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terça-feira, fevereiro 17, 2026

PL divide eleição nos estados entre Bolsonaro e Valdemar, mas dificuldade para visitas na prisão é obstáculo

Estratégia do partido é que ex-presidente defina candidatos ao Senado e dirigente escolha nomes para os governos. Políticos bolsonaristas tentam derrubar proibição de comunicação entre os líderes e dizem que disputa será desequilibrada

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O PL definiu uma divisão de tarefas entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, para a eleição deste ano —o primeiro será responsável pela escolha de candidatos ao Senado, enquanto o segundo definirá os candidatos aos governos estaduais e as chapas para deputado federal.

A estratégia, porém, tem como obstáculo a proibição de visitas de Valdemar a Bolsonaro, que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado na Papudinha, em Brasília. No mês passado, o presidente do PL teve um pedido de visita negado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes por ser investigado no inquérito da trama golpista.

Aliados de Valdemar e do ex-presidente pleiteiam que o STF derrube a restrição de contato, além de insistirem na prisão domiciliar para Bolsonaro. O argumento é o de que o planejamento eleitoral do partido ficará prejudicado se a interlocução for feita apenas por meio de intermediários.

“No ano eleitoral, o presidente do maior partido não poder falar com o maior líder político desse partido é algo que desequilibra o jogo. E a eleição tem que ser democrática”, diz o senador Wellington Fagundes (PL-MT), que vai concorrer ao Governo do Mato Grosso.

No início de fevereiro, o senador esteve com o ministro do STF Gilmar Mendes e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para reforçar o pedido de que Bolsonaro vá para a prisão domiciliar e Valdemar possa visitá-lo.

Fagundes diz esperar que uma decisão favorável seja dada em breve. “Isso tem que acontecer agora, o processo eleitoral já começou. E com o líder do PL preso e praticamente incomunicável, claro que dificulta.”

Carolina Linhares/Folha de S.Paulo

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