Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Após cerca de oito meses de tramitação, o processo mais longo do Conselho de Ética chegou ao fim nesta terça-feira, 14, com a aprovação do pedido de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em votação nominal, a maioria dos deputados concluiu que Cunha mentiu à extinta CPI da Petrobrás sobre possuir contas no exterior. O resultado foi decidido pela deputada Tia Eron (PRB-BA), voto considerado incerto até momentos antes da votação. Com o apoio de Eron ao relatório de Marcos Rogério (DEM-RO), Cunha perdeu por 11 votos a nove. "Não posso absolver o representado. Quero votar sim com o relatório", disse Tia Eron.
Não satisfeito com a penúltima pazada na própria sepultura política, o deputado Carlos Marun resolveu se agarrar ao rabo de cavalo do colega Dagoberto Nogueira, por ele citado como exemplo de vítima do Judiciário, após recente absolvição no STF. É que Dagoberto já está desenganado pelo eleitorado desde o dia em que tentou ressuscitar Leonel Brizola para tentar salvar o mandato de Dilma Rousseff. Ou seja, vão descer juntos a cova rasa dos corruptos e demagogos.
O empresário Léo Pinheiro, um dos sócios do grupo OAS, relatou nas negociações que entabula para fechar um acordo de delação com procuradores da Lava Jato que representantes de Marina Silva lhe pediram contribuição para o caixa dois da campanha presidencial em 2010 porque ela não queria aparecer associada a empreiteiras.
"Eu não sei se o candidato do PSDB será o Geraldo Resende, por enquanto ele é pré-candidato". Ao reafirmar sua candidatura, em entrevista a César Cordeiro, publicada na edição de hoje do jornal do seu Amaral, Renato Câmara pode estar apenas ironizando o adversário, uma estratégia para se mostrar indiferente, mas pode ser também o alerta de que tem alguma carta na manga, nesses tempos de tantas derrapagens nos (ou pelos) retornos da lama asfáltica.
O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos principais integrantes da chamada "tropa de choque" de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta segunda-feira (13) ao G1 que pretende pedir ao presidente afastado da Câmara que renuncie ao posto, caso a maioria do Conselho de Ética rejeite cassar o mandato do peemedebista. Se Cunha renunciar à presidência da Câmara, será necessária uma nova eleição para escolher um sucessor. Cunha é acusado no Conselho de Ética de mentir à CPI da Petrobras quando disse, no ano passado, que não possui contas no exterior. Posteriormente, ele foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal sob a acusação de usar contas mantidas na Suíça para receber dinheiro de propina de contratos da Petrobras.
Presos pela Lava Jato desde o ano passado, os petistas José Dirceu e João Vaccari Neto sugeriram a correligionários que a sigla faça um acordo de "leniência partidária". Segundo relatos de pessoas que estiveram com o ex-ministro e o ex-tesoureiro do PT no último mês, a ideia teria surgido do próprio Dirceu e foi apresentada a ao menos a dois deputados do partido e a dois advogados que confirmaram à Folha de S. Paulo terem abordado o tema com os petistas.
Ironizando o boato de que o chefe Renato Câmara cederia a esposa Cristiane Iguma para compor como candidata a vice-prefeita de Geraldo Resende, um assessor do deputado sinalizou para o que pode ser o mote da campanha do ex-prefeito ivinhemense, até como contraponto ao discurso de que ele não seria de Dourados: "O casamento do Renato com Dourados foi de papel passado e é indissolúvel". Ou seja, a candidatura a prefeito é sem retorno.
Vinte e sete anos após o fim da aliança homônima que deu um novo significado ao "é dando que se recebe" da oração de São Francisco de Assis, o "centrão" ressurge com força de pautar votações e rumos do governo Michel Temer, além de trabalhar para se consolidar no comando da Câmara dos Deputados. Formado por PP, PR, PSD, PTB, PRB, SD, PTN e outras seis siglas menores, o grupo reúne 218 deputados e se consolidou sob a influência –ainda presente– do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Nestes tempos bicudos em que nem marqueteiros políticos escapam das garras do Judiciário os candidatos a prefeito em Dourados tentam improvisar com profissionais do tipo dois-em-um, que cuidem não apenas da propaganda, mas também da estruturação geral da campanha. Tanto assim que Délia Razuk foi atrás de Raufi Marques, Geraldo Resende, o que tem a melhor estrutura, buscando o reforço de Waltinho Carneiro, enquanto Renato Câmara busca fora um profissional com essas características.
"É uma guerra, tem sido uma guerra", disse o presidente interino, Michel Temer, aos jornalistas Valdo Cruz e Gustavo Uribe, da Folha de S. Paulo sobre seu primeiro mês de governo, que se completa neste domingo (12). A frase revela seu estado de espírito por enfrentar mais dificuldades do que antecipava. Em 30 dias, perdeu dois ministros, recuou em decisões e encontrou situação fiscal pior que imaginava.
Com um "pacotão" de investimentos em infraestrutura que devem chegar a R$ 500 milhões, a Prefeitura de Campo Grande não está conseguindo vencer nem a buraqueira nos diversos setores sob sua responsabilidade. Da peneira viária em que se transformou a área urbana aos rombos gerenciais que retratam o pífio desempenho do prefeito, a capital de Mato Grosso do Sul vive o período mais desastroso de sua história política e administrativa. Antes um padrão nacional de progresso sustentável e humanizado, ruas e praças bem mantidas e arborizadas, hoje é uma cidade que retrata o desleixo e a incapacidade com que vem sendo tratada pelo poder publico local.
Em uma de suas reações mais fortes, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rebateu nesta sexta-feira (10) as críticas por ter pedido a prisão de integrantes da cúpula do PMDB. Ele negou que tenha partido do Ministério Público o vazamento do pedido com objetivo de pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) a definir o caso, disse que ninguém está acima da lei e afirmou que não tem pretensão política.
É só o que dá para escrever, diante das últimas "novidades" da política douradense, que segue fortemente influenciada por escorregadios líderes estaduais da Lama Asfáltica, os mesmos que, empanturrados com o coffe break do empreiteiro cheio de charme João Amorim agora dividem o noticiário policial com os líderes do narcotráfico. Quanto mais denúncias, mais vorazmente agem nos bastidores, pelo retorno ao poder.
Os áudios revelados pelo delator Sérgio Machado, que gravou integrantes do governo de Michel Temer e outros peemedebistas, mostram um "ataque incisivo" à Lava Jato e ao combate à corrupção por "alguns políticos específicos", diz o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação. "São pessoas tramando em segredo contra a Lava Jato. Querem cortar as asas da Justiça e do Ministério Público", disse, em entrevista à Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (9).
Cara-de-pau, o pau-mandado confesso de Lula da Silva para atrapalhar as investigações da Lava Jato, pelo que foi preso e teve o mandato de senador cassado, Delcídio do Amaral parece que não se deu conta de que é carta fora do baralho. A mais nova bravata, em entrevista a uma emissora gaúcha, depois do pedido de prisão de seu algoz Renan Calheiros, é de que daqui uns dias ele vai começar a andar sobre as águas, porque vai virar santo e ser canonizado pelo Papa Francisco.
Será que agora está vacinado para as próximas eleições? Depois da azia provocada em alguns adversários pelo coffee break de João Amorim e das derrapagens de outros (algumas até fatais, como a de Edsson Girotto) na Lama Asfáltica, o prefeito "progressista" Alcides Bernal tem aumentadas suas chances de reeleição, e aí acabando o chororô pelo tempo perdido no período em que esteve "cassado".
O pedido de prisão de integrantes da cúpula do PMDB feito pela Procuradoria-Geral da República aponta que eles combinavam versões de defesa e estratégias para evitar serem alcançados com o avanço das apurações da Operação Lava Jato.