Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O que pode ter sido mais devastador para o sonho de retorno, ops!, de André Puccinelli ao Parque dos Poderes ou para o projeto de reeleição de Reinaldo Azambuja – a tornozeleira eletrônica colocada pela Polícia Federal no italiano ou a delação do governador pela JBS? Quanto mais demora a publicação da segunda parte da pesquisa do IPMS pelo Correio do Estado, mais aumenta a ansiedade nos bastidores políticos. Até porque esta é a fase dos balões de ensaio.
A dois dias da votação que poderá definir se o presidente Michel Temer segue ou não no comando do país, o Planalto garante que tem entre 260 e 280 votos para arquivar a denúncia de corrupção passiva contra o peemedebista. O número necessário são 172. E quer aproveitar esse número como base para provar que o peemedebista não ficará paralisado até dezembro de 2018. Segundo os governistas, quem vota alinhado ao Executivo também apoia a Reforma da Previdência. O resultado, então, serviria como termômetro para medir o patamar mínimo de apoio às mudanças nas regras de aposentadoria.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirma que o Palácio do Planalto deseja a permanência do PSDB na base aliada, mas que é 'perfeitamente possível' governar sem os tucanos. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o ministro diz que o governo está pronto para votar a denúncia por corrupção contra o presidente Michel Temer nesta quarta (2) na Câmara, mas reafirmou que cabe à oposição colocar o quorum necessário para a votação ocorrer.
Isto sim é coisa para se ‘curtir’, ainda mais partindo de quem integra um legislativo useiro e vezeiro em aprovar leis inócuas – o comunicado do vereador Romualdo Ramin esclarecendo que optou por não votar a lei que declara a sopa paraguaia patrimônio imaterial de Dourados. “Considero que o nosso mandato parlamentar tem outras prioridades; direciono o meu trabalho e da minha equipe na busca por soluções de problemas enfrentados pela população, prioritariamente'.
Para o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, falta interesse da classe política brasileira em combater a corrupção. 'Lamentavelmente, eu vejo uma ausência de um discurso mais vigoroso por parte das autoridades políticas brasileiras em relação ao problema da corrupção. Fica a impressão de que essa é uma tarefa única e exclusiva de policiais, procuradores e juízes', afirmou Moro em entrevista concedida à Folha de S. Paulo e a outros integrantes do grupo internacional de jornalismo colaborativo 'Investiga Lava Jato' –o jornal é um dos coordenadores da iniciativa.
29/07/2017 - 17h42Ainda mais estratégicas na eleição de 2018, a primeira presidencial sem permissão para doações de empresas, as redes sociais, terra dos memes...
A ambição do ditador paraguaio Solano Lopez por uma saída para o mar provocou a guerra da Tríplice Aliança, com Brasil, Argentina e Uruguai triturando o vizinho atrevido. Agora, 150 anos depois, o conflito pode voltar, pela ambição de vereadores douradenses em adotarem a sopa paraguaia, o tereré e o pucheiro como patrimônio imaterial da cidade. O general comandante da 4ª. Brigada deve colocar seus homens de prontidão. Para o historiador Nicanor Coelho, é guerra na certa!
O ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa Celso Amorim diz que uma reforma política precisa estar na plataforma do próximo presidente do Brasil e que mudar o sistema eleitoral é essencial para coibir a troca de favores entre Planalto e Congresso em Brasília, realizada sem cerimônia, na frente de todo mundo. 'Nunca vi uma coisa assim tão escancarada. É quase sexo explícito', diz em entrevista à BBC Brasil, em seu apartamento com vista para a Praia de Copacabana, na zona sul do Rio.
Professor de jornalismo da Unigran, o colunista social Alfredo Barbara Neto advertindo hoje em sua coluninha ‘De Olho’ que a Câmara Municipal vai enfrentar problemas com a imprensa por conta das dificuldades na contratação da nova agência de publicidade. Quer dizer, jornalismo, jornalismo, no ‘diário' MS, nem pensar! Só realese, e, assim mesmo, pagando! Lembrando que Barbara Neto foi quem levantou a lebre da negociação do mensalinho da prefeitura para os vereadores.
SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) descobriu que Aldemir Bendine e André Vieira conversavam pelo aplicativo Wickr, com destruição automática das mensagens trocadas. Mas, por algum motivo, fizeram print de mensagens que serviram de prova para a operação realizada nesta quinta-feira pela Lava-Jato, que levou os dois à prisão.
O imbróglio envolvendo o filho transviado de uma Desembargadora é uma questão menor, entre os muitos escândalos em que está metido o Judiciário do Mato Grosso do Sul. O que dizer da omissão em relação aos magistrados envolvidos em operações como a Uragano, ao compadrio com a Assembleia Legislativa, e, mais mais indecente ainda, recentemente, a absolvição da prefeita Ilda Machado, flagrada comprando votos com dinheiro tirado do sutiã? Sem falar da Lama Asfáltica!
Ou a prefeita Délia Razuk não consegue esquecer a campanha política, como prega, ou sua assessoria anda comendo barriga. No release de ontem, da assinatura de convênio com o governo Estado para a liberação de recursos à operação tapa-buracos, agradecimentos só para o demo Zé Teixeira. Nem tchum para o federal Geraldo Resende e o estadual Renato Câmara, também presentes ao ato e apoiadores de primeira hora de Reinaldo Azambuja. Quem será que anda dando o tom da coisa?
A pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), a Justiça expediu e a Polícia cumpre, na manhã desta quinta-feira, três mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão em nova fase da operação Lava-Jato. O foco principal é o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, além de operadores financeiros suspeitos de operacionalizarem para que o próprio Bendine recebesse R$ 3 milhões em propinas pagas pela Odebrecht.
BRASÍLIA - A possibilidade de voltar a cometer crimes, a intensa movimentação financeira e a ocultação de valores desviados e mantidos no exterior, a dificuldade de recuperar esse dinheiro, a influência que exerce sobre seus 'asseclas' na Câmara, e as tentativas de intimidação de várias pessoas, entre elas o próprio presidente Michel Temer. Essas são alguns das razões apontadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para defender a manutenção da prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Não se diga que estão fritando Henrique Meirelles. Ele é um queridinho do mercado, entende-se bem com Michel Temer e vocaliza as ortodoxias de gênios que sabem como consertar o Brasil, mas não conseguem conviver bem com seu povo. Meirelles está sendo fervido. A fervura de um ministro difere da fritura porque enquanto a frigideira é desconfortável desde o primeiro momento, inicialmente o panelão oferece um calorzinho agradável. Depois é que são elas.
Diante da declaração de Geraldo Resende de que estaria ‘construindo’ seu voto no processo envolvendo o presidente Michel Temer com base nas conversas com prefeitos, vereadores, e, principalmente, com os eleitores, fica a expectativa para o que vai pesar mais nessa balança. Como tucano que é tucano tem problemas para descer do muro, vai uma dica ao deputado douradense: Pesquisa Pulso Brasil, da Ipsos, divulgada hoje, diz que 94% dos eleitores desaprovam o governo Temer.
O vazio político a que se refere o Correio do Estado de hoje é tão grande que o velho cacique João Leite Schmidt está revendo, pela enésima vez, seu projeto de aposentadoria na articulação política. Desta vez ele põe toda sua experiência a serviço da tão decantada candidatura do um dia temido juiz Odilon de Oliveira. Claro que, na pior das hipóteses, arranjando um grand finale para seu pupilo Dagoberto Nogueira como candidato a vice-governador.
Se for condenado em segunda instância no caso do tríplex de Guarujá (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode recorrer a cortes superiores para garantir sua candidatura na eleição do próximo ano. A Lei da Ficha Limpa impede que candidatos condenados por órgão colegiados (formados por grupos) sejam candidatos, mas um de seus artigos deixa uma abertura. Ele estabelece que os tribunais superiores, a pedido dos réus, podem suspender a inelegibilidade de candidatos já condenados na Justiça. Seria uma espécie de liminar concedida em meio à campanha.
24/07/2017 - 08h49Aviões estão desmontados em hangar do Paraná e já consumiram R$ 145 milhõesBRASÍLIA — Anunciados com pompa no fim do segundo governo...
Quarta-feira, 17 de maio, 19h30. Eclodia a mais grave crise do governo Michel Temer até o momento: o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, havia gravado o presidente, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Darcísio Perondi (PMDB-RS) estava no carro a caminho da Câmara. Carlos Marun (PMDB-MS) aguardava uma audiência na antessala do ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), no quarto andar do Palácio do Planalto. Um piso abaixo, Beto Mansur (PRB-SP) esperava o presidente na porta de seu gabinete com um pendrive na mão para apresentar sua expectativa de votos para a reforma da Previdência.