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Mentiras e verdades

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01/04/2010 – 17:04

Nem bem o Diário MS havia chegado às bancas com a manchete de capa estampando declaração de Murilo Zauith na condição de “candidato forte ao Senado”, contrapondo-se à informação do tradicionalíssimo O Progresso, ontem, de que ele havia desistido de concorrer para coordenar a campanha do governador André Puccinelli à reeleição e Nicanor Coelho já embolava o jogo novamente, no Midiamax, de Campo Grande, com uma informação quentíssima, agora dando conta que Zauith havia jogado a toalha, pra valer. A razão, o veto do PMDB à candidatura de Maria Antonieta Trad, primeira dama de Campo Grande, como sua primeira suplente, decisão que havia saído ontem à noite depois de horas e horas de negociações entre o vice e o governador André Puccinelli. No dia da mentira, o que é verdade, afinal?

Enquanto os leitores deste blog se deliciavam com a notícia da “prisão” do prefeito Ari Valdecir, evidentemente uma baita mentira, mas no contexto daquilo que se deduz ser verdade dentro dos autos do processo das operações Owari/Brothers, da Polícia Federal, que desbaratou a quadrilha que saqueava os cofres da prefeitura de Dourados, o mundo político seguia o dia  da mentira atônito. E assim todos vão dormir, mais uma noite, sem saber se a região vai ou não ter seu candidato a senador.

De concreto, e de verdade, o que se extrai deste que foi o dia mais tumultuado da política estadual dos últimos tempos, incluindo-se aí as acusações do senador Delcídio do Amaral de que o leilão do PTB “parece cena de sexo explícito”, é a certeza de que toda a confusão envolvendo a candidatura de Murilo Zauith ao Senado pode desembocar numa candidatura de terceira via ao governo do Estado. A proposta foi feita pelo deputado democrata Zé Teixeira, em entrevista à rádio Grande FM. Teixeira, um “andrezista” convicto, disse que o governador, na condição de chefe maior do PMDB, precisa reverter este quadro, sob pena de colocar sua própria reeleição em jogo. O deputado considerou o veto ao nome de Antonieta Trad como suplente de Murilo a uma “tsunami” e aproveitou para lançar o nome da senadora Marisa Serrano ao governo do Estado, comprometendo-se a apoiá-la.

Era tudo que Murilo Zauith queria e precisava. Nesta altura do campeonato, quanto mais confusão, para ele, melhor. Dá mídia. Ele sai de vítima, e, já já, desde que montando o cavalinho de Jairo de Osti, vai para as cabeças, também nas pesquisas eleitorais. 

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