Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
BRASÍLIA - O presidente Michel Temer afirmou que o semipresidencialismo seria 'extremamente útil'. Nesta segunda-feira, horas depois de o modelo ser defendido por Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Temer disse que tem conversado bastante sobre o tema e ainda é necessário decidir o melhor momento para implementá-lo.
BRASÍLIA - Até nos crimes mais graves, como homicídio, feminicídio e outros delitos dolosos contra a vida, a morosidade da Justiça brasileira impressiona. Nada menos que 64,5 mil processos do tipo, que chegaram ao Judiciário até 2012, permanecem sem julgamento. Diminuir o estoque dessas ações antigas era uma meta, parte da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), uma articulação firmada em 2010 por diferentes órgãos no combate à violência letal. No entanto, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já não trata mais a eliminação deste passivo como um objetivo a ser alcançado, limitando-se apenas a monitorar as ações.
O Correio do Estado manchetando nesta segunda-feira que pesquisa mostra ‘velha guarda’ na preferência do eleitor e que o ex-governador André Puccinelli se coloca à disposição do PMDB. Seria o caso de perguntar onde estão e o que andam fazendo as tais novas lideranças, como Júnior Mochi, Beto Pereira, Renato Câmara e José Carlos Barbosa. Antes que aconteça o retorno, ops!, de gente como Ary Rigo, Londres Machado e, por que não?, até de Delcídio do Amaral.
Antigo PTN, o Podemos faz uma ofensiva nacional para tentar encorpar a candidatura do senador paranaense Alvaro Dias à Presidência no ano que vem. Corteja os procuradores da Lava Jato, flerta com insatisfeitos no PMDB, como a senadora ruralista Kátia Abreu (TO), e namora os prefeitos de Belo Horizonte e Betim (MG), Alexandre Kalil e Vittorio Medioli, ambos do PHS.
A cada dia que passa amplia-se o cerco do sistema político sobre o aparato de Justiça. O mais recente movimento veio com a inclusão, na reforma política, de um limite de dez anos para o mandato dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O objetivo é reduzir o poder do tribunal, tornando os ministros mais dependentes do poder político e cautelosos ao tomar decisões que afetem interesses dos poderosos.
BRASÍLIA - Disputando a atenção dos nordestinos, palco também da caravana de Lula, em Fortaleza o prefeito de São Paulo, João Doria Júnior (PSDB), recomendou que Ciro Gomes frequentasse mais seu psiquiatra, criticou o assistencialismo de Luiz Inácio, disse que não lhe dará trégua e esboçou um plano de desenvolvimento para o Nordeste. Sempre repetindo que não está fazendo o périplo como candidato, que não é candidato a presidente da República, Doria , entretanto, disse que está capacitado para gerir o país. Ontem, o ex-presidente Fernando Henrique disse que o melhor candidato é quem provar que é capaz de administrar o Brasil e não só uma cidade.
Depois de, no auge das operações Lava Jato e Lama Asfáltica, dizer que se arrependia de ter convivido por tanto tempo ‘com essa gente’ e que estava dependurando as chuteiras, o ex-prefeito Murilo Zauith voltou a admitir um possível retorno, ops!, à política. Ele condiciona esta possibilidade ao surgimento de uma liderança que possa mudar o panorama nacional. Sonha com o Senado, mas se o cavalo passar encilhado para o Parque dos Poderes pode montar também.
BRASÍLIA — Ocupando quatro ministérios no governo de Michel Temer e, ao mesmo tempo, ensaiando um discurso de oposição, o PSDB viu a sua crise interna se aprofundar após a veiculação, na noite de quinta-feira, do programa do partido na televisão. Encomendada pelo presidente interino, senador Tasso Jereissati (CE), a peça de dez minutos promove uma autocrítica — sem, no entanto, se aprofundar nos problemas citados — , defende o parlamentarismo e classifica o atual modelo de “presidencialismo de cooptação”.
Um dia após o governo aumentar em R$ 20 bilhões o rombo da meta fiscal e anunciar cortes em vários setores, inclusive, no reajuste do salário mínimo para o ano que vem, deputados passaram a quarta-feira montando estratégias para justificar a criação de um fundo público de financiamento de campanha eleitoral. Previsto inicialmente para chegar a R$ 3,6 bilhões, ao longo do dia, o valor caiu para R$ 2 bilhões e, no fim, os parlamentares jogaram a polêmica da definição da cifra e da origem dos recursos para depois. A missão caberá à Comissão Mista de Orçamento, em dezembro.
Com a batata de Reinaldo Azambuja assando no STJ, começa a se desenhar a estratégica chapa do establishment para concorrer ao governo, encabeçada pelo ex-prefeito douradense Murilo Zauith. Ele teria como candidata a vice a deputada andrezista Tereza Cristinha. Para o senado, Nelsinho Trad e Eduardo Riedel. Em ano de copa do mundo na terra dos Vlamidir, Lênin e Putin, não tem como não lembrar o lendário Mané Garrincha. Só falta combinar com os russos.
“A Grande Dourados e o Cone Sul precisam e querem estar presentes, como protagonistas, nas disputas majoritárias de 2018. E o nome de Murilo Zauith é fator decisivo para garantir ao nosso povo uma representação efetiva e de conquistas regionais na gestão de Mato Grosso do Sul”.
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) confirmou nesta terça-feira (15) o recebimento de denúncia envolvendo o governador de MS, Reinaldo Azambuja (PSDB), e a remessa do pedido ao ministro Félix Fischer. Se ele autorizar a investigação, automaticamente o chefe do executivo sul-mato-grossense será afastado do cargo por 180 dias.
A direção do PMDB retomou um processo interno para mudar o nome da legenda para MDB (Movimento Democrático Brasileiro), abandonando a denominação de 'partido' e retomando a sigla usada durante a ditadura militar.
Correligionários que andavam meio alongados depois do episódio da tornozeleira eletrônica voltaram a fazer fila no escritório político de André Puccinelli, em área nobre de Campo Grande. Isto tem deixado o ex-governador mais assanhado do que já é, por natureza, com a possibilidade de retorno ao Parque dos Poderes. Tanto que já andou disparando alguns telefonemas para seu ex-vice, Murilo Zauith, sonhando com a possibilidade de um repeteco da dobradinha de 2006.
As dificuldades econômicas pelas quais passa a prefeitura de Dourados e a tomada de medidas de contenção como forma de buscar o equilíbrio financeiro têm motivado visitas de membros da administração municipal a entidades e instituições do município para esclarecimentos e explanações sobre as ações, do presente e para o futuro.
Um grupo de deputados e senadores inscritos na Dívida Ativa da União é responsável por um rombo de R$ 1,4 bilhão nos cofres públicos (R$ 1.458.826.055,19, mais precisamente), sem contar a 'relação de devedores da União que financiaram campanhas eleitorais' para a Câmara e Senado entre pessoas físicas e jurídicas, muitas delas de propriedade dos próprios parlamentares ou apresentadas como partidos políticos. Caso a relação de doadores seja considerada na soma total da dívida ativa vinculada a políticos e campanhas, nas últimas eleições para deputado e senador, esse total pode ultrapassar as dezenas de bilhões de reais, uma vez que há diversas empresas doadoras em nome de parlamentares ou por eles representadas.
Em meio a ações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que contestam os altos valores pagos aos magistrados, um juiz de Mato Grosso surprendeu ao ter o valor de seu contracheque do mês passado revelado: cerca de meio milhão de reais. Titular da 6ª Vara de Sinop, a 477 quilômetros de Cuiabá, o juiz Mirko Vicenzo Giannotte recebeu, em valores brutos, R$ 503.928,79. Com descontos, o rendimento foi de R$ 415.693.02. O magistrado disse que o pagamento é justo, está dentro da lei e que ele não está 'nem aí' para a polêmica.
“Quem chegar em primeiro (nas pesquisas) poderá ter o apoio dos demais”. Frase atribuída a um dos três caciques políticos do Estado, que teriam se reunido ‘secretamente’ com o objetivo de discutir uma inimaginável aliança para evitar o risco do ‘novo’ nas eleições de 2018. Sim, uma aliança entre André Puccinelli, Reinaldo Azambuja e Zeca do PT. É o que publica hoje o jornal Correio do Estado , cujo redator, claro, deve ser desses que acreditam em Papai Noel.
Diz um velho dito popular: quem procura acha. Até mesmo, se insistir, chifre em cabeça de cavalo! É o que está acontecendo com a mesa diretora da Câmara de Vereadores de Dourados. Depois de ver negado provimento a uma ação contra este Blog e o site Folha de Dourados numa das varas criminais, insiste, agora no Juizado de Pequenas Causas. O lugar certo, aliás, para uma Casa com prioridades como, por exemplo, expatriar a sopa paraguaia do país hermano.
Com os olhos em 2018, o mundo da política tem sido de flertes. Em julho, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), esteve perto da principal cadeira do Palácio do Planalto. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), é a novidade. Fenômeno eleitoral e das redes sociais, o tucano ainda não conseguiu conquistar os medalhões do próprio partido para se cacifar como candidato nas eleições presidenciais do ano que vem, mas tem chamado a atenção de concorrentes, como o PMDB e o DEM. Além de contar com o apoio de empresários no país, para especialistas, Doria carrega no nome um dos critérios mais almejados atualmente: o sentimento de renovação.