25/05/2010 – 09:05
Foto: Anita Tetslaff
Dirceu Longhi, tremendo mais que vara verde, como que a lamentar por não ter sido ele autor da denúncia. Edvaldo Moreira, balbuciando palavras sem nexo, partindo para a velha tática de que a melhor defesa é o ataque. Paulo Henrique Bambu e Zézinho da Farmácia, sempre cordatos com o (des) governo municipal, tentando encontrar as palavras para tirar proveito da situação. Zezinho assustado, dizendo que as denúncias desnortearam o Palácio Jaguaribe. Bambu, com muito cuidado, sem citar o blog muito menos o nome do blogueiro, embora seja meu vizinho, dizendo ser difícil defender o indefensável. Até Aurélio Bonato, também aliado de primeira hora do Valdecir, como pupilo de Sérginho Castilho e discípulo de Ary Rigo, foi para o ataque, dizendo que a situação é grave e acende um sinal de alerta em relação ao Legislativo Municipal, pelo fato de as denúncias terem sido confiadas a um jornalista e não àquela Casa de Leis. Mas porrada, mesmo, foi a de Marcelo Barros, como sempre. “É caso de cassação” do mandato do Valdecir, resumiu, antes que Délia Razuk (foto) subisse à tribuna para apresentar a documentação fornecida pelo blog, comunicando que hoje cedo entregaria o Valdecir ao Ministério Público Estadual, como, de fato, foi feito.
Minha expectativa era pela fala do também meu vizinho Juninho Teixeira. Imaginei, lá vem cacete, e dos brabos. Para minha surpresa, fazendo questão de enfatizar sua condição de ex-líder do Valdecir, ele foi brando, como manda o juízo de todo candidato que se preze, em véspera de eleição. Admitiu a gravidade das denúncias, tentou aliviar para o chefe, mas deixando a emenda pior que o soneto, ao admitir que de vez em quando a prefeitura faz uns romaneios adicionais, com o mesmo número, quando falta material, mas também alfinetando o repórter por duvidar de minha humildade para se retratar, caso não se consiga provar nada do que aqui está estampado com documentos mais que convincentes.
Gino Ferreira preferiu falar dos lucros da Expoagro, José Carlos Cimatti, que não é de colocar a mão em cumbuca, ficou na dele e Tio (do Ari) Júlio, diante da presença de tantos milicos em plenário, pela homenagem ao brigadeiro Sampaio, patrono da Cavalaria, talvez tenha achado que esse negócio de blog fosse alguma coisa relacionada ao B-log, o Batalhão Logístico da 4ª. Brigada. Da mesma forma o presidente Sidley Alves. Nenhuma palavrinha sobre a encrenca.
O mais hilário, não fosse trágico, foi a fala de Edvaldo Moreira, o capacho do Valdecir. Confessou que é leitor assíduo do blog, mas disse que não gosta de sua melhor parte, que é interatividade com os internautas que aqui se apresentam com pseudônimos, para ele, anônimos. Disse que o blog é uma piada e que eu não devo ser douradense, pelo fato de estar “esculhambando” com a cidade. Ou ele está mentindo, não lendo o blog, como diz, ou não sabe ler direito, pois uma coisa que faço questão de mencionar, sempre em meus escritos, e com muito orgulho, é o fato de ter nascido no Jaguapiru, pelas mãos da parteira mais famosa da época, a vó Vicenta. Mas pode ser também que o nobre Edivaldo não saiba onde fique o Jaguapiru e, por isso, talvez, não tenha conseguido os votos suficientes para se eleger vereador, tendo que rezar todas as noites para que o dono da cadeira, meu primo Marcelão Machado, não retorne ao cargo. Mas será mesmo que é o blogueiro quem está denegrindo a imagem da cidade?
O importante é que a denúncia foi encaminhada a quem de direito e que o Valdecir vai ter que se explicar mais uma vez. Se não for cassado nem preso, desta vez, que pelo menos pare de fazer caca, com o melhor uso do dinheiro público.
