01/12/2009 – 17:12
Nicanor Coelho/Midiamax
O prefeito de Dourados Ari Artuzi esbanja “generosidade” com empresários enquanto os pacientes que precisam de medicamentos controlados estão recorrendo à Defensoria Pública para ter acesso a um direito adquirido.
Luvas hospitalares inexistem nos Postos de Saúde e árvores centenárias estão sendo derrubadas com “autorização oficial”.
Alem disso, esta semana, por falta de dinheiro foi praticamente extinta da Banda Lira. Criada há trinta anos a banda não poderá representar o município no Encontro Estadual de Bandas e Fanfarras que será realizado em Dourados no dia 13 de dezembro.
A generosidade do prefeito foi confirmada na edição do Diário Oficial de Dourados do dia 24 de novembro. Nas páginas sete e oito foram publicados os extratos de convênios que liberam R$ 99.800,00 para três associações de empresários.
Através do convênio142/2009 a ACOMAC (Associação dos Comerciantes de Material de Construção e Região) a Prefeitura está liberando R$ 42.800,00. Este dinheiro será “usado” para a realização de uma festa de confraternização e para pagar as despesas de viagem de comerciantes do setor a “Caravana Empresarial Ecomacs-Brasil”. A ACED (Associação Comercial e Empresarial de Dourados) foi beneficiada com R$ 15 mil para a realização dos concursos Luzes de Natal e de Vitrinismo como atesta o convênio 144/2009.
Já a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) recebeu da Prefeitura, conforme o convênio 143/2009 R$ 42 mil “visando à conjugação de esforços para a realização da campanha Natal FelizCidade 2009”.
Estes recursos serão usados para o pagamento de despesas de publicidade da campanha e para a aquisição dos prêmios que serão sorteados para os consumidores. Conforme anúncio feito pela CDL serão sorteados dez mobílias completas com trinta itens e mais dez note books para os vendedores que atenderam os clientes contemplados.
Entidades de defesa da ética no trato da coisa pública e da cidadania pretendem questionar na Justiça os três convênios que beneficiam a iniciativa privada ainda nesta semana.
Dirigentes destas entidades alegam que falta recursos para serem aplicados nos setores de saúde, postos de saúde estão sem médicos, falta veículos e investimentos para o funcionamento pleno do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescentes enquanto a administração pública beneficia setores da “livre iniciativa” que tem recursos próprios para gerirem seus negócios.
Enquanto as entidades empresariais recebem R$ 99.800,00 para a realização de eventos, viagens, concursos e promoção de Natal, a decoração de Natal está sendo feita com restos da iluminação do ano passado e apenas com recursos da Prefeitura. Os empresários não estão contribuindo financeiramente em nada para melhor o aspecto do centro da cidade, uma ação que reverterá em benefícios e aumento das vendas para os próprios comerciantes.
