E perseguia a fúria dos dias
Permeando um vazio
que não se preenchia
E assim elaborava o mundo
Pensando largo
Num lastro de cinza e
Contorções labirínticas
Que emudeciam as plenitudes
Viver?
Era como o sopro
De uma noite sem estrelas
Escoradouro de caminhos
Sem ruídos
Superfície que escapa para
Lados profundos
Hora iluminava como Lua Cheia
Outrora administrava
A obscuridade do cosmo
Barranco que serenava
Pétalas encarnadas
Na cantoria do
Bem-te -vi rei
O que se dispõe a fazer para enganar a morte ?
Visitar o terreno da melancolia
Observar o correr das horas
Sorrir , Durante longos intervalos ,
e amar profundamente
Gicelma Chacarosqui – Pós-doc pelo ECCO, UFMT, Doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP; Mestrado em Estudos Literários pela e graduação em Licenciatura em Letras Português Literatura Brasileira pela UFMS (1992). É professora adjunta da UFGD.
