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Chique “no úrtimo”

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31/05/2010 – 18:05

 

Só pode ser coisa de Delcídio do Amaral, sujeito refinado, ou do ex-secretário de Governo, Raufi Marques, braço direito do homem mais rico do Brasil, o tal Eike Batista; de Zé Dirceu, o lobista mais poderoso da pátria amada; de José Carlos Bumlai, fazendeirão e usineiro amigo do cara, sei lá. Não interessa de quem é a grana, o que importa é que Titio Zeca, homem simples, habituado a pular cedo da cama para pegar no batente – e para tuitar – não iria concordar com tamanha barbaridade: uma convenção para escolher candidatos de um partido do proletariado num dos points mais chiques de Campo Grande – o Grand’Mere Bufet, no Carandá Bosque, bairro da elite da capital.  

Pelo convite, aí em cima, dá pra se ter uma ideia do festão que vai ser o lançamento das candidaturas do PT no próximo domingo. Agora, prestem bem atenção na cara desenxabida de Delcídio do Amaral. Será que está assim por que sobrou a conta para ele pagar ou pelo desconforto da companhia? Observem o detalhe – ou a sacanagem – dos dois petistas autênticos, Zeca (“di costas” para Delcídio) e Lula, mais a neófita fada-madrinha de Puccinelli, Dilma Rousseff, só sorrisos; o senador, com cara de peixe fora da água.

Outra coisa, agora no quesito conceitual. O mesmo PT que faz banquete num dos espaços mais caros por metro quadrado da cidade morena, onde não há lugar para pobre, é o que promete, pelo jeito, como mote de campanha, “mais crescimento e mais igualdade”.

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