09/06/2010 – 08:06
Foto: Anita Tetslaff
André, sem a fada-madrinha, mas com aliados de peso, como o arquirrival Londres Machado, vai de Serra.
Cansado de esperar pela noiva no altar, com uma flor na lapela, o príncipe encantado, frustrado, desistiu do casamento. Mesmo assim, mais confiante que nunca em seus dotes e, por não temer o pior, aconteça o que acontecer, vai hoje a Temer, o coadjuvante de sua fada-madrinha para oficializar o fim do noivado. Acabou-se o que era doce, diria o noivo, irreverente como sempre. Assim, com a ida hoje a Brasília de André Puccinelli para comunicar a Michel Temer, seu amigo e companheiro peemedebista de longa data, a opção pelo apoio à candidatura presidencial de José Serra, define-se, de uma vez por todas, o quadro eleitoral em Mato Grosso do Sul, a exatos 20 dias do prazo final para a homologação das candidaturas. André de um lado, com a azeitada máquina do governo, com tucanos, demos, trabalhistas-getulistas e ex-comunistas; Zeca do PT de outro, com a companheirada de nariz torcido, mas, como sempre, tal qual cachorro de japonês, mais os trabalhistas-brizolistas liderados de João Leite Schimidt e uns gatos pingados dos chamados partidos nanicos.
Voltando de Brasília, André deve priorizar sua agenda política, depois de exaustivo giro pelo Estado lançando ou inaugurando obras, como deve fazer amanhã em Dourados, aonde chega com a mala cheia de dinheiro para acabar com a buraqueira do envelhecido asfalto que o Valdecir não dá conta de remendar. A prioridade agora é a convenção partidária que homologará sua recandidatura, diante de novos focos de rebelião em alguns setores, como a infindável novela do preenchimento da segunda vaga de candidatura ao Senado, prioritariamente oferecida ao vice-governador Murilo Zauith.
Seja qual for o desfecho de mais esta crise, a campanha estará nas ruas. E a partir de agora, como diria Fernando Henrique Cardoso, chega de nhenhenhém. Ou, para ficarmos no novíssimo neologismo incorporado por Dilma Rousseff, para se referir aos tempos do mesmo FHC, o negócio agora é “funhunhar”, começando pela própria Dilma, por titio Zeca e com quem se atrever a cruzar seu caminho.
PS.- Funhunhar, segundo gíria da região do interior paulista ontem visitada pela candidata petista, seria o mesmo que xingar alguém.
