11/03/2010 – 10:03
Foto: Anita Tetslaff
Valdecir e Jorginho: gerente e subgerente dos Uemura
Ele era um simples motorista do tio, Dioclécio, vereador que morreu no exercício do mandato. Aprendeu a fazer política como ninguém, elegendo-se vereador, depois deputado, na raspa do tacho, por um partido nanico, reelegendo-se como o mais votado da história de Dourados. Daí, já como fenômeno eleitoral, para a prefeitura, foi um pulo. E, quando todo mundo imaginava que seria o tão sonhado líder regional, com a chave do cofre da segunda maior cidade do Estado, preferiu usar o cargo para imiscuir-se nos negócios da família Uemura, de olho, evidentemente, no dinheiro fácil da corrupção.
Ari Valdecir Artuzi, o gaúcho de São Valentin que fez história em tão pouco tempo, é, agora, pura e simplesmente, candidato a chefiar uma das alas do presídio de segurança máxima Harry Amorim Costa, desde que o Tribunal de Justiça atenda ao Procurador-Geral de Justiça do Estado, Miguel Viera da Silva, que, no pedido de prisão preventiva o qualifica como “gerente” dos negócios dos Uemura, e, a prefeitura de Dourados, como “sucursal” da organização criminosa da família.
O CORREIO DO ESTADO de hoje traz reportagem mais que didática sobre a estratégia dos Uemura e seus comparsas para se apoderarem da prefeitura de Dourados, controlando, além dos serviços funerários, já em suas mãos, os sistemas de saúde, de abastecimento de água e de transportes, aí incluído o terminal rodoviário da cidade.
Diz Ministério Público, segundo o jornal de Antonio João Hugo Rodrigues, que “a prefeitura de Dourados se transformou numa sucursal da organização criminosa, cujo gerente era Ari Valdecir Artuzi, o qual, por sua vez, tinha os denunciados Darci Caldo e Jorge Dauzacker da Silva como subgerentes”.
Na reportagem fica claro o porquê do pedido de prisão não só contra o prefeito, como também dos irmãos Jorginho e Astúrio Dauzacker da Silva, dos vereadores Sidlei Alves (presidente da Câmara), Jr. Teixeira (líder do prefeito) e Paulo Bambu, do próprio Darci Caldo, do arquiteto da prefeitura, Fabiano Furucho, além de Sizuo e seu filho Eduardo Uemura.
Está tudo lá, tim tim por tim tim, na página nobre do jornal, com direito a chamada na capa, num belo trabalho de reportagem de Maria Matheus, de fazer inveja a O PROGRESSO, ao Diário MS e periféricos que estão no bolso do Valdecir.
