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terça-feira, outubro 6, 2026

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Caciques políticos estaduais medem forças em Dourados

Desta vez só faltou o decano pedetista João Leite Schmidt, certamente muito mais decepcionado com as trapalhadas do pupilo Dagoberto Nogueira no Congresso Nacional do que, propriamente, com a amarelada de Adão Parizotto. De resto, toda a cacicaiada está a medir forças na disputa pela prefeitura de Dourados, sempre um dos principais termômetros para a eleição que vem a seguir, para o governo do Estado e para o Senado. Reinaldo Azambuja suando a camisa para emplacar Geraldo Resende; seu antecessor André Puccinelli, que só pensa em retorno, ops, ousando com o recém-chegado Renato Câmara e o velho "cardeal" Londres Machado, sempre ele, desta vez em parceria com Zeca do PT, tentando não deixar cair a peteca de Délia Razuk. Até o encrencado Alcides Bernal resolveu fincar um poste na terra de seu Marcelino.

Ações no TSE preocupam governo, que teme a inclusão de delações

BRASÍLIA — Ainda comemorando o resultado folgado no processo do impeachment no Senado, os aliados do presidente interino, Michel Temer, já miram com preocupação outra frente jurídica que abreviar o governo: as ações que pedem a cassação da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Planalto, o temor é que as novas delações na Lava-Jato sejam anexadas ao processo e tragam mais dificuldades para Temer. Além disso, o governo já sabe que um desmembramento das ações, para julgar apenas a petista, é improvável.

Palanques uragânicos

Mesmo na iminência de serem condenados, mas bons cabos eleitorais, os ex-vereadores abatidos pela Uragano estão sendo bastante disputados nessas eleições. Por afinidades partidárias, Sidlei Alves, Zézinho da Farmácia e Cimatti devem ficar com Geraldo Resende; Bambu, Bonato e Marcelo Hall com Délia Razuk, que tem também o apoio do ex-vice-prefeito Carlinhos Cantor. Jr. Teixeira vai de Renato Câmara e Marcelo Barros está no muro.

Esticando a corda

Délia Razuk e Geraldo Resende deverão aguardar as próximas rodadas de pesquisas para, só aí, decidirem se trocam ou não seus candidatos a vice. A indicação do ex-presidente do Sindicato Rural, Marisvaldo Zueli, não foi bem recebida no meio do agronegócio. Da mesma forma a de Rogério Yuri entre tucanos e afins. Pelas regras do jogo deste ano eles podem ser substituídos até 20 dias antes da eleição. Renato Câmara está todo faceiro com a vice a Zélia Nolasco.

Dilma agora é ré e vai a julgamento em plenário no Senado

10/08/2016 - 06h12Com 59 votos a favor e 21 contra, senadores sinalizam que afastamento deve ser definitivoBRASÍLIA — O Senado decidiu na madrugada desta...

Suplente disciplinado

Como que num desagravo ao titular do cargo, Delcídio do Amaral, que teve o mandato cassado por tramar contra a Lava Jato, seu suplente Pedro Chaves anunciou o voto favorável à cassação de Dilma Rousseff. Em pronunciamento na sessão de pronúncia da acusada, início da noite de hoje, o senador do PSC justificou o voto com base no desastre na economia, com números como os dos 500 bilhões que deixaram de entrar nos cofres públicos por conta da "generosidade" do governo petista.

Simone Tebet, olímpica

Em meio a tantos figurões e decanos do Senado Federal, finalmente a novata senadora Simone Tebet mostrando a que veio, nesta sessão matinal de pronúncia do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Assim como o relatório do senador mineiro Antonio Anastasia, por ela citado há pouco, a representante do Mato Grosso do Sul tem sido demolidora no contraponto aos procrastinadores petistas e dilmilstas.

“Braz… Braz, Braz”

A um eleitor que foi cumprimentá-lo cantando o refrão sua musiquinha da campanha de prefeito de 1988, durante a convenção de Délia Razuk, no Clube Nipônico, na última sexta-feira, o ex-prefeito Braz Melo, agora candidato a vereador, retrucou: "vocês vão ter de cantar muito essa música ainda". Livre dos processos herdados de seus dois mandados, deixou claro que o Jaguaribe é só um trampolim para o retorno, de fato, ao poder. Ou seja, à prefeitura.

Parâmetros de apoios para se virar prefeito de Dourados

Em 2008, no peito e na raça, Ari Artuzi quebrou uma tradição que começou com Luiz Antônio Gonçalves, o primeiro eleito após a criação do Mato Grosso do Sul, de que para ser prefeito de Dourados era preciso, necessariamente, ter o apoio do governo do Estado. E olha que o "animal de pelo curto" – como o ali já "felomenal" Valdecir era conhecido – tinha pela frente ninguém mais ninguém menos que o todo-poderoso Murilo Zauith, apoiado, claro, pelo governador André Puccinelli. Pelo que se vê agora, após as convenções que sacramentaram os nomes dos três principais candidatos a prefeito, o melhor parâmetro para uma desapaixonada análise do que está por vir neste 2016.

Se gritar pega ladrão…

Pode não ter nada a ver, mas os estrondos da bombástica delação da cúpula da Odebrecht poderão ecoar nas eleições douradenses: O tucano Geraldo Resende sofrendo o impacto do flagra no intocável José Serra se locupletando com os retornos da empreiteira; o peemedebista Renato Câmara pagando o pato porque Michel Temer também aparece boiando no mesmo mar de lama. Bom para Délia Razuk... apesar de Londres Machado e Pedro Chaves, recém-descidos do palanque de Delcídio Amaral.

Maioria dos senadores é pelo afastamento de Dilma

BRASÍLIA — A próxima etapa do processo de impeachment, uma votação marcada para amanhã no plenário do Senado, deve representar nova derrota para a presidente Dilma Rousseff, abrindo ainda mais o caminho para seu afastamento definitivo. Em enquete realizada pelo jornal O Globo, ao menos 44 dos 81 senadores declararam voto favorável ao parecer da comissão especial, que recomenda o impeachment. É a chamada fase da pronúncia, em que se define se o processo deve prosseguir ou ser arquivado. A expectativa é que esses senadores repitam o voto no julgamento final em plenário, previsto para o fim do mês, quando será conhecido o desfecho do segundo governo Dilma.

José Serra recebeu R$ 23 milhões via caixa dois, afirma Odebrecht

Executivos da Odebrecht afirmaram aos investigadores da Operação Lava Jato que a campanha do hoje ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), à Presidência da República, em 2010, recebeu R$ 23 milhões da empreiteira via caixa dois. Corrigido pela inflação do período, o valor atualmente equivale a R$ 34,5 milhões.

Odebrecht cita Temer em negociação de delação premiada

A revista Veja que chega às bancas neste fim de semana relata que teve acesso a um anexo da delação premiada mais esperada do escândalo do petrolão. A Odebrecht mobilizou mais de uma centena de advogados para assessorar a delação de seu presidente, Marcelo Odebrecht, e de cerca de cinquenta executivos da empresa. No trecho a que a revista teve acesso consta a informação de que em maio de 2014 houve um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República. Nele, estavam o próprio vice Michel Temer e o então deputado Eliseu Padilha, atual ministro-chefe da Casa Civil.

Balança mas não cai

Passadas as convenções, hora de subir nos palanques. O governador Reinaldo Azambuja e seu séquito, no de Geraldo Resende – o mais reforçado deles. Seu antecessor, André Puccinelli, pondo em risco o de Renato Câmara; Londres Machado e Zeca do PT fazendo um contrapeso para Délia Razuk, e o prefeito Alcides Bernal, talvez intuindo alguma emergência na capital, com o de Wanderlei Carneiro em stand by. O que corre o menor risco é o jirau Ênio Ribeiro.

Lula, o porta-bandeira dos políticos corruptos

Um dia, no passado já distante, Lula clamou contra "300 picaretas" do Congresso. O gesto foi saudado por muitos, que nele enxergaram um grito de alerta sobre a corrupção e a impunidade. Em direção oposta, alguns raros dissidentes registraram que, na ausência de identificação nominal dos "picaretas", o então líder oposicionista apenas praticava demagogia. Hoje, o apelo do ex-presidente ao comitê de direitos humanos da ONU prova que os segundos tinham razão. Com seu novo gesto, Lula converte-se no porta-bandeira dos políticos corruptos: o chefe dos "300 picaretas".

Ei-los!

Agora é (quase) oficial, faltando só o registro na Justiça Eleitoral: Délia Razuk e Marisvaldo Zeuli; Geraldo Resende e Rogério Yuri; Renato Câmara e Zélia Nolasco; Ênio Ribeiro e Vera Alves; Wanderley Carneiro e Benjamin Barbosa. Estes, os candidatos a prefeito de Dourados e seus respectivos vices. Eles agora têm dez dias para aprontar seus programas de governo, o que vai nortear a pregação eleitoral no rádio e na TV. Quem fizer melhor isso é que vai correr para o abraço.

Castelo de ouro

"Hotel na Afonso Pena, principal via de Campo Grande, tem sido palco de pagamentos de propinas milionárias. Quem recebe o suborno, também tem endereço na mesma avenida. Na última vez a devolução de parte do contrato foi feita em dinheiro, R$ 1 milhão." Pena que o colunista, do Campo Grande News, tenha se esquecido de uma das perguntas que compõem aquela regrinha básica do bom jornalismo. Quem, afinal, é o larápio?

Procuradores afirmam que Lula participou ativamente do Petrolão

Em parecer à Justiça nesta semana, procuradores da Operação Lava Jato acusam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ter "participado ativamente" do esquema de corrupção na Petrobras e de ser um de seus beneficiários.

Senador Moka entre os 100 maiores parlamentares

05/08/2016 - 13h37O senador Waldemir Moka (PMDB) está na lista dos parlamentares mais influentes do Congresso, divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar...

PT do Renato

Depois de anunciar a desistência da candidatura própria o PT douradense deve formalizar hoje o apoio à candidatura do Renato Câmara à prefeitura de Dourados. Como tudo vem dando certo para Délia Razuk, pela lógica da coisa o jovem deputado peemedebista ficará com o ônus de ter o PT oficialmente como parceiro, enquanto a companheirada, seguidores de Zeca do PT, por exemplo, deve descarregar os votos na candidata do PR.
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