14/01/2010 – 10:01
Foto: Cícero Faria
Entre os bois de brinquinho de José Carlos Bumlai e as poderosas rotativas de Antonio João Hugo Rodrigues (foto), do CORREIO DO ESTADO, o senador Delcídio do Amaral Gomes não titubeou: continua com o jornalista como seu primeiro suplente. A notícia, verdadeiro balde de água fria nas pretensões do professor Wilson Biasotto, lugar-tenente de Tetila, que sonhava com a mais cobiçada das suplências ao Senado, saiu hoje no mesmo CE. E o companheiro Zeca que se vire em acomodar o amigão do peito do presidente Lula da Silva como candidato a vice-governador. Não é besta este Delcídio.
As especulações sobre a acomodação de Bumlai como suplente de Delcídio, que, numa hipotética vitória de Dilma Rousseff assumiria o Ministério das Minas e Energia, ganharam força com a notinha na coluna Radar, na última edição de Veja. Antes, o nome do também usineiro já havia sido cogitado como provável candidato a vice-governador de titio Zeca.
Antonio João, por sua vez, já havia antecipado em seu twitter, dia desses, que não tinha pretensões de continuar suplente, que estava de saco cheio desse negócio de política. Mas, é aquela velha história. Em política (embora Toninho não seja exatamente um político), quando alguém diz que não quer ou não pleiteia determinado cargo é porque é exatamente ao contrário. Tanto é que esta semana começaram rumores quanto à candidatura do mesmo Antonio João ao governo do Estado, pelo PTB de Roberto Jefferson, o que ele não desmentiu. Pelo contrário, disse que vai conversar com o homem que detonou o mensalão de Lula, não sem antes dar um esculacho no presidente regional do partido do finado Getúlio, com quem mantém relações pouco amistosas.
Para quem queria apenas com a carteirinha de senador, o que conseguiu quando Delcídio lhe cedeu a vaga no período em que veio disputar o governo, quatro anos atrás, continuar como primeiro suplente, com grandes chances de se tornar titular, senão com Delcídio ministro, mas como provável substituto de Puccinelli (ou de Zeca), é tudo que o filho do professor J. Barbosa provavelmente nem tenha ousou sonhar.
