Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Em tempos de Lava Jato, soou como ameaça a declaração de Murilo Zauith hoje no encontro dos demos em Dourados: 'A política não se move no Estado enquanto o DEM não se posicionar. Temos muito tempo para debater e decidir como caminharemos, se teremos candidato ao Senado ou ao governo; há um mês pensávamos individual, hoje pensamos num projeto'. Tá bom que André Puccinelli, Odilon de Oliveira e Reinaldo Azambuja vão parar suas campanhas para esperar Zauith decidir.
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de restringir o foro privilegiado para deputados federais e senadores, o Congresso Nacional trava uma batalha para avançar com a pauta na Câmara dos Deputados. Na próxima semana, o assunto deve voltar a correr no legislativo. A proposta, no entanto, é mais abrangente do que a mudança proferida pela Suprema Corte e extingue o foro por prerrogativa de função para os crimes comuns para todas as autoridades, exceto os chefes dos Três Poderes.
Um dos maiores desafios da eleição de 2010 era saber o que pensava exatamente Dilma Rousseff sobre economia. Se, de um lado, ela mostrava-se crítica à ala pró-mercado do governo Lula, encabeçada por Antonio Palocci e Henrique Meirelles, do outro, sinalizava que manteria a política econômica de seu antecessor, sem descer aos detalhes. Eleita, botou para funcionar sua nova matriz econômica e deixou o Planalto, após sofrer impeachment, como responsável por uma das mais graves recessões de nossa história.
Será que vai? Esta é a grande expectativa em torno do encontro dos demos neste sábado na Câmara Municipal de Dourados. É que o ex-prefeito Murilo Zauith, depois de muitos anos ameaçando, parece que finalmente decidiu disputar o governo do Estado. Demos unidos jamais serão vencidos! Eis o grito de guerra dos que até dias atrás se digladiavam, como Zé Teixeira e Henrique Mandetta, e também Tereza Cristina, preposta de André Puccinelli, que chegou como pomo da discórdia.
Começou à zero hora desta sexta-feira (4) o prazo para que os ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julguem, no plenário virtual, o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Lula para que ele deixe a prisão. O ex-presidente está preso desde o dia 7 de abril, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu reduzir o foro privilegiado para deputados e senadores. Agora, só serão processados na Corte quem é investigado por fatos relacionados ao mandato, cometidos enquanto o parlamentar estiver no cargo. A decisão, tomada com os votos de sete dos onze ministros do tribunal, vai provocar a transferência de inquéritos e ações penais para a primeira instância do Judiciário. Ainda não há um levantamento de quantos casos serão afetados. Após o julgamento, o ministro Luís Roberto Barroso diz que cada caso terá de ser reanalisado para decidir o foro adequado.
Com a proximidade das eleições, o governo do presidente Michel Temer acelerou o pagamento de emendas parlamentares neste início de ano. Nos primeiros quatro meses de 2018, já foram pagos quase R$ 2 bilhões em emendas individuais. No ano passado, no mesmo período, a liberação foi de R$ 615,64 milhões.
“É uma vergonha tirar dinheiro do povo. Eu não vou fazer isso, vou me eleger na fala, trabalhando”. Deputado estadual Maurício Pirarelli, misturando alhos com bugalhos hoje no Correio do Estado ao falar sobre a doação virtual de verbas para a campanha eleitoral deste ano. Lembrando que este é o mesmo Picarelli acusado de receber uns caraminguás de propina em forma de ingresso de circo da quadrilha da lama asfáltica.
Mesmo com ampla maioria para restringir a regra do foro privilegiado para deputados e senadores, a conclusão do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) foi adiada para esta quinta-feira. Falta votar apenas o ministro Gilmar Mendes. No entanto, o voto dele não deve fazer diferença no resultado. Até agora, sete ministros declararam que devem permanecer na corte apenas processos sobre crimes cometidos por parlamentares no exercício do mandato, por fatos diretamente relacionados à função pública. Outros três ministros votaram para que os crimes comuns cometidos durante o mandato também sejam processados no STF. Gilmar Mendes deve se alinhar a esta corrente minoritária.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ofereceu hoje (2) denúncia por corrupção contra o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, por participação em um esquema de venda de vagas no Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE-MT) em 2009, quando ele era governador do estado.
Mesmo para os números superlativos da Operação Lava Jato, em que propina de R$ 1 milhão parece dinheiro de troco, o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, pode alcançar um marco: ele é acusado de ter recolhido um suborno de R$ 173 milhões em obras da Prefeitura de São Paulo.
O Supremo existe para tomar decisões que provocam consequências. É natural. Mas as consequências nunca são uma só. Para cada decisão do Supremo, explodem múltiplas consequências diversas. Em geral, os ministros decidem atentos a esta explosão. Quais as consequências que podem se iniciar nesta quarta-feira se o Supremo restringir o foro privilegiado? Por exemplo, só julgar ilícitos cometidos durante o mandato de altas autoridades e a ele relacionado?
Fenômeno eleitoral na década de setenta, eleito duas vezes (a primeira antes da divisão do Estado) deputado estadual; depois federal, pelo velho MDB, o radialista Sérgio Cruz está de volta. De novo, como candidato a deputado estadual, agora pelo PDT, na chapa do juiz aposentado Odilon de Oliveira. Pelo óbvio da coisa, talvez não vá poder usar o slogan “pau na mula”, que o notabilizou por bater duro nos contraventores.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e mais quatro pessoas pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, a empreiteira Odebrecht prometeu US$ 40 milhões a Lula em 2010 em troca de decisões políticas que beneficiassem a empresa. Entre essas decisões está, por exemplo, o aumento da linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras tocadas pela companhia em Angola.
Depois de 28 anos domiciliado eleitoralmente no Amapá, o ex-presidente José Sarney transferiu o título de eleitor de volta para o Maranhão, sua terra natal e berço político. Sarney alega motivos pessoais para o retorno, mas, segundo amigos e colaboradores, o ex-presidente só fala em duas coisas: evitar o esfacelamento de seu clã e tirar a qualquer custo do Palácio dos Leões o governador Flávio Dino (PC do B), eleito em 2014 depois de 40 anos de domínio quase ininterrupto do sarneyzismo no Estado.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, 72 anos, condenado a mais de 40 na Operação Lava Jato, fez a afirmação acima durante encontro, em Brasília, com a reportagem do site Congresso em Foco. Respondia a uma questão que lhe tem sido apresentada com frequência: quais as chances de fugir do país para descumprir uma pena que ele e seus correligionários atribuem a um processo de 'perseguição política' ao PT e à esquerda?
Até por uma questão de coerência, o juiz aposentado Odilon de Oliveira não tendo como não fazer uma campanha franciscana, ficando, apenas, na dependência do cantar do galo. André Puccinelli, não bastasse sua reconhecida pão-durice, vendendo sonhos e cobrando a fatura dos aliados bem aquinhoados dos tempos das vacas gordas. Apagam-se, assim, todos os números das pesquisas, que retratam o momento, pois, ironicamente, quem deve surfar de novo pela lama asfáltica é o Azambuja.
Nem os analistas mais antenados poderiam imaginar no que se transformaria o cenário político nacional nesses últimos quatro anos. Desde 2014, a crise política, forjada em sucessivos esquemas de desvio de dinheiro público, escanteou da cena eleitoral quem antes batia no peito, orgulhoso da própria popularidade. E são as pesquisas de opinião pública que hoje não só referendam, mas alimentam ainda mais o imaginário coletivo quando se procura uma resposta para o que provocou o sobe e desce dos poderosos do país: a corrupção.
Mesmo que o PT lance candidato ao governo do Estado, nesses tempos bicudos, apenas para cumprir tabela, o pretenso candidato do partido ao Senado, Zeca do PT, deve fazer a campanha do voto útil. E, acreditem, para ReinaldoAzambuja! Depois que adicionou ao seu nome o do companheiro de biritas Lula da Silva, não duvidem se daqui a pouco acrescentar também o do governador tucano. Para dar sonoridade, até que ficaria interessante Zeca Azambuja do PT Lula da Silva.
28/04/2018 - 15h45Pesquisa Datafolha aponta que o governo é reprovado por 70% dos brasileirosO presidente Michel Temer (MDB) disse que aproveitou a impopularidade para...