Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Desta vez só faltou o decano pedetista João Leite Schmidt, certamente muito mais decepcionado com as trapalhadas do pupilo Dagoberto Nogueira no Congresso Nacional do que, propriamente, com a amarelada de Adão Parizotto. De resto, toda a cacicaiada está a medir forças na disputa pela prefeitura de Dourados, sempre um dos principais termômetros para a eleição que vem a seguir, para o governo do Estado e para o Senado. Reinaldo Azambuja suando a camisa para emplacar Geraldo Resende; seu antecessor André Puccinelli, que só pensa em retorno, ops, ousando com o recém-chegado Renato Câmara e o velho "cardeal" Londres Machado, sempre ele, desta vez em parceria com Zeca do PT, tentando não deixar cair a peteca de Délia Razuk. Até o encrencado Alcides Bernal resolveu fincar um poste na terra de seu Marcelino.
BRASÍLIA — Ainda comemorando o resultado folgado no processo do impeachment no Senado, os aliados do presidente interino, Michel Temer, já miram com preocupação outra frente jurídica que abreviar o governo: as ações que pedem a cassação da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Planalto, o temor é que as novas delações na Lava-Jato sejam anexadas ao processo e tragam mais dificuldades para Temer. Além disso, o governo já sabe que um desmembramento das ações, para julgar apenas a petista, é improvável.
Mesmo na iminência de serem condenados, mas bons cabos eleitorais, os ex-vereadores abatidos pela Uragano estão sendo bastante disputados nessas eleições. Por afinidades partidárias, Sidlei Alves, Zézinho da Farmácia e Cimatti devem ficar com Geraldo Resende; Bambu, Bonato e Marcelo Hall com Délia Razuk, que tem também o apoio do ex-vice-prefeito Carlinhos Cantor. Jr. Teixeira vai de Renato Câmara e Marcelo Barros está no muro.
Délia Razuk e Geraldo Resende deverão aguardar as próximas rodadas de pesquisas para, só aí, decidirem se trocam ou não seus candidatos a vice. A indicação do ex-presidente do Sindicato Rural, Marisvaldo Zueli, não foi bem recebida no meio do agronegócio. Da mesma forma a de Rogério Yuri entre tucanos e afins. Pelas regras do jogo deste ano eles podem ser substituídos até 20 dias antes da eleição. Renato Câmara está todo faceiro com a vice a Zélia Nolasco.
10/08/2016 - 06h12Com 59 votos a favor e 21 contra, senadores sinalizam que afastamento deve ser definitivoBRASÍLIA — O Senado decidiu na madrugada desta...
Como que num desagravo ao titular do cargo, Delcídio do Amaral, que teve o mandato cassado por tramar contra a Lava Jato, seu suplente Pedro Chaves anunciou o voto favorável à cassação de Dilma Rousseff. Em pronunciamento na sessão de pronúncia da acusada, início da noite de hoje, o senador do PSC justificou o voto com base no desastre na economia, com números como os dos 500 bilhões que deixaram de entrar nos cofres públicos por conta da "generosidade" do governo petista.
Em meio a tantos figurões e decanos do Senado Federal, finalmente a novata senadora Simone Tebet mostrando a que veio, nesta sessão matinal de pronúncia do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Assim como o relatório do senador mineiro Antonio Anastasia, por ela citado há pouco, a representante do Mato Grosso do Sul tem sido demolidora no contraponto aos procrastinadores petistas e dilmilstas.
A um eleitor que foi cumprimentá-lo cantando o refrão sua musiquinha da campanha de prefeito de 1988, durante a convenção de Délia Razuk, no Clube Nipônico, na última sexta-feira, o ex-prefeito Braz Melo, agora candidato a vereador, retrucou: "vocês vão ter de cantar muito essa música ainda". Livre dos processos herdados de seus dois mandados, deixou claro que o Jaguaribe é só um trampolim para o retorno, de fato, ao poder. Ou seja, à prefeitura.
Em 2008, no peito e na raça, Ari Artuzi quebrou uma tradição que começou com Luiz Antônio Gonçalves, o primeiro eleito após a criação do Mato Grosso do Sul, de que para ser prefeito de Dourados era preciso, necessariamente, ter o apoio do governo do Estado. E olha que o "animal de pelo curto" – como o ali já "felomenal" Valdecir era conhecido – tinha pela frente ninguém mais ninguém menos que o todo-poderoso Murilo Zauith, apoiado, claro, pelo governador André Puccinelli. Pelo que se vê agora, após as convenções que sacramentaram os nomes dos três principais candidatos a prefeito, o melhor parâmetro para uma desapaixonada análise do que está por vir neste 2016.
Pode não ter nada a ver, mas os estrondos da bombástica delação da cúpula da Odebrecht poderão ecoar nas eleições douradenses: O tucano Geraldo Resende sofrendo o impacto do flagra no intocável José Serra se locupletando com os retornos da empreiteira; o peemedebista Renato Câmara pagando o pato porque Michel Temer também aparece boiando no mesmo mar de lama. Bom para Délia Razuk... apesar de Londres Machado e Pedro Chaves, recém-descidos do palanque de Delcídio Amaral.
BRASÍLIA — A próxima etapa do processo de impeachment, uma votação marcada para amanhã no plenário do Senado, deve representar nova derrota para a presidente Dilma Rousseff, abrindo ainda mais o caminho para seu afastamento definitivo. Em enquete realizada pelo jornal O Globo, ao menos 44 dos 81 senadores declararam voto favorável ao parecer da comissão especial, que recomenda o impeachment. É a chamada fase da pronúncia, em que se define se o processo deve prosseguir ou ser arquivado. A expectativa é que esses senadores repitam o voto no julgamento final em plenário, previsto para o fim do mês, quando será conhecido o desfecho do segundo governo Dilma.
Executivos da Odebrecht afirmaram aos investigadores da Operação Lava Jato que a campanha do hoje ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), à Presidência da República, em 2010, recebeu R$ 23 milhões da empreiteira via caixa dois. Corrigido pela inflação do período, o valor atualmente equivale a R$ 34,5 milhões.
A revista Veja que chega às bancas neste fim de semana relata que teve acesso a um anexo da delação premiada mais esperada do escândalo do petrolão. A Odebrecht mobilizou mais de uma centena de advogados para assessorar a delação de seu presidente, Marcelo Odebrecht, e de cerca de cinquenta executivos da empresa. No trecho a que a revista teve acesso consta a informação de que em maio de 2014 houve um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República. Nele, estavam o próprio vice Michel Temer e o então deputado Eliseu Padilha, atual ministro-chefe da Casa Civil.
Passadas as convenções, hora de subir nos palanques. O governador Reinaldo Azambuja e seu séquito, no de Geraldo Resende – o mais reforçado deles. Seu antecessor, André Puccinelli, pondo em risco o de Renato Câmara; Londres Machado e Zeca do PT fazendo um contrapeso para Délia Razuk, e o prefeito Alcides Bernal, talvez intuindo alguma emergência na capital, com o de Wanderlei Carneiro em stand by. O que corre o menor risco é o jirau Ênio Ribeiro.
Um dia, no passado já distante, Lula clamou contra "300 picaretas" do Congresso. O gesto foi saudado por muitos, que nele enxergaram um grito de alerta sobre a corrupção e a impunidade. Em direção oposta, alguns raros dissidentes registraram que, na ausência de identificação nominal dos "picaretas", o então líder oposicionista apenas praticava demagogia. Hoje, o apelo do ex-presidente ao comitê de direitos humanos da ONU prova que os segundos tinham razão. Com seu novo gesto, Lula converte-se no porta-bandeira dos políticos corruptos: o chefe dos "300 picaretas".
Agora é (quase) oficial, faltando só o registro na Justiça Eleitoral: Délia Razuk e Marisvaldo Zeuli; Geraldo Resende e Rogério Yuri; Renato Câmara e Zélia Nolasco; Ênio Ribeiro e Vera Alves; Wanderley Carneiro e Benjamin Barbosa. Estes, os candidatos a prefeito de Dourados e seus respectivos vices. Eles agora têm dez dias para aprontar seus programas de governo, o que vai nortear a pregação eleitoral no rádio e na TV. Quem fizer melhor isso é que vai correr para o abraço.
"Hotel na Afonso Pena, principal via de Campo Grande, tem sido palco de pagamentos de propinas milionárias. Quem recebe o suborno, também tem endereço na mesma avenida. Na última vez a devolução de parte do contrato foi feita em dinheiro, R$ 1 milhão." Pena que o colunista, do Campo Grande News, tenha se esquecido de uma das perguntas que compõem aquela regrinha básica do bom jornalismo. Quem, afinal, é o larápio?
Em parecer à Justiça nesta semana, procuradores da Operação Lava Jato acusam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ter "participado ativamente" do esquema de corrupção na Petrobras e de ser um de seus beneficiários.
05/08/2016 - 13h37O senador Waldemir Moka (PMDB) está na lista dos parlamentares mais influentes do Congresso, divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar...
Depois de anunciar a desistência da candidatura própria o PT douradense deve formalizar hoje o apoio à candidatura do Renato Câmara à prefeitura de Dourados. Como tudo vem dando certo para Délia Razuk, pela lógica da coisa o jovem deputado peemedebista ficará com o ônus de ter o PT oficialmente como parceiro, enquanto a companheirada, seguidores de Zeca do PT, por exemplo, deve descarregar os votos na candidata do PR.