Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Dez meses, 50 depoimentos, mais de 7 mil páginas de documentos e a Operação Coffee Break, deflagrada em julho de 2015, chegou nesta terça-feira (31) ao seu número mais significativo: 24 pessoas denunciadas à Justiça por participação numa suposta negociata que, segundo a peça, levou à cassação de Alcides Bernal, no dia 13 de março de 2014. Bernal, como se sabe, ficou um ano e meio afastado, sempre repetindo a tese de que fora alvo de um golpe, e voltou ao cargo na véspera do aniversário de Campo Grande do ano passado, 25 de agosto, quando o então chefe do Executivo, Gilmar Olarte, foi afastado, em decisão do Tribunal de Justiça acatando pedido dos promotores responsáveis pela investigação de envolvimento dele no alegado esquema para cassar o ex-aliado.
O Ministério Público Federal no Distrito Federal recebeu nesta terça-feira (31) relatório da Polícia Federal que indicia o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, e outras nove pessoas no âmbito da Operação Zelotes, que investiga a venda de sentenças do Carf (conselho administrativo de recursos fiscais).
Assim mesmo, valendo-se apenas de um sufixo nominal, sem o acento agudo no primeiro o, para diferenciar da decisão proferida em grau de recurso por tribunal coletivo. Esta a palavra que define em que pé se encontra a sucessão de Murilo Zauith. Com o dinheiro dos retornos amoitado, nesses tempos de Lava Jato e Lama Asfáltica, restando saber quem vai para o sacrifício, para a entronização de Renato Câmara, cuja cadeira, na Assembleia, tem Délia Razuk como primeira-herdeira.
Todo o alvoroço provocado pela lista tríplice com os nomes de Dinaci Ranzi, Dirceu Longhi e Ledi Ferla, sugeridos pelo PT para vice de Délia Razuk, é mais em consequência da cobiça por cargos de primeiro escalão do que pela rejeição, propriamente dita, ao apoio da companheirada. "Delistas" que já posam de secretários (as) têm calafrios só de pensar na possibilidade de petistas continuarem no comandando secretarias estratégias, como, por exemplo, a de Assistência Social.
A delação premiada do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) confirma a tese sustentada pela força-tarefa da Operação Lava Jato de que os escândalos da Petrobrás e do mensalão tiveram como origem uma sistemática única de corrupção para compra de apoio político para manutenção do poder com a participação direta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Assinei as coisas, mas nunca olho os contratos. Não sei o que assino". A desculpa de Lionel Messi, acusado de fraude fiscal na Espanha, é a mesma que o ex-prefeito José Elias Moreira tinha sempre na ponta da língua, mas seguida de uma advertência, ao seu assessor jurídico João Beltran: "se eu for para a cadeia você vai comigo". Bem que Zé Elias poderia sugerir o mesmo à companheirada petista, especialmente ao agora ídolo Lula da Silva.
Sempre dividido em várias correntes no Estado, como as de Delcídio do Amaral, de Zeca do PT e em subgrupos em Dourados, como os de João Grandão, de Laerte Tetila, da xiitada e outros, quando o assunto é a sucessão do companheiro Murilo Zauith o PT fica mais coeso que nunca. E já tem até uma listra tríplice para apresentar à Délia Razuk, com os nomes de Dinaci Ranzi, que foi vice de Zauith, Ledi Ferla, também "da casa" do mesmo Zauith e Dirceu Longhi, para candidatos a vice.
Ex-comandante da 4ª. Brigada de Cavalaria em Dourados, agora nomeado ministro-chefe do ressurrecto GSI (Gabinete de Segurança Institucional) pelo presidente interino Michel Temer, o general Sérgio Etchegoyen, 64, faz parte de uma ala do Exército que vê com preocupação as manifestações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e de outros grupos.
Ex-líder do governo no Senado, o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) disse neste sábado (28) em entrevista à jornalista Andreia Sadi, da GloboNews que o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado era "prioridade absoluta’’ do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na residência oficial do peemedebista. Delcídio relatou episódios em que o presidente do Senado suspendia reuniões com outras pessoas para atender Machado.
A presidente afastada Dilma Rousseff diz que o presidente interino Michel Temer deveria fazer como ela: defender a recriação da CPMF. Para a petista, "quem paga o pato, quando não se tem imposto num país, é a população", com cortes em áreas como educação e saúde.
Em um novo trecho da gravação de diálogos seus com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) afirma que Luiz Inácio Lula da Silva considera a escolha de Dilma Rousseff para sucedê-lo como seu "mais grave erro".
Primeiro, José Janene, deputado paranaense pivô do mensalão, morto em 2010, cujo nome vira e mexe aparece também nas falcatruas do Petrolão. Agora com a entrada em cena do boi de piranha Sérgio Machado vem à tona o nome falecido senador petista José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobrás. E, se continuarem escarafunchando, outro corpo que deve aparecer boiando nesse mar de lama é o de Flávio Dérzi, responsável pela indicação de Delcídio do Amaral a Geddel Vieira Lima.
"O Renan, como o Eduardo Cunha, deve sair urgentemente. Ele deve cair. Renan é o senhor dos anéis, faz o que quer, manipula tudo, usurpa." Palavras do senador petista cassado, ex-líder do desgoverno Dilma Rousseff, porta-voz de Lula junto a bandidagem da Lava Jato e preso por tentar obstruir as investigações, Delcídio do Amaral, partindo para o ataque e pedindo a cabeça do presidente do Congresso. Mas, cá pra nós, que moral tem ainda este meliante para fala em corrupção?
Aproximam-se as eleições. Os primeiros pré-candidatos começam a aparecer. Será que teremos boas opções ou seremos reduzidos, mais uma vez, à triste condição de votar no menos pior? O pano de fundo do processo eleitoral que se aproxima é o da frustração provocada pela natureza da pratica política existente em nosso País, caracterizada pelo descompromisso programático, pela promiscuidade entre o público e o privado, pela corrupção, pelo clientelismo e pela degenerescência das práticas políticas, situação essa que afeta os mais diferentes partidos e suas lideranças.
A eleição municipal chegando e os principais “operadores” dos grandes esquemas eleitorais atrás das grades! É que a Justiça Federal negou mais um pedido de Habeas Corpus aos presos da operação Lama Asfáltica, que faz uma devassa na engenharia da corrupção do governo André Puccinelli. Entre os ilustres presidiários o empreiteiro João Amorim e o ex-deputado Edson Giroto. Renato Câmara em Dourados, por exemplo, no que depender do sogrão Cláudio Iguma está fritinho da silva.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sugeriu que o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) mostrasse humildade para tentar se salvar da cassação, que acabou consumada no dia 10. A revelação foi feita pelo "Jornal Hoje", da Rede Globo, que obteve a gravação de uma conversa de Calheiros no dia 24 de fevereiro com uma pessoa identificada como Wanderberg, que atuaria em favor de Delcídio.
A revelação de que Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro (subsidiária da Petrobrás), teve homologada sua delação premiada pelo Supremo Tribunal Federal reforçou a estratégia do Planalto de encurtar os prazos do impeachment de Dilma Rousseff no Senado. Os governistas avaliam ter hoje os votos necessários para tirar de vez a petista do cargo e querem concluir o processo antes de um eventual aumento da instabilidade política.
Assessores do presidente interino, Michel Temer, relatam um clima de apreensão no governo depois de receberem a informação de que o Ministério Público pode ter mais gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado reforçando suspeitas de que a cúpula do PMDB estaria atuando para tentar brecar a Operação Lava Jato.
Além do empreiteiro João Amorim e do ex-deputado Edson Giroto, presos como expoentes da Lama Asfáltica, aparecem, ainda, como encalacrados no maior escândalo de corrupção do Mato Grosso do Sul os nomes do ex-governador André Puccinelli, obviamente tido como o chefe do esquema, de seu chefe da Casa Civil, Osmar Gerônymo, hoje Conselheiro do imaculado Tribunal de Contas, da deputada Antonieta Amorim e de Mauro Cavali, que seria um dos laranjas nas Fazendas de Lama.
25/05/2016 - 09h05Em uma longa e conturbada sessão, o Congresso aprovou na madrugada desta quarta-feira (25), em votação simbólica, a revisão da meta fiscal...