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A deselegância de Lula com André

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26/08/2010 – 09:08

Foto: Edemir Rodrigues

Tudo bem. Ele é o cara, segundo Barack Obama, está com a bola toda e, afinal das contas, tem uma missão quase impossível, a de fazer seu amigo do peito e companheiro de biritas, Zeca do PT, decolar nesta campanha eleitoral. Ah, e tem mais esta: é campanha eleitoral. Poxa vida, mas este mesmo cara é o Presidente da República e sua vítima, no caso, André Puccinelli, o governador de um dos Estados desta mesma República Federativa do Brasil. Onde fica, como diria seu aliado de primeira hora, o Zé Sarney, a tal liturgia do cargo? 

A foto que ilustra este texto não é de arquivo, foi tirada algumas horas antes de Lula sacar sua metralhadora em palanque armado por petistas, no centro da capital. O governador foi ao aeroporto recepcioná-lo, mesmo sabendo que o principal objetivo de sua vinda ao Estado era tentar lhe tirar votos. Foi lá, trocaram abraços e mesuras, como é de praxe nas relação entre chefes de Estado, parceiros já de longa data. Antes mesmo da chegada do presidente, André já havia acenado com o lenço branco, tanto em seu programa de televisão, como em seu twitter, o microblog que mantém para interagir com os internautas. Reconheceu, publicamente, a eficiência da parceria de seu governo com Lula, embora o presidente não tenha feito nenhum favor ao Estado, apenas repassado o que lhe é de direito por tudo que aqui se produz e, principalmente pela competência de André em viabilizar o Estado economicamente para as devidas contrapartidas, já que nem Lula nem ninguém dá nada de graça ao Estado. Tudo, na política, como na vida, é uma via de mão dupla. 

Aí vem o comício, o tal “comício da virada”. E Lula, como se tivesse incorporado o espírito do próprio Zeca, ali presente, e que nos últimos dias não faz outra coisa a não ser desancar Puccinelli, baixou o sarrafo, sem dó nem piedade, no governador. Lula não teve consideração nem mesmo com o candidato a vice de Dilma Rousseff, o presidente da Câmara Federal, Michel Temer, ali ao seu lado, amigo e companheiro de partido do PMDB de André Puccinelli.

Foi um espetáculo deplorável. Na casa de André e de Nelsinho, o prefeito que apóia a candidata que está montada na garupa de Lula, o festival de xingamentos só serviu para comprovar o quanto é perverso o efeito da “marvada pinga”, como diria Inezita Barroso. Só pode ter sido isso, Lula tomou uns goles a mais, talvez por ter ficado inebriado pela beleza e pelo charme contagiante de Tatiana Ujacow, vice de Zeca, levada à sua presença na suíte do hotel Jandaia em Campo Grande e desandou a falar bobagens.

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