O Tribunal Superior Eleitoral confirmou na noite deste domingo que Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno da eleição presidencial no próximo dia 25. Com 97,24% das urnas apuradas, Flávio tinha 47,43% dos votos válidos, contra 44,69% de Lula. A quantidade de seções ainda pendentes já não permitia que nenhum candidato alcançasse a maioria absoluta nem que outro concorrente entrasse na disputa.
No momento da confirmação matemática do segundo turno, Flávio somava 54.980.348 votos e Lula, 51.804.928. A diferença entre os dois estava em pouco mais de 3,1 milhões de votos, ou 2,74 pontos percentuais.
A apuração começou com vantagem mais ampla para o candidato do PL. Às 17h26, com 1,51% das urnas totalizadas, Flávio aparecia com 49,17%, enquanto Lula tinha 42,18%. Às 18h, quando a contagem chegou a 12,54%, o senador ultrapassou a barreira necessária para uma vitória no primeiro turno: 51,09%, contra 40,71% do presidente. Quinze minutos depois, a distância chegou a 10,56 pontos, com Flávio registrando 51,22% e Lula, 40,66%.
O quadro começou a mudar com a entrada dos votos de regiões mais favoráveis ao petista. Quando 64,81% das urnas estavam apuradas, Flávio caiu abaixo dos 50%, marcando 49,58%, enquanto Lula subiu para 42,25%. Nesse momento, a realização do segundo turno começou a se tornar provável.
Com 90,44% da apuração, a distância havia diminuído ainda mais. Flávio tinha 48,03% e Lula, 43,99%. Na reta final, o presidente continuou avançando proporcionalmente, mas não o suficiente para alcançar o adversário. O candidato do PL terminou a primeira etapa na liderança, enquanto Lula ficou em segundo lugar.
Os demais candidatos permaneceram muito distantes dos dois primeiros colocados e não ameaçaram a passagem de ambos para a fase seguinte. Agora, os percentuais do primeiro turno são zerados e começa uma nova disputa. No dia 25 de outubro, será eleito presidente aquele que receber a maioria dos votos válidos entre Flávio Bolsonaro e Lula.
