Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Preso em Curitiba, o ex-presidente Lula é apenas o mais notório pretendente a cargo eletivo nas eleições de outubro que tem a ficha suja. Além dele, há uma lista de mais de uma centena de políticos que estarão inelegíveis pelas mesmas razões do ex-presidente: foram condenados por crimes em tribunais de segunda instância. Pela legislação eleitoral, antes do registro oficial das candidaturas, em agosto, nada pode ser feito contra eles. Somente após o registro, a Justiça Eleitoral pode se mover para barrar essas candidaturas ilegais. Como o tempo de análise é curto – um mês – havia a expectativa de que alguns nomes desses candidatos fichas sujas pudessem acabar indo parar nas urnas. O risco, porém, está superado.
A sobrevivência do PSDB vai depender da mensagem que o partido passar para o povo, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em rápida entrevista ao Correio Braziliense em Nova York. Na avaliação dele, a legenda está enfrentando os mesmos problemas dos demais partidos que foram açoitados por denúncias de corrupção. Não por acaso, acrescentou ele, o Brasil vive um momento muito ruim na política. Há um descrédito generalizado da população em relação aos políticos, provocando uma fragmentação que compromete o futuro do país.
Se a delação do ex-ministro Antonio Palocci seguir a mesma linha da carta de desfiliação enviada ao Partido dos Trabalhadores, o antigo “grão petista” causará efeito suficiente para atrapalhar a estratégia dos petistas. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua preso e inelegível, mas a legenda mantém o nome dele como o principal candidato de 2018. Se Palocci delatar esquemas que respinguem em Lula, poderá tumultuar ainda mais a situação do antigo aliado — ou até mesmo dos indicados —, condenado a 12 anos e um mês de cadeia no caso do tríplex do Guarujá (SP).
Em agradecimento ao recapeamento da avenida Marcelino Pires e suas paralelas, na esperança do mesmo serviço nas vias de ligação entre elas e da sobra de algumas quireras para avançar na famigerada operação tapa-buracos. Pelo tanto que demorou o ‘sim’ de Délia Razuk a Reinaldo Azambuja, o governo já reavalia a conveniência desse casamento político. Não só pelo desgaste político da prefeita, como por suas fortes ligações com a companheirada petista.
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciaram nesta sexta-feira (27) que concordaram em retirar todas as armas nucleares da península coreana. Eles também pretendem assinar um acordo de paz até o fim deste ano.
Nem Zeca do PT (ainda mais agora que adotou o nome Lula da Silva), nem Nelsinho Trad, que dirá os sem-votos Migliolli ou Pedro Chaves. A sensação do momento para a disputa por uma das vagas ao Senado é de Dourados: Sérgio Harfouche o nome da fera! O promotor que se notabilizou pela polêmica da evasão escolar já obrigou até uma manipuladazinha básica na última pesquisa que veio a público, para não assustar o preferido do velho Correio da avenida Calógeras.
Ex-secretário de Saúde de Murilo Zauith, o grão-mestre Sebastião Nogueira está fazendo um alerta pelo voto consciente. Todo paramentado, como manda o figurino maçônico, viraliza nas redes sociais, defendendo a aplicação da lei da ficha limpa, a prisão em segunda instância e a Lava Jato. Fechando sua fala, uma paulada no poder judiciário: “a última bandeira da nacionalidade não está correspondendo às nossas expectativas, pois só busca salvar a pele dos políticos”.
Preso desde setembro de 2016, o ex-ministro Antonio Palocci assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Fontes vinculadas ao caso confirmaram que a colaboração avançou com rapidez nos últimos dias. Em sigilo, além de terem fixado as bases dos benefícios que serão concedidos a Palocci, os investigadores inclusive já teriam concluído a fase de depoimentos. A colaboração de Palocci, no entanto, ainda não foi homologada pela Justiça.
O pedido feito pela Polícia Federal à Justiça para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja transferido da superintendência em Curitiba forçou a movimentação tanto dos defensores do petista quanto dos membros de seu partido. Para os advogados de Lula, que foram chamados a opinar sobre o pedido, o episódio representa debater antes da hora desejada o tema. Para o PT, a preocupação é não deixar seu líder isolado e manter sua capacidade de influenciar nas eleições, seja como candidato ou não. A análise do pedido — feito sob sigilo na sexta-feira (20/4), 15 dias após a prisão — cabe à juíza federal Carolina Moura Lebbos.
Não bastasse o incentivo oficial à candidatura do ex-secretário de obras, o sem-votos Marcelo Miglioli (o Girotto do Azambuja), agora as sondagens com o nome da vice-governadora Rose Modesto, também queridinha do governador, para disputar o Senado. Enquanto isso, determinado, o deputado Geraldo Resende, que encarna o sonho dos douradenses de ter um senador, tenta mostrar quem é que tem mais condições de passar Nelsinho Trad e Zeca do PT para trás.
O governo quer celeridade na agenda eleitoral. E, ao passo que busca apoio de partidos aliados, também busca ajeitar internamente a casa. Para isso, o presidente Michel Temer recebeu em um jantar na noite desta terça-feira (24) no Palácio do Alvorada presidentes do MDB de oito estados, além do presidente nacional do partido, o senador Romero Jucá (MDB-RR). O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, recém filiado ao partido, também participou do encontro.
Cresce a cada dia o apoio ao projeto de lei de autoria do senador Moka (MDB-MS) que destina todo dinheiro da corrupção arrecadado por via judicial para os setores de saúde e educação. Essa semana, o presidente da Associação dos Magistrados de MS, Fernando Cury, disse que a entidade 'enaltece' a atitude do senador Moka porque destina para 'setores sensíveis' o dinheiro da corrupção. 'Nesse sentido nós enaltecemos essa ação que tem mostrado um espírito democrático e uma preocupação com o desenvolvimento do país', pontua o presidente da Amansul.
O Supremo Tribunal Federal deve decidir pela redução do alcance do foro especial, disse o ministro Gilmar Mendes na manhã desta terça-feira (24). Ele participou de debate promovido pela revista Veja, em São Paulo. 'Acho que irá cair o foro, mas haverá nuances. Casos funcionalmente relevantes, referentes a crimes praticados no exercício do mandato, ficarão no STF', disse Gilmar.
A ex-presidente Dilma Rousseff tentou, sem sucesso, visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, na tarde desta segunda-feira (23/4). Ela chegou ao local por volta das 15h, acompanhada da presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann. Dilma resolveu ir até a Polícia Federal, mesmo tendo a visita sido negada pela Justiça. Essa foi a sexta vez que políticos tentaram visitar o petista desde que ele foi preso, no dia 7 deste mês.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) julga, nesta terça-feira (24/4), recurso do ex-governador do Estado Eduardo Azeredo (PSDB) contra condenação de 20 anos e 1 mês de prisão imposta ao tucano por envolvimento no esquema do mensalão mineiro. Nessa segunda-feira (23/4), em parecer, o Ministério Público de Minas Gerais reafirmou posicionamento pela manutenção da sentença e pela prisão imediata de Azeredo após esgotados todos os recursos no TJ mineiro. Azeredo poderá ser o primeiro preso da versão tucana do mensalão.
Quase um ano após a Operação Patmos, que abalou o mundo político a partir das delações premiadas de executivos do Grupo J&F, Joesley Batista voltou à carga, com novos documentos que atingem integrantes de todo o espectro ideológico, com detalhes sobre os pagamentos que fez a dezenas de partidos ao longo dos anos, boa parte deles por caixa dois. Ao todo, Joesley está dando mais detalhes sobre 32 anexos complementares apresentados no ano passado, que reforçam as acusações de sua delação inicial, homologada em maio. Além disso, está trazendo novos documentos sobre os acertos criminosos com vários políticos e seus operadores financeiros. As novas revelações podem trazer mais complicações aos políticos já investigados no Supremo Tribunal Federal.
Pretenso candidato a senador, o ex-prefeito de Campo Grande, o gora petebista Nelsinho Trad, está em busca de um suplente de Dourados. Preferencialmente alguém ligado ao agronegócio, tipo Adão Parizotto, e que não esteja quebrado. Ah, e manda avisar que diferentemente do que Juvêncio da Fonseca e Simone Tebet fizeram com Celso Dal Lago, seu suplente terá voz e vez. Na pior das hipóteses, deve ser convidado para posse.
Em carta lida em reunião do diretório nacional do PT realizada nesta segunda-feira em Curtiba, o ex-presidente Lula disse que o partido deve ficar à vontade para 'tomar qualquer decisão' sobre a candidatura à Presidência da República. '(Queria que vocês) ficassem totalmente à vontade para tomar qualquer decisão porque 2018 é muito importante para o PT, para a esquerda, para a democracia. E para mim, eu quero a minha liberdade', disse a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), lendo a carta escrita pelo ex-presidente.
Ao lada prefeita de Dourados, Délia Razuk (PR), e do ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) entregou na manhã desta segunda-feira (23), mais de 512 residências de um conjunto habitacional inaugurado na cidade do interior. Além das moradias do Residencial Ildefonso Pedroso, Azambuja anunciou que até o final de seu mandato mais de 2,8 mil unidades habitacionais serão entregues em Dourados
Pelo ritmo frenético com que vem rodando o Estado vistoriando e entregando obras o governador Reinaldo Azambuja não deve estar botando muita fé nas bravatas de seu antecessor e candidato a sucessor, André Puccinelli. Tanto que, aproveitando o giro pela região neste fim de semana fez duas paradas em Dourados, cidade onde espera encontrar um companheiro de chapa, preferencialmente o ex-prefeito Murilo Zauith, que já foi vice-governador no primeiro mandato do mesmo Puccinelli.