19/10/2009 – 16:10
O médico-empresário Jamal Haddad, Secretário Municipal de Saúde; o cirurgião vascular Luiz Antonio Bussuan, adjunto; o urologista e enxadrista Rodolfo Rupp, o gerentão. Depois de experimentar três secretários em dez meses de administração, o prefeito Ari Valdecir agora quer trocar um por três. Esta é a fórmula mágica por ele encontrada para tentar resolver os infindáveis problemas do setor que ele diz mais entender e que foi sua grande bandeira de campanha.
Na última sexta-feira pingou a gota d’água no óleo quente da frigideira que havia dias estava em banho-maria, esperando por Mário Eduardo. E só porque ele faltou a uma reunião convocada por sua excelência, o prefeito. Não avisaram Valdecir que médico tem dessas coisas, que pode pintar uma urgência e, neste caso, o juramento de Hipócrates é que determina a prioridade.
As trapalhadas no setor mais delicado da administração começaram com a nomeação do enfermeiro e apaniguado político do prefeito, Edvaldo Moreira. Muito bonzinho, educado coisa e tal, mas ruim de serviço uma barbaridade. A verdade é que Valdecir queria, ele próprio, ser o gestor da saúde, como se a condição de prefeito já não lhe conferisse tais poderes. Quebrou a cara, e só aí descobriu que saúde é muito mais que despejar doentes nas portas dos prontos-socorros e hospitais, dar cadeiras de rodas, dentaduras ou armação de óculos. Da porta pra dentro é que a coisa se complica e foi exatamente aí que ele se perdeu de vez. Para consertar ele foi buscar aquele que dizia ser o seu secretário do coração, o dentista Sandro Barbara. Deu azar, já que Sandrão, embora macaco velho, dormiu de touca e foi acordado com os homens da operação Owari em sua porta. E, com passagem no xilindró, não tinha como tocar a saúde. Desolado, num momento difícil,Valdecir foi obrigado pegar a laço o primeiro que apareceu. Mário Eduardo Silva nem teve tempo de mostrar serviço. O cara pode até ser bom, mas aguentar o Valdecir é que são elas. Daí, a idéia brilhante do triunvirato. Quem sabe assim a coisa anda.
