Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Por trás de todo o chororô de André Puccinelli na missiva aos campo-grandenses para justificar sua terceira "amarelada", além do vaivém da Lama Asfáltica está a dificuldade que esta operação policial traz para a operacionalização de campanhas eleitorais como a de Campo Grande. Tanto que a já velha e esfarrapada desculpa de cuidar dos netos só veio depois da tentativa de passar a sacolinha entre empresários de Dourados, alguns dos quais sequer dignaram-se a recebê-lo.
"Mesmo não enfrentando qualquer impedimento legal ou jurídico, mesmo com a pesquisa indicando quadro favorável a minha candidatura, inclusive com a vitória no 1º turno (...) reafirmo que não sou candidato, não disputarei a prefeitura de Campo Grande este ano e, humildemente, não me considero o salvador da pátria". André Puccinelli, acusado de chefe da gangue da Lama Asfáltica, em carta aos campo-grandenses avisando que vai, mesmo, só cuidar dos netos.
Aliado de Eduardo Cunha, posto que ao longo dos últimos anos era sinal de poder na Câmara, virou palavrão. Deputados que eram figurinhas carimbadas no gabinete do então presidente da Casa e alguns tão próximos a ponto de ajudar até na negociação para a renúncia agora negam a ligação com ele. A negação vai dos favoritos para a sucessão, Rogério Rosso (PSD-DF) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), a azarões como Beto Mansur (PRB-SP), Carlos Manato (SD-ES) e Carlos Marun (PMDB-MS).
A presidente afastada, Dilma Rousseff, negociou com o governo interino de Michel Temer acesso a dados que embasem sua defesa no julgamento do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre as contas da administração petista de 2015. O protocolo autoriza que o advogado privado dela, Ricardo Lodi Ribeiro, solicite informações à AGU (Advocacia-Geral da União).
09/07/2016 - 07h57Deputado afastado conseguiu, com apoio do baixo clero, articular pautas conservadoras e antipetistas enquanto comandou a CâmaraEm pouco mais de um ano...
Muito mais que para apoiar Geraldo Resende, a vinda do ex-prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad a Dourados, neste final de semana, objetiva facilitar o retorno de Fábio Trad à Câmara Federal, já que o irmão é o primeiro suplente do hoje tucano eleito pelo PMDB e que pretende ser prefeito de Dourados. Também de olho no próprio retorno, em Campo Grande, Nelsinho precisa se entender com o irmão mais novo, Marquinhos, o líder das pesquisas na capital.
As recentes pesquisas de intenção de voto registradas na Justiça Eleitoral e divulgadas pela mídia de Campo Grande indicam que a tendência da disputa de outubro é confirmar a liderança do deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) no primeiro turno e remeter para a briga pelo segundo lugar o prefeito Alcide Bernal (PP) e a vice-governadora Rose Modesto (PSDB). Um azarão, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) corre por fora, mas seu potencial de crescimento eleitoral já é suficiente para, no mínimo, transformá-lo em força decisiva nos resultados finais.
Assim como na teoria dos conjuntos, A está sempre contido em A. Trata-se de uma relação de pertinência. Para um conjunto estar contido em outro, todos os seus elementos têm de pertencer também ao outro conjunto, e, obviamente, todo elemento de A está contido nele mesmo. Assim, tanto Giroto está para Puccinelli quanto Zé Dirceu para Lula. Capiche? E dá-lhe Lama Asfáltica!
Como o assunto hoje é fronteira, e, pegando carona estribilho da musiquinha que levou Reinaldo Azambuja de azarão a governador, o engenheiro Hélio Peluffo Filho pode desencantar e, finalmente, transformar em realidade seu sonho de ser prefeito de Ponta Porã. Até porque, se não aparecer outro adversário – pelos péssimos índices da atual administração – vencer o agora pedetista Ludimar Novaes parece ser mais fácil que tomar doce de criança.
Nesses tempos em que o noticiário político ocupa cada vez mais espaço nas paginas policiais, nada a estranhar que a guerra do narcotráfico na fronteira, decorrência do assassinato de Jorge Rafaat, venha para o noticiário político, até porque serão grandes os reflexos disso tudo principalmente em Ponta Porã, onde sua influência costumava decidir eleições.
Pior que ficar quatro anos no sereno até chegar à sucessão estadual em 2018 é perder o controle da legenda que comandou com braço-de-ferro e vê-la arriada no colo do PSDB. Esta situação vem com forte probabilidade no estreito leque de opções políticas de presente e de futuro para o ex-prefeito e ex-governador André Puccinelli. Seu partido, o PMDB, com intervenções vigorosas e pontuais do deputado estadual Júnior Mochi, está com um pé dentro do tabuleiro onde se alojam as forças de apoio à candidatura da tucana Rose Modesto à Prefeitura de Campo Grande.
Irritado com a demora na articulação para propor um plebiscito que convoque novas eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja a Brasília nesta quarta-feira (6) para se reunir com senadores com o discurso de que, caso Dilma Rousseff volte ao Palácio do Planalto, o governo será "diferente" e terá ele no comando.
Certamente temendo dificuldades por ter que maneirar no discurso em relação a Murilo Zauith, o agora aliado Geraldo Resende escolheu a saúde como tema de seu informativo "Geral", do mês de junho. Num contraponto às dificuldades no setor enfrentadas pelo prefeito por ele sempre combatido, o deputado mostra as "novas obras que vão mudar a saúde em Dourados". Na capa, o decantado Hospital Regional que, garante, agora vai ser finalmente construído pelo governo tucano.
O general da reserva do Exército Sebastião Roberto Peternelli Júnior, 61, confirmou ter recebido um convite do PSC (Partido Social Cristão) para presidir a Funai (Fundação Nacional do Índio). Ele afirmou que aceitou o convite e aguarda uma confirmação do governo.
A decisão do PDT de apoiar a candidatura tucana de Geraldo Resende deixa o PT, seu aliado sempre preferencial, em maus lençóis. Sem os brizolistas os petistas dificilmente terão como emplacar a candidatura de Damião Duque de Farias, restando a alternativa de apoio à Délia Razuk, com o compromisso de reeleição, apenas, dos vereadores Dirceu Longhi e Elias Ishy. E olhe lá!
Pela segunda vez, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski negou nesta segunda-feira (4) recurso da presidente afastada Dilma Rousseff para incluir as gravações e a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como prova no processo de impeachment.
A formalização do apoio do PDT à candidatura tucana de Geraldo Resende, que aconteceu neste domingo, acaba com as esperanças de Délia Razuk de ter o deputado George Takimoto como seu companheiro de chapa. As negociações nesse sentido vinham sendo conduzidas por Londres Machado, que articula os apoios políticos à candidata do PR. O máximo que o cardeal fátima-sulense conseguiu foi abençoar uma trégua entre os velhos amigos Roberto Razuk e Takimoto, que andam às turras.
O ex-ministro José Eduardo Cardozo afirma que o discurso pela condenação da presidente afastada, Dilma Rousseff, no processo de impeachment é "pirueta retórica" dos opositores. Em entrevista à Folha de S. Paulo, Cardozo reforça que o recente laudo de três servidores da Casa mostra ausência de dolo no episódio dos decretos de créditos suplementares, um dos dois pontos da denúncia contra ela –o outro é o atraso do repasse do Tesouro ao Plano Safra, a chamada pedalada fiscal.
Perto de completar dois meses na Presidência da República, o presidente em exercício, Michel Temer, tem trabalhado até dezessete horas por dia - preço que paga por liderar um governo montado em prazo bíblico. Foram sete dias ao todo, segundo ele, um tempo exíguo que não foi definido apenas pelas circunstâncias, mas também por um distanciamento do poder que ele se autoimpôs às vésperas da votação do impeachment na Câmara para evitar a pecha de conspirador - já que, como diz, "o vice é sempre o principal suspeito".
Há um filme americano antigo, intitulado "Os inocentes", cujo tema é a história de um casal de crianças, filhos de um milionário inglês, proprietário de uma mansão na zona rural, no Reino Unido, que são tomados pelos espíritos de dois serviçais falecidos, e passam a manter entre eles estranhas conversas de adultos, fato que assombra a professora encarregada de educá-los. É um caso típico para elucidação, por quem professa o espiritismo, sem dúvida!