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sexta-feira, julho 3, 2026

Valdecir fica no meio do fogo cruzado do PDT

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05/09/2009 – 10:09

Foto: Anita Tetslaff

Dagoberto Nogueira, pupilo de Shcimidt, Valdecir e o ministro Carlos Luppi, em Dourados

Refém de André Puccinelli, depois do escândalo das operações Owari e Brother, o prefeito Ari Valdecir acabou numa bananosa danada, com o desfecho da crise interna de seu partido, o PDT, cujo comando estadual voltou às mãos do cacique João Leite Schimidt. É que, embora simpático à candidatura do ex-governador Zeca do PT, de quem teve apoio informal para se eleger prefeito e para quem Schimidt está articulando apoio no ano que vem, Valdecir é ligado politicamente a Ary Rigo, que já havia “vendido” o partido a Puccinelli. Em princípio, menos mal, para o prefeito, mas como levar a prefeitura até o final de 2010, dependendo de verbas do governo do Estado e, pior ainda, em caso de reeleição de Puccinelli?

Com a intervenção da direção nacional do PDT, anunciada em absoluta primeira mão aqui no blog, confirmando o comando de João Leite Schimidt, a tendência é que haja uma debandada dos aliados de Rigo. Aí a coisa começa a complicar para o Valdecir. Será que vai junto? Ele deve estar vivendo aquele velho drama: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Para Valdecir, hoje, correr significa acompanhar o partido, arriscando-se no projeto de Zeca do PT. Como o governo André já está do meio para o fim, voltando Zeca, tudo bem. Ficar significa se comportar como gente grande – o que, convenhamos, é uma tarefa difícil, em se tratando de figura tão inquieta – e acompanhar o “paizão” Rigo, fingindo, pelo menos, apoio a Puccinelli, até que passem os efeitos dos furacões Owari e Brother.

Não bastasse todo esse tiroteio tem ainda a artilharia do Ministério Público, cujo arsenal, estocado pela Polícia Federal no edifício José Cerveira, é altamente explosivo e de efeito devastador. Resta saber como está a pontaria dos jovens promotores, se é que conseguiram remover os obstáculos que até agora impediam colocar o prédio principal da Coronel Ponciano na alça de mira. Neste caso, nem Ulysses Guimarães ressurgindo do mergulho profundo em alto mar, com ajuda dos espíritos reencarnados de Tancredo Neves e Leonel Brizola conseguiriam salvar “nosso bom Valdecir”, como diria o professor Celso Amaral.

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