cargo não falava noutra coisa, mesmo sabendo que jamais teria condições de cumprir o que prometia. Foi preciso a criação do Conselhão integrado pela Sociedade Civil, para negociar com o governo, de tanto que o prefeito fez trapalhadas. Tanto que a decisão de iniciar a obra só aconteceu depois de uma demorada reunião, na semana passada, entre o governador e os membros do Conselho, em Campo Grande.
Em entrevista à imprensa o governador, consultando engenheiros que o acompanhavam com um GPS, para conciliar a proposta de traçado do governo e a da prefeitura, garantiu que dentro de quarenta dias o projeto executivo está concluído, iniciando-se o processo licitatório, devendo o grosso das obras começar com o fim das águas de março. Os recursos, segundo ele, já estão alocados. Na parte que cabe à prefeitura – a desapropriação de áreas particulares – não haverá impedimentos, segundo o diretor do Departamento de Assuntos Fundiários, Astúrio Dauzacker. “Não é por isso que a obra não vai sair”, garantiu.
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