04/08/2010 – 08:08
Foto: Anita Tetslaff
Dourados pode repetir o feito de mandar três representantes para Brasília, como jáaconteceu em 1990 e 2002, a julgar pela primeira parcial do instituto Ipems que acaba de sair do forno. Lauredi Sandim, o mago das pesquisas em Mato Grosso do Sul, garante: se as eleições fossem hoje, João Grandão (foto) e Marçal Filho estariam eleitos. Como o deputado Geraldo Resende também está entre os oito prováveis, e é o que tem a melhor performance quando se olha para o mapa do Mato Grosso do Sul inteiro, só mesmo a famigerada mala preta, que sempre costuma aparecer na reta final da campanha, para tirar os outros dois, que, aliás, neste momento, ponteiam a disputa. Marçal é o líder no ranking geral e João Grandão o segundo entre os petistas.
Lauredi Sandim lembra que João Grandão “saiu baleado” na última eleição, só não se reelegendo para o terceiro mandado por causa do escândalo das ambulâncias. Ele disputa as duas ou três cadeiras que caberão à chapa oposicionista com Vander Loubet, o sobrinho preferido de titio Zeca, que desta vez não terá o apoio da máquina governamental como da vez passada, e com os Antonios, Biffi e Cruz.
Quanto ao líder Marçal Filho, como diria seu patrão André Puccinelli, também “o foi” nas eleições passadas, mas dando uma de cavalo paraguaio, aquele que é bom só de largada. Sempre confiante em seu microfone e na fidelidade das secretárias do lar, sofre daquele famoso mal do escorpião, bichinho danado que insiste em não sair de seu bolso.
Nas duas vezes anteriores que Dourados elegeu três deputados federais foi em 1990, quando mandou para Brasília José Elias Moreira, reeleito, acompanhado de George Takimoto e de Valdir Guerra e em 2002, quando elegeu Murilo Zauith, Geraldo Resende e João Grandão.
As outras cadeiras, segundo o Ipms, ficariam com o pupilo de André Puccinelli, o republicano Edson Girotto, com o tucano Reinaldo Azambuja, com o representante da dinastia Trad, o Fábio; e Luiz Henrique Mandeta, o único dos democratas entre os federais.
Para Lauredi a única dúvida é se André Puccinelli emplaca cinco ou seis deputados federais.
