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02/11/2009 – 20:11

Pena que o didatismo de Dr. Castanho, o psiquiatra interpretado por Stênio Garcia, em “Caminho das Índias”, não tenha sido suficiente para aplacar mentes insanas aqui pelos lados do Mato Grosso do Sul. Mal a novela acabou e lá estava o governador André Puccinelli ameaçando estuprar em praça pública um ministro do governo Lula. Em Dourados o prefeito Valdecir foi flagrado jogando pedra num poste de iluminação pública para testar se a luminária era resistente.  Quem é mais doido?

Ao deduzir que o então deputado Ari Artuzi (à direita) poderia estar tomando gardenal estragado, o governador André Puccinelli (à esquerda), como médico, diagnosticou um estado de desequilíbrio mental. Como se isso não bastasse, passou a chamá-lo de animal de pêlo curto. Quer dizer, além de doido, burro.

Mas o tempo, senhor da razão, como dizia outro amalucado, Fernando Collor de Melo, mostrou que o deputado poderia ser doido, menos burro. É que ao peitar o governador, saindo do PMDB desconfiado de que não teria legenda para disputar a prefeitura de Dourados, no ano passado, para, na sequência, derrotar o candidato apoiado pelo governador, Artuzi consolidou-se como fenômeno eleitoral.

Castigo ou não, quem passou a dar sinais de insanidade foi Puccinelli. Pelo menos este é o diagnóstico, não de um psiquiatra, também, mas de alguém cuja especialidade é analisar o comportamento de quem se habilita ao embate eleitoral – o conceituado cientista político Gaudêncio Torquato. Analisando para a revista Veja desta semana a história do anunciado estupro ao Ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, Torquato não teve meias palavras: “o governador mostrou que não tem equilíbrio mental nem competência profissional para estar no cargo que ocupa”.

Mas será que Puccinelli e Artuzi já chegaram naquele estágio de loucura de rasgar dinheiro? Felizmente, pelo que se tem visto, ainda não. Puccinelli telefonou da China, semana passada, mandando seu pupilo Edson Giroto alardear que tem 2,4 bilhões escondidinhos, rendendo juros, sabe-se lá de quanto, para encher o Estado de obras daqui para a véspera da eleição. Pode ser só um rompante para assustar Zeca do PT, mas é dinheiro que não acaba mais. Se não é coisa de doido, não deixa de ser intrigante, tanto dinheiro assim, guardado, enquanto o Estado capenga, com obras em ritmo de tartaruga, como a duplicação Dourados-Itaporã, ou só na promessa e na propaganda de TV, como a Perimetral Norte.  

Quanto a Valdecir, que andou tendo um preju danado com as operações Owari e Brothers (uma “loucura”, também, da Polícia Federal), anda faceiro uma barbaridade com os dividendos dos milhões prometidos pelo senador Delcídio do Amaral e pelo deputado Vander Loubet. E ai do secretário que, franciscanamente, não fizer esse dinheiro render. É rua! “

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