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Anfitrião douradense de André agora é Zeca

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20/11/2009 – 10:11

Foto: Anita Tetslaff

Ele mesmo, Eduardo Marcondes, declarando apoio a Zeca do PT, na casa de Zé Elias.

George Takimoto discursando e pedindo para Zeca do PT dar um jeito no Ari Valdecir, normal. Valdenir Machado, que até poucos dias se articulava para montar um projeto “com o povo do André”, agora dizendo que vai de Zeca, desde que Dourados (e, evidentemente, sua República do Panambi) tenha efetiva participação no governo, entende-se. Albino Mendes, José Carlos Cimatti, Luiz Machado, Mariano Cândido de Arruda e outros fiéis seguidores de Zé Elias, como Sireunise Camargo, Zazi Brum, Luiz Rogério e os irmãos Sayd e Sadi Martins, sem contar o fiel escudeiro Zé do Norte, ali, todos nos trinques, para ouvir titio Zeca, à beira da piscina do filho de seu Quinzito, também era de se esperar. O que ninguém imaginava era ver integrado a este seleto grupo o médico, ex-vereador, suplente de senador e empedernido peemedebista, ainda, Eduardo Marcondes. Não só integrado, como discursando e declarando apoio ao homem de Murtinho.

Além de figura emblemática no PMDB, Eduardo Marcondes é uma das lideranças ruralistas mais respeitadas do Estado. Filho do coronel Juca Marcondes, expedicionário da FEB, é um ultraconservador. Mas não é por isso que sua presença causa estranheza em meio aos demais udenistas seguidores de Zé Elias, apoiadores de um candidato petista ao governo do Estado. A questão é que Marcondes é amigo do peito de André Puccinelli e, nesta condição, anfitrião do governador quando de suas vindas a Dourados. Na casa de Marcondes, no Portal de Dourados, foram tomadas algumas das decisões mais importantes da política douradense dos últimos tempos, como, por exemplo, a estratégia para defenestrar o Ari Valdecir do partido, no ano passado.

Quando um companheiro desse naipe bandeia-se para o lado do adversário é sinal de que as coisas não vão bem. E talvez isso explique os chiliques que Puccinelli andou tendo com a cúpula nacional do PMDB, recentemente, quando tentaram convencê-lo de que não adiantava espernear para tentar impedir a candidatura de Zeca do PT.

Mas a presença de Marcondes no convescote na casa de Zé Elias não foi o único ponto somado por Zeca do PT ontem à noite. Mais tarde um pouquinho, noutra festa, num destes salões de eventos próximo ao Indaiá, a petezada foi ao êxtase com ele e Delcídio, de braços dados e juras de fidelidade eterna. Ou, pelo menos, até que a morte os separe. E, neste caso, a morte seria uma traição antes da eleição do ano que vem.

Se alguém duvidava, aí estão, Dagoberto, Zeca e Delcídio, para a alegria dos petistas douradenses.

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