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PDT descarta Humberto como vice de Zeca

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09/02/2010 – 10:02

Foto: Cícero Faria

Foi apenas um gesto de cortesia de Zeca do PT, conversa de candidato para afagar o avô da noiva (filha do vereador Humberto Jr.), num momento de festa. Assim um pedetista histórico definiu o “convite” do ex-governador ao ex-prefeito Humberto Teixeira (foto), para integrar sua chapa como candidato a vice-governador. Ainda no fim de semana, em telefonema a um correligionário douradense, o maioral do PDT no Estado, João Leite Schimidt, colocou uma pá de cal nas pretensões dos Teixeira, se é que elas existem mesmo. Pragmático, como sempre, o cacique pedetista teria dito que não tem nada disso, que Humberto é um grande quadro, mas que o PDT tem alternativas mais viáveis.

Quando fala em alternativa mais viável, ou coisa parecida, certamente que João Leite Schimidt pensa em seu pupilo número um, Dagoberto Nogueira. Estrategista dos bons, o próprio Schimidt fomenta essa história da candidatura de Dagoberto ao Senado, com Zeca, mas de olho na prefeitura de Campo Grande, em 2012. E, para isso, melhor seria o deputado “estourar a boca do balão” como candidato a reeleição, mas não seria de todo ruim ser vice de Zeca, mesmo correndo o risco de perder a eleição.

Humberto Teixeira já foi candidato a vice-governador, de Ricardo Bacha, e deu no que deu, o que deve pesar também na avaliação do PDT. Outra coisa, Schimidt ouve muito seu pupilo número dois, Sérgio Castilho, que não perdoa o ex-prefeito por tê-lo demitido de sua administração, onde era assessor especial, sem uma explicação plausível. Embora detestado, também, pelo prefeito Valdecir, Serginho Castilho, graças à proximidade com o deputado Ary Rigo, continua operando uma barbaridade nos bastidores da administração municipal, daí sua forte influência no PDT regional.

Humberto Teixeira cumpriu dois meio-mandatos como deputado estadual. O primeiro, eleito no embalo da era Collor de Melo, tendo renunciado ao se eleger prefeito de Dourados, em 1992. O segundo, como suplente, na legislatura passada. Tentou um terceiro mandato, há quatro anos, mas ficou, de novo, como suplente. 

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