28/11/2009 – 19:11
Reprodução Jornal O Progresso, edição 10.780
Será que está tudo certo mesmo ou o Valdecir está tentando achar outro traçado para a Perimetral?
A caminho de Vicentina, na manhã de hoje, ao passar a ponte do Rio Dourados, na entrada de Fátima do Sul, uma dúvida cruel: cruzo reto, pelo centro, ou entro à direita, pegando o contorno rodoviário. É que da última vez que passei por fora, estava uma buraqueira dos diabos. Como notei alguma coisa diferente, tudo muito bonito ao redor, resolvi arriscar. E, para minha surpresa, conforme ia avançando, nem parecia que estava na velha e sempre muito feia Vila Brasil. É o tal parque aquático dando nova vida à cidade, margeado por uma pista dupla tinindo de nova. Sim, Fátima do Sul tem Perimetral, agora totalmente recapeada, e muito bem sinalizada! Começou a bater a inveja, este mal que, felizmente, só me aflige quando faço algum paralelo entre a política douradense e a de lá. Inveja por não termos aqui um Londres Machado ou um André Puccinelli. E, agora, uma dona Ilda Machado, em vez dessa coisa esquisita que é o Valdecir.
Como estava indo a Vicentina para conversar com o governador André Puccinelli exatamente sobre a famigerada Perimetral Norte de Dourados, aí é que a inveja bateu mais forte. É que enquanto curto a Perimetral de Fátima do Sul, em Dourados o Ari Valdecir se atrapalha cada vez mais, não dando conta de fazer as desapropriações que prometeu para que o governo possa iniciar a obra. Só fiquei mais aliviado quando o governador me informou, já em Vicentina, que Valdecir apareceu em seu gabinete esta semana, mais calminho, repetindo a informação que distribuiu à imprensa, dando conta de que as desapropriações parece que, finalmente, vão dar certo. É que na semana passada ele havia batido à porta de Puccinelli, com um projeto diferente daquele inicialmente concebido, porque não havia dado conta de desapropriar as áreas. Tomara que seja em todo o trajeto e não apenas os terrenos da região noroeste da cidade, pois tem um zuzuzum aí de que a coisa está encrencada ali pelos lados do meu Jaguapiru.
No retorno de Vicentina, antes de pegar novamente a Perimetral, avisto ao longe algo estranho no centro de Fátima do Sul. Crio coragem para entrar na cidade que não visitava desde a partida de uma de suas maiores beneméritas, minha querida amiga Ively Monteiro. Conforme ia me aproximando, crescia o vermelho da decoração de Natal, com um baita papai Noel dependurado em cada um dos superpostes de iluminação da avenida 9 de Julho. E visualizei mentalmente o que sobrou da maçaroca de fios, a maioria com lâmpadas queimadas, da iluminação de Natal que o Valdecir herdou do professor Tetila e que vai fazer brilhar (?) a noite douradense em mais um final de ano.
Não, não vou ficar com inveja do papai Noel de dona Ilda, mas que ela põe o Valdecir no chinelo, também nesse quesito, ah, como põe.
