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quinta-feira, julho 2, 2026

Prefeito guarda dinheiro “do povo” no buraco

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08/05/2010 – 09:05

São apenas 33 anos de existência, mas muitas as histórias dando conta do ralo por onde escoa o dinheiro da corrupção no Mato Grosso do Sul. Histórias que mais parecem lendas, que chegam a ser hilárias, não fossem trágicas. É o camarada que tinha tudo para ser um dos mais ricos do Estado, mas que deu azar quando seu “laranja” morreu num acidente aéreo, indo para o beleléu o segredo de onde guardava o dinheiro; do outro que guardou todos os ovos numa cesta só, ou seja, num banco do país Hermano, o banco quebrou e o dito cujo ficou na lona ou do líder do proletariado que da noite pro dia se transformou num abastado fazendeiro, homem de negócios internacionais, mas esta de enterrar, literalmente, dinheiro no chão, é nova. E arriscada, principalmente nesses tempos de chuvarada, de tornados, quando a enxurrada leva tudo que encontra pela frente.

A notícia, em cinco tópicos intitulados “tesouro”, saiu ontem na coluna do antenadíssimo Luiz Carlos Luciano, no Douradosinforma. “Como hoje em dia é muito arriscado se esconder dinheiro debaixo do colchão e se depositar em banco a Receita consegue rastrear, uma autoridade estaria enterrando quantias em espécie em um local da área rural…”, escreveu o presidente do Sindicato dos jornalistas da Grande Dourados. Será que é a mesma autoridade que manda seus cupinchas passar a sacolinha no meio de milharal?

Antes que os internautas fiquem imaginando coisas, que fique claro: não se trata de Arizona City, cidade já bastante conhecida aqui por estas bandas, principalmente por quem acompanha o também bem informado, porém cerceado João Carlos Macarrão Torraca, do Diário MS.

Mas, afinal, quem é esse prefeito maluco que esconde o dinheiro no buraco? Só podia ser. Ele mesmo! De tanto frequentar o até pouco tempo badaladíssimo “Carneiro no Buraco”, poit dos poderosos da vizinha Arizona City, o tal inspirou-se no nome da casa noturna e resolveu cavar buracos em sua fazendinha (cheia de bois) e destes fazer cofre do produto de sua roubalheira. Ah, o nome do prefeito? Por analogia, o Ari Neto, mais conhecido como Ari Jumento (que tal?), segundo Luiz Carlos Luciano, na mesma coluna de ontem, o atrapalhado prefeito da imaginária Ribeirão do Tempo, nova novela da Record.

Como o pessoal escreve lá nos créditos no final das novelas, por se tratar de obra de ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

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