23/09/2009 – 10:09
Foto: Hédio Fazan
João Leite Schmidt, agora com carta branca do PDT, articulando para Zeca do PT.
Aquilo que o blog vem divulgando desde que começou essa encrenca no PDT finalmente foi oficializado ontem pela Executiva Nacional. A sigla brizolista em Mato Grosso do Sul é de João Leite Schmidt e fim de papo. E deve apoiar a candidatura de Zeca do PT ao governo do Estado, para o desespero do italiano polenteiro André Puccinelli e de Ary Rigo, que já estava gastando por conta do compromisso de levar o partido para o palanque de reeleição do governador. Numa sinuca de bico danada fica também o prefeito de Dourados, Ari Valdecir, ligado a Rigo, mas já, a essas alturas do campeonato, devendo até as cuecas a Puccinelli, por razões mais que óbvias, depois das operações Owari e Brothers.
Veja como tudo aconteceu ontem em Brasília, no release de Clodoaldo Silva:
A Executiva Nacional do PDT decidiu na noite de hoje (22/09) pela intervenção no Diretório Estadual da legenda em Mato Grosso do Sul. A decisão foi unânime. Os dirigentes pedetistas afirmaram que a intervenção foi motivada pela urgência do caso. O atual presidente, o deputado Ary Rigo, foi afastado hoje e o comando do partido no Estado ficará sob responsabilidade de João Leite Schimidt, indicado pela direção nacional.
Após a decisão da Executiva, o secretário-geral da Legenda, Manoel Dias, afirmou que: “A Executiva Nacional tomou a deliberação primeiro em função da urgência que o caso exige. Nós estamos nos prazos finais para a filiação partidária daqueles que pretendem disputar as eleições do ano que vem e com o agravamento da situação do Estado de Mato Grosso do Sul, a executiva teve de fazer, é o seu dever, uma intervenção política” .
Por causa das questões legais, o Diretório Nacional “de oficio”, ressaltou Dias, “avocou para a Executiva Nacional o comando partidário do PDT em Mato Grosso do Sul e vai designar um de seus membros – do partido – para desempenhar a missão, comandar a legenda, no vácuo que fica até a proposta e a consumação do processo. Com a decisão do Nacional de avocar, acabou a direção estadual do partido. As decisões políticas e administrativas do partido, lá, passam a ser dirigidas pela Direção Nacional”.
Em nota, a Executiva divulgou que Foi divulgado um comunicado no meio da reunião. “Enquanto o processo tramita, o Diretório Nacional avoca as funções jurídicas e administrativas do Diretório Regional de Mato Grosso do Sul”, confirmando a nomeação de Schimidt e enfatizando que “o Tribunal Regional será comunicado dessa decisão nas próximas 48 horas”.
Para o deputado Dagoberto, a decisão é a vitória do bem sobre o mal. “Na realidade, os ideiais do partido foram assegurados. Esta é a oportunidade dos oportunistas deixarem o partido”, destacou Dagoberto. Os onze integrantes da Executiva Nacional que estavam na reunião votaram a favor.
Sobre novas eleições, Dias enfatizou que “Legalmente, avocando e designando esta pessoa – do partido -, aí vamos tomar as medidas legais, instalação e notificação para que se cumpra os prazos estabelecidos no estatuto do partido e no Código Civil”.
Para Dias, a intervenção foi adotada em virtude de prazos legais, uma vez que não havia consenso. “A decisão foi encontrar uma saída política. O problema legal às vezes esbarra no prazo político. O partido ao tomar esta decisão assumiu o comando e fortaleceu, no caso especial, o deputado Dagoberto, que é hoje nosso líder na Câmara dos Deputados, é uma decisão política. Obedecidos os trâmites legais, fica demarcado que o partido, a partir desta decisão, toma uma posição de procurar acabar com os atritos em Mato Grosso do Sul e fortalecer o líder na Câmara dos Deputados”.
Eleições 2010
Em relação as eleições do próximo ano, Dias enfatizou que: “O partido ainda não tem decisão em relação ao ano que vem. Primeiro, estamos no Governo (federal) e até seria natural uma aliança com o Governo, mas a decisão depende da Convenção Nacional. Politicamente hoje, o partido não tem nenhuma posição. Nós vamos, no tempo hábil, decidir esta questão”, enfatizando que: “os estados não estão sujeitos aos que o partido venha decidir nacionalmente. Hoje não existe mais o princípio da verticalização, então os estados vão encaminhar suas alianças na medida que interessarem, priorizando a eleição para o Congresso Nacional, senadores e deputados federais. Acredito que esta será a linha. Nas demais alianças, vamos discutir no tempo hábil”.
