26/06/2010 – 14:06
Ao ter seu nome sacramentado na convencão (foto) do PMDB neste sábado como candidato à reeleição André Puccinelli torna-se o quinto governador do Mato Grosso do Sul a buscar um novo mandato, o segundo em reeleição consecutiva. Antes, quando não havia reeleição, dos governadores que o antecederam no Parque dos Poderes apenas Ramez Tebet, que assumiu a vaga deixada por Wilson Martins, não tentou um segundo mandato, mas elegendo-se depois senador por dois períodos, durante os quais foi presidente do Congresso e Ministro da Integração Nacional.
Hoje a legislação permite aos chefes de executivos uma recandidatura, apenas, diante da exiguidade de tempo para a implantação de programas de longo alcance, como alguns dos que vêm sendo tocados por André Puccinelli, a exemplo do Alcooduto, de ferrovias e rodovias, que seriam difíceis de concluir em apenas quatro anos, podendo sofrer solução de continuidade dependendo da visão do sucessor.
Depois do curto e tumultuado governo de Harry Amorim Costa, que não se sustentou por falta de apoio político, e da passagem, também relâmpago, de Marcelo Miranda pela chefia do executivo estadual, Pedro Pedrossian, nomeado pelo presidente Ernesto Geisel como terceiro governador, iniciou a implantação de um infindável programa de governo, no início da década de 1980, retornando, em 1990, aí, já, por meio de eleições diretas, e, mesmo assim não conseguindo terminar tudo o que havia começado dez anos antes. Marcelo Miranda, o segundo governador nomeado, também voltaria, eleito, em 1986. Wilson Barbosa Martins, o primeiro governador eleito, em 1982, elegeu-se novamente em 1994. E seu sucessor, Zeca do PT seria reeleito em 2002.
Interessante também que, à exceção de titio Zeca, todos os demais governadores foram parar no Senado – Pedro Pedrossian, que havia governado o Estado antes da divisão, elegeu-se em 1978, após ter sido preterido como o primeiro governador nomeado, ficando no Congresso pouco mais de um ano, para, aí, sim, ser nomeado governador. Wilson Martins desincompatibilizou-se do governo em 1986, elegendo-se senador, o mesmo aconteceria mais tarde com Ramez Tebet, que assumiu o governo em seu lugar. Marcelo Miranda, o segundo governador nomeado por Geisel e destituído, também, por pressões políticas, foi eleito senador em 1982, deixando a vaga para Antonio Mendes Canale em 1986, quando se elegeu governador.
André Puccinelli nunca escondeu suas pretensões de fazer o mesmo caminho dos antecessores, embora ultimamente venha dizendo que pode encerrar a carreira com “chave de ouro” ao fim do mandato que pretende, agora, “esticar” por mais quatro anos.
