05/10/2009 – 19:10
Foto: Silvio Quirino
O governador André Puccinelli ronca grosso quando o assunto é reeleição, mas foge de Zeca do PT tal qual o Diabo da cruz. Primeiro queria o PT em seu palanque. Foi quando surgiu a história da ida para o motel com os petistas. E quando se vai para o motel com adversário, não é de se estranhar que alguém acabe estuprado. Quase sobra para o ministro Carlos Minc. Teve também o flerte com a fada madrinha Dilma Rousseff que, por demais incestuoso, nem namoro virou. Pois não é que mesmo diante de tantos tropeços, quando nem Lula acredita mais numa composição PT-PMDB em Mato Grosso do Sul, Puccinelli ainda se dá ao luxo de querer escolher o adversário, dentro deste mesmo PT? E como não é de tomar gardenal estragado, como o Valdecir, trama agora para que o adversário seja Egon Krakhecke (foto).
A aposta de Puccinelli agora é que Zeca do PT contraia o vírus que faz o peão amarelar diante de uma briga de tamanha envergadura, como aconteceu com ele contra o mesmo Zeca, em 2002, e aceite se candidatar a senador, ao lado de Delcídio do Amaral. Mas e como ficam o deputado Waldemir Moka, o senador Walter Pereira, os prefeitos Nelsinho Trad e Simone Tebet, todos por ele já lançados como candidatos ao Senado? Ora bolas, que se enfileirem atrás de Edson Giroto e tentem se eleger deputado federal. Para André, o que importa é sua reeleição, com Delcídio reeleito para o Senado. O resto é resto. Se Zeca for de carona, tudo bem, não enche o saco por aqui, ainda mais com o apoio do Lula, o cara que acaba de trazer as Olimpíadas para o Brasil.
O único problema é o governador ser vítima do efeito Zé de Azevedo, o candidato escolhido pelo prefeito Morishita, que disputava a reeleição, em Glória de Dourados, e precisava de alguém para dar uma forcinha em uma das sublegendas da Arena. Azevedo, que nem morava mais na cidade, veio de São Paulo, e ajudou tanto o amigo Morishita que acabou se elegendo prefeito. E olha que da primeira vez que inventaram essa brincadeira de Egon ser candidato laranja ele deu um susto danado em Marisa Serrano, quase se elegendo senador. Como diz o colunista político Marcos Santos, vai vendo, pois o sonho pode se transformar em pesadelo.
