24/03/2010 – 10:03
Foto: Anita Tetslaff
Zeca do PT e Murilo Zauith, em pose para cartaz de campanha.
Acabou para Murilo Zauith no grupo político de André Puccinelli. Constitucionalmente, ele é o vice-governador do Estado. Apenas isso, até 31 de dezembro deste ano. O CORREIO DO ESTADO de hoje escancarou as negociações que vinham sendo conduzidas em sigilo. E proposta de Zeca do PT a Zauith, que não era segredo para ninguém. A diferença é que antes a oferta era da vaga de senador, com Gilda, esposa de Zeca, de suplente, e o “sacrifício” de Dagoberto Nogueira. Agora a oferta é para ele continuar com a vaga de vice-governador ou indicar quem quiser – “até o deputado Zé Teixeira”, segundo Zeca – com mais duas secretarias. O próprio Zeca deu a informação, depois de um encontro com o diretor do CE, Antonio João Hugo Rodrigues, anteontem.
O namoro entre Zeca do PT e Murilo Zauith começou numa festa do Clube de imprensa em Dourados, em abril de 2009. A coisa esfriou quando o governador André Puccinelli disse que iria atender aos reclames da Grande Dourados e do próprio Zauith, indicando-o como o companheiro de Waldemir Moka na dobradinha para o Senado. Só que, ressabiado, depois de ver o empenho de Puccinelli por Moka durante a convenção que derrotou Walter Pereira e da lógica de que a outra vaga é do PT, onde Delcídio do Amaral está muito a cavaleiro como candidato à reeleição, Murilo recuou.
A estratégia do PT é se aproveitar do estremecimento entre Zauith e Puccinelli, principalmente depois das declarações do governador em Dourados, no último sábado, para tentar convencê-lo a formalizar uma aliança. Mas ele é cauteloso. Já avisou que não vai brigar com Puccinelli, mas sabe também que não tem mais o que esperar, politicamente, de seu governo.
