Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Partidos de oposição vão à Polícia Federal neste sábado, 16, para apresentar uma denúncia crime contra a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e governadores que estão atuando para angariar votos favoráveis ao governo. PPS, DEM, PTB, PSDB e PSC acusam o governo de praticar corrupção ativa, corrupção passiva e desvio de finalidade. A denúncia será apresentada à PF porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) não tem plantão no fim de semana.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse na noite desta sexta-feira que vê "grande probabilidade" da aprovação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff neste domingo na Câmara dos Deputados. Perguntado sobre qual foi o maior erro político de Dilma na relação com o Congresso para a situação chegar a este ponto, o ex-presidente avaliou que a crise política foi semeada no governo Lula:
Diante do risco cada vez maior de uma derrota no domingo (17), o governo Dilma Rousseff deflagrou uma última ofensiva para tentar barrar o processo de impeachment na Câmara dos Deputados e conseguiu reverter alguns votos a seu favor.
Mas sem garantia segura de vitória, a equipe de Dilma decidiu antecipar articulação para a etapa mais importante do processo, o julgamento final no Senado Federal, e já busca votos de senadores.
A gestão petista reconhece que a situação é crítica, mas diz que a oposição, que afirma ter mais de 375 votos contra a presidente, pode ter uma surpresa.
Um assessor presidencial diz que "o jogo ainda não está jogado" e a presidente Dilma "não jogou a toalha".
Segundo ele, o governo está sem "folga" e pode perder ou ganhar por uma margem que, em sua avaliação, seria pequena, cerca de quatro a cinco votos apenas.
Sob orientação do ex-presidente Lula, a petista passou a sexta (15) em estratégia para tentar recuperar apoios perdidos ou aumentar ausências e abstenções na votação em plenário.
No gabinete presidencial, recebeu parlamentares da Bahia, Maranhão, Amapá, Ceará e Paraíba, levados ao Palácio do Planalto a partir de articulação comandada pelos governadores destes Estados.
Entre eles, esteve com a petista o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), que anunciou que votará contra o impeachment.
Aliado do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o parlamentar maranhense havia declarado anteriormente posição favorável ao afastamento da petista e mudou de lado depois que seu adversário local, o ex-presidente José Sarney, passou a atuar contra Dilma.
À Folha o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), disse que o deputado Waldir Maranhão atendeu a um apelo político pessoal seu. "Ele deve levar uns dez votos do PP para a posição contrária ao impeachment", afirmou Dino, que se encontrou com a presidente.
TEMER/CUNHA
Em reação à ofensiva do governo, a direção do PP decidiu aprovar o fechamento de questão para tentar evitar que deputados pepistas votem com o governo.
O comando do PMDB também decidiu agir para compensar os votos perdidos e passou a buscar votos de deputados ainda considerados indecisos.
Em outros partidos, como PSB e PSD, há movimento para aumentar o número de abstenções e impedir a aprovação da saída de Dilma.
A justificativa para não votar a favor do impeachment seria a de que a alternativa à presidente –o chamado "governo Temer/Cunha", já que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, será o primeiro na linha de sucessão caso Michel Temer assuma a Presidência– seria pior do que a de deixar a petista no comando do país.
Apesar da onda a favor do impeachment, até agora o placar oficial não indicou larga margem de votos contra a presidente, o que deu alento a parlamentares para lançarem esse movimento dentro de suas legendas para tentar reverter algum voto já declarado e mesmo facilitar que "indecisos" como os do PR, por exemplo, pulem para o barco de Temer.
O slogan "nem Dilma nem Cunha" daria a esse grupo justificativa nobre para não optar por nenhum dos dois lados.
Diante da decisão da maioria dos deputados do PSD de votar a favor do impeachment, o principal líder do partido, Gilberto Kassab, pediu demissão do cargo de ministro das Cidades.
Apenas para ficarmos na frase famosa de Lula, “nunca antes na história” os deputados federais fizeram tanto jus aos seus polpudos salários. Lá se vão mais de 24 horas ininterruptas de discursos no plenário da Câmara Federal, a grande maioria em favor da admissibilidade do processo impeachment da presidente Dilma Rousseff. E pelo tom dos discursos, é o fim do lulo-petismo.
Do ex-governador André Puccinelli aos escalões mais modestos de representação e suas lideranças, peemedebistas de Mato Grosso do Sul adotam nos últimos dias linguagem cada vez mais agressiva em relação ao PT e ao governo de Dilma Rousseff. Desde que o partido se descolou da base de sustentação do Planalto, a palavra de ordem no PMDB guaicurus é atacar sem piedade tudo que se relacione ao PT, ao governo petista e a seus principais porta-vozes.
A Câmara dos Deputados já tem a quantidade de votos necessária para que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) seja aceito e siga para tramitação no Senado. O levantamento foi realizado pela Folha de S. Paulo com os 513 deputados federais. 342 deles se declararam favoráveis ao impedimento de Dilma até o começo da manhã desta sexta-feira (15). Pelo rito do processo, são necessários 342 votos na Câmara para enviar o caso ao Senado.
Dilma Rousseff e Michel Temer viveram na noite passada experiências antagônicas. Recolhida ao Palácio da Alvorada, a presidente assistiu, pela televisão, à sessão extraordinária em que o STF sepultou as ações do governo contra a votação do impeachment. "Se houver falta de votos, não há intervenção judicial que salve", ironizou o ministro Gilmar Mendes a certa altura.
Poucos personagens da história política brasileira tiveram tanta capacidade de convencer e emocionar multidões quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua imagem era o reflexo do povo. Origem pobre, sobrenome Silva, imigrante nordestino que deixou o sertão para vencer a miséria e encontrar um lugar ao sol na cidade grande. Com um microfone na mão, seus discursos inflamados eram de arrepiar, apesar da crônica dificuldade em acertar a concordância do verbo e o plural – algo que, provavelmente, o aproximava ainda mais de seus seguidores.
Palácio do Planalto e líderes governistas no Congresso consideram que a situação política da presidente Dilma Rousseff no Congresso se agravou de maneira drástica com a debandada de partidos importantes da base aliada.
13/04/2016 - 15h59Para Thomas Traumann, governo não tem mais como reagir para tentar impedir o impeachment da presidenteEx-porta-voz da presidente Dilma Rousseff e ex-ministro...
Numa das muitas projeções que circulam quanto aos votos no impeachment, propriamente dito, no Senado, em caso de admissibilidade do processo no próximo domingo pela Câmara dos Deputados, aparece o nome de Delcídio do Amaral. Só se esqueceram de dizer que quem provavelmente votará será o suplente até lá empossado, professor Pedro Chaves, já que Delcídio deve ter o mandato cassado antes do prazo de 180 dias que o Senado tem para defenestrar Dilma Rousseff.
Em conversa com um grupo de jornalistas nesta quarta-feira, 13, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff disse estar confiante em uma vitória na Câmara contra o pedido de abertura de processo de impeachment. Caso isso aconteça, Dilma vai propor um amplo pacto nacional com todas as forças políticas, inclusive da oposição. Indagada se participaria de um pacto no caso de derrota, Dilma respondeu: "Se eu perder, sou carta fora do baralho".
Após anunciar o desembarque da base aliada depois de a bancada na Câmara fechar posição majoritária a favor do impeachment, a cúpula do PP prevê que somente 6 dos 47 deputados do partido votarão contra o impedimento da presidente Dilma Rousseff no plenário da Casa. Ou seja, apenas 12,8% da bancada votará a favor do governo no próximo domingo, 17.
Prestes a perder a Presidência da República, parece que Dilma Rousseff pode também perder o juízo. E está com um problema grave: cerca-se de assessores que são piores do que ela própria, receita certa para o desastre, especialmente quando não se é, assim, um Schopenhauer da política, e as ideias são mais curtas do que o cabelo. O Palácio do Planalto — Dilma e seu entorno — passou a debater a ideia de decretar, pasmem!, estado de defesa contra o que chama "golpe". A hipótese — que tanto eu como Demétrio Magnoli tratamos com ironia —, acreditem!, passou a ser debatida com a seriedade possível pelos "companheiros".
Em um de seus discursos mais duros, a presidente Dilma Rousseff chamou nesta terça-feira (12) o vice-presidente Michel Temer de "golpista" e de "chefe conspirador" e ressaltou que o peemedebista tem desapego pelo estado democrático de direito e pela Constituição. Em mais um evento no Palácio do Planalto transformado em palanque contra o seu afastamento, a petista afirmou que o vice-presidente lançou mão da "farsa do vazamento" ao ter distribuído discurso no qual falava como se o impeachment já tivesse sido aprovado pelo plenário da Câmara.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12) a 28ª fase da Operação Lava Jato, que tem como alvos o ex-senador do Distrito Federal Gim Argello (PTB) e a construtora OAS. O ex-parlamentar foi preso preventivamente. A PF cumpre ainda dois mandados de prisão temporária, que têm como alvo dois assessores de Argello, e quatro mandados de condução coercitiva (condução compulsória por agentes policiais).
Tido como "da cozinha" de Reinaldo Azambuja, desde os tempos de Ivinhema, o deputado estadual peemedebista Renato Câmara pode ser a carta na manga do governador para a sucessão de Murilo Zauith. Isto, caso o deputado federal Geraldo Resende continue encrencando com todo mundo e a vereadora Délia Razuk disparada nas pesquisas. Faz sentido, depois que Marçal Filho, também filiado ao PSDB com a "garantia" de ser o candidato tucano a prefeito também foi passado para trás.
O vice-presidente da República, Michel Temer, enviou um discurso de 15 minutos a parlamentares de seu partido, o PMDB, em que fala como se o impeachment tivesse sido aprovado pela Câmara dos Deputados. A votação só está prevista para ocorrer no domingo. No áudio, Temer diz estar fazendo seu primeiro "pronunciamento à nação". Ele diz que decidiu falar "agora, quando a Câmara dos Deputados decide por uma votação significativa declarar a autorização para a instauração de processo de impedimento contra a senhora presidente".
A vereadora Délia Razuk, líder das pesquisas de intenção de votos, deve ser beneficiada também com o espólio petista, já que, órfãos de Delcídio do Amaral, o vereador Dirceu Longhi e o ex-prefeito Laerte Tetila devem acompanhar o deputado federal Zeca do PT, que defende abertamente o apoio à candidata do PR. Pragmático, o deputado João Grandão também deve apoiar a "companheira Délia". Isto acontecendo, ela já pode encomendar o tailleur para a posse.