21 C
Dourados
quinta-feira, julho 2, 2026

A volta por cima do pomo da discórdia

- Publicidade -

21/02/2011 – 09:02

O engenheiro Antonio Nogueira (foto) foi o pivô do que talvez tenha sido o maior desvio da história política do Mato Grosso do Sul – o encerramento precoce da carreira política do verdadeiro e grande fenômeno eleitoral da terra de seu Marcelino – o também engenheiro Antonio Braz Genelhu Melo. Era eleger Valdenir Machado prefeito em 1992, comprar um terno novo no Gabura, ali na14 de Julho, subir a Afonso Pena e o filho de dona Mariana virava governador do Estado. Mas no meio de seu caminho tinha uma pedra, que rolou lá dos altos do Panambi até o trevo de Fátima do Sul.

No auge da popularidade, ao final de uma administração que foi um show de marketing, Braz Melo, tomado pela soberba, um dia bateu no encosto de cabeça de sua cadeira de prefeito e sentenciou: “aqui, ou senta alguém de minha inteira confiança ou um adversário”. O cara de sua confiança era Antonio Nogueira, mas quem esquentaria a cadeira nos quatro anos seguintes seria Humberto Teixeira, eleito com o apoio de Valdenir Machado.

Frustrado com a derrota nas urnas Antonio Nogueira virou leiteiro. Mais tarde, para se vingar, comprou a fazenda que Humberto havia adquirido nos tempos de prefeitura. Quando se imagina que iria sossegar o pito, repaginado, eis que volta à cena política, encafifado, ainda, com esse negócio de ser prefeito. Foi comendo pelas beiradas, voltou ao comando do PMDB e emplacou, de novo, como secretário de obras, agora, na administração da interina Délia Razuk. Mas nem bem começou a tapar os buracos deixados pelo Valdecir e foi sumariamente demitido, só porque manifestou o desejo de, democraticamente, concorrer na convenção do partido que escolheria o candidato a prefeito na eleição extemporânea.

A surpresa neste retorno de Nogueira à prefeitura, com Murilo Zauith, é sua indicação para a Secretaria de Planejamento. O argumento é de que só ele para fazer tramitar, com a pressa que a situação exige, projetos parados em Brasília, como se Dourados lá não tivesse dois deputados, um, inclusive, que diz trabalhar uma barbaridade. Mas à boca pequena a conversa é outra: a secretaria de Obras, onde ele se encaixaria como uma luva e cujo titular está sendo imposto pelo deputado Zé Teixeira, será esvaziada. Cada prefeito, como se vê, tem o pomo da discórdia que merece.

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-