Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
As investigações da delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) encontram obstáculos para avançar no STF (Supremo Tribunal Federal). Quando foi homologada, em fevereiro de 2016, a colaboração criou uma crise no Planalto pelo fato de Delcídio ter acusado a então presidente Dilma Rousseff de tentar obstruir a Lava Jato. No entanto as declarações do ex-senador ainda não foram comprovadas pelos investigadores. O ex-senador entregou, basicamente, agendas e anotações.
Senão infeliz, pelo saldo positivo de seu trabalho à frente da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado, um pouco fora de hora a fala do deputado licenciado José Carlos Barbosa que está sendo veiculada no programa partidário do PSB no rádio e na TV. Ufanista, ele diz que o MS é o estado que mais põe a bandidagem na cadeia. Ladrões de galinha, claro. Para o telespectador, ficou um gostinho de quero mais, pela turma do colarinho branco que continua leve e solta.
05/08/2017 - 07h24Conversa com Henrique Alves era sobre 'convites' dados por JoesleyBRASÍLIA – A Polícia Federal enviou para o Supremo Tribunal Federal (STF) diálogos...
'Quem é que fica andando com 500 mil de um lado para o outro?!', perguntou, entre nervoso e espantado, o empresário Frederico Pacheco ao lobista Ricardo Saud, da JBS, na tarde do dia 12 de abril deste ano. Fred, como é conhecido o primo do senador Aécio Neves, estava no escritório de Saud, em São Paulo, para apanhar a segunda parcela de R$ 500 mil dos R$ 2 milhões acertados entre o presidente do PSDB e Joesley Batista dias antes. Fred fora designado para a tarefa por Aécio, como registrado em áudio pelo próprio senador:
A assessora politica do dilmista Dagoberto Nogueira, Ana Maria, e o primeiro-filho Roberto Razuk, o Neno. Com toda entourage, na inauguração de um autoposto. Todos fazendo o sinal de ‘schmidt’, no Facebook. É a pré-campanha do herdeiro político dos Razuk para a Assembleia Legislativa, já nas ruas. O único problema, por enquanto, para Neno Razuk, é o estigma do rabo-de-cavalo do deputado que manda e desmanda na secretaria de saúde da administração da mamis.
Em acordo de delação premiada, o ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB) relatou, segundo a Folha de S. Paulo, que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), participou da montagem de um esquema para liberar dinheiro de precatórios (dívidas decorrentes de sentenças judiciais) estaduais em troca do apoio de parlamentares do Estado. O fato, de acordo com o delator, teria acontecido ao fim da gestão de Maggi como governador do Estado (2003-2010).
Atingido pelas delações da JBS, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou na tarde desta quinta-feira, 3, que vai continuar como presidente licenciado do PSDB até o fim do ano. Mas anunciou que está passando o comando do partido, de fato, ao senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Em reunião na manhã de hoje, eles definiram um calendário para a nova eleição da Executiva Nacional, quando escolherão o próximo presidente tucano e o candidato do PSDB à Presidência da República em 2018.
“Tem alguma coisa errada nessas pesquisas; não é possível que ele tenha 95% de rejeição, não vejo adesivos ‘Fora Temer’ nos carros por aí'. Deputado Carlos Marun, fazendo troça, para acrescentar que ‘as perguntas também devem estar equivocadas'. Pau-mandado de André Puccinelli e, nesta condição, destacado para defender também Eduardo Cunha, Marun completa o escárnio: “essa popularidade de Temer é que nem cabelo de freira, todo mundo acha que existe, mas ninguém vê”.
No gabinete presidencial, um deputado até então indeciso disse esta semana a Michel Temer que decidira votar pela rejeição da denúncia contra ele. Alertou, porém, que não apoiaria a reforma da Previdência. 'Este voto é pela minha honra. Esqueça o resto, por enquanto', retrucou o presidente, segundo relatos de aliados.
O plenário da Câmara rejeitou nesta quarta-feira (2) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para autorizar a análise de denúncia criminal contra o presidente Michel Temer (PMDB), por corrupção passiva, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Antes mesmo do encerramento da votação, os parlamentares da base aliada já comemoravam o resultado assim que foram alcançados 159 votos contrários ao prosseguimento das investigações. Considerando-se o número de parlamentares que registraram presença, as ausências, os votos da oposição, da base aliada e dos dissidentes do governo, não haveria mais condições de se alcançar os 342 votos necessários para a continuidade da análise da denúncia no STF, como determinam a Constituição e o Regimento Interno da Câmara.
Da bancada de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados, quatro parlamentares votam pelo arquivamento da investigação contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção e os outros quatro votaram pelo prosseguimento da denúncia.
Os números não mentem: 81% dos entrevistados pelo Ibope acham que a Câmara deveria permitir que Michel Temer seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal. O mesmo Ibope mostrou o que todo mundo sabe: o governo tem o maior índice de rejeição dos últimos 31 anos.
Em breve retrospectiva, posso dizer que meu governo se divide em três fases. A primeira, quando assumi em momento de grande recessão, com o país inteiramente fora dos trilhos. Cuidei de levar adiante a criação de teto para os gastos públicos por meio de emenda à Constituição. Restabelecido o diálogo com o Congresso, dele tivemos apoio para aprovar essa matéria.
Apesar de o governo afirmar que possui cerca de 280 votos para barrar a denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara dos Deputados, às vésperas da votação, apenas 105 deputados se posicionaram abertamente a favor do peemedebista.
Assim como Murilo Zauith começa a ser toureado para substituir Reinaldo Azambuja na disputa ao governo do estado, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, pode ser o plano B da banda oposicionista. Isto, caso a derrapada de André Puccinelli na lama asfáltica seja, mesmo, sem retorno. Se a administração do pimpolho dos Trad entrar vitaminada na capital em 2018, seus asseclas acreditam que não tem pra ninguém. Ainda mais com o irmão Nelsinho disputando o Senado.
Pelo grande número de caminhonetas, dessas turbinadas, que já ostentam o nome de Jair Bolsonaro como salvação da pátria no pós lulo-petismo-temerista, expectativa, também, para a pesquisa do Ipems, ainda em stand by no Correio do Estado, para a performance de outro milico: o coronel David. Só a partir daí ele vai decidir se sai da incômoda condição de suplente ou se vai para as cabeças, disputando o governo com seus hoje superiores hierárquicos.
Não é de hoje que o nome de Odilon de Oliveira é apontado como alternativa dos mato-grossenses do Sul ao governo do Estado ou ao Senado. Muito mais agora, nesses tempos de Lava Jato e de Lama Asfáltica. Daí à expectativa de sua posição entre os eventuais candidatos, na tão esperada pesquisa do Ipems. Resta saber se, uma vez aposentado e quando começarem a aparecer quem seus apoiadores se o um dia tão temido juiz federal conseguirá fazer valer a fama de justiceiro.
Por absoluta falta de opção, não será surpresa, segundo analistas em pesquisas eleitorais, se André Puccinelli aparecer ponteando a pesquisa do Ipems. Aliás, a demora na publicação já levanta suspeita quanto a essa possibilidade. Ainda mais, diante do presumível estrago que a delação da JBS pode ter acarretado à até então imaculada imagem de bom-mocismo de Reinaldo Azambuja, o único, entre os colocados, em condições eleitorais de impedir o retorno do italiano.
Como, apesar da Lama Asfáltica e da tornozeleira eletrônica, André Puccinelli continua entrincheirado como franco atirador, e, diante da desconfiança de que Reinaldo Azambuja possa aparecer, já, em posição desconfortável na pesquisa do Ipems, os cabeças pensantes da Governadoria já tem um plano B: o nome do ex-prefeito douradense Murilo Zauith. Pelo jeito Waltinho Carneiro, guru de Zauith, já conseguiu ocupar o espaço deixado por Sérgio de Paula.
BRASÍLIA — O Palácio do Planalto quer encerrar já amanhã a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Após passar as últimas semanas dizendo que a responsabilidade pelo quorum seria da oposição, o governo passou a mobilizar os partidos aliados para que coloquem 342 parlamentares em plenário, número necessário para que a a denúncia seja votada. Tanto os aliados do Planalto quanto a oposição sabem não ter hoje ao seu lado esse número de deputados. Por isso, o governo quer apenas que os partidos da base peçam a presença de seus correligionários, mesmo os que votam contra Temer.