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Procura-se um candidato a prefeito

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19/04/2011 – 16:04

Com a eleição de Antonio Freire (foto) para a presidência da Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul e sua substituição pelo vice, Eduardo Custódio, à frente da Associação Comercial e Industrial de Dourados (ACED), deverá ser mexida a primeira pedra no tabuleiro da sucessão do prefeito Murilo Zauith. Uma mexida meio enviesada, mas mexida, com um trabalho focado nas lideranças de classe e comunitárias no sentido de se conscientizar (primeiro as próprias lideranças e depois fazendo chegar, ou melhor, combinando-se com o eleitor) quanto à necessidade de uma mudança de cabo a rabo na política douradense como efeito, claro, dos escândalos que levaram à prisão e depois à renúncia o prefeito Ari Valdecir Artuzi e sua caterva.

Certamente que a ACED, ao desencadear este movimento, que, para não melindrar Zauith seria em princípio para uma ampla, geral e irrestrita renovação da combalida Câmara de Vereadores, tem em vista o nome do próprio Antonio Freire, o primeiro líder do comércio local a ascender à posição tão importante como dirigente empresarial no contexto estadual. Sim, Antonio Freire, como candidato a prefeito, senão já em 2012 quando Murilo Zauith, que nem bem esquentou a cadeira, se dispuser a ceder o trono ou por força da tão decantada reforma na legislação eleitoral que começa a andar, finalmente, no Congresso Nacional e prevendo, entre outras coisas, o fim da reeleição para cargos executivos.

No âmbito partidário, onde essas coisas realmente se processam, mas com a maioria enrolada, como os peemedebistas Geraldo Resende e Marçal Filho e apenas Délia Razuk preservada e correndo por fora, apenas o PSDB faz movimentos, e assim mesmo discretos, no sentido de se chegar ao que, a esta altura do campeonato, seria uma aventura, com candidato próprio, já no ano que vem. Os demais, entre os “grandes”, aí incluídos o PT, aguardam as ordens do próprio Zauith, comandante em chefe da maior coligação já feita em todos os tempos na terra de seu Marcelino para uma eleição municipal. E se o PSDB faz isso é porque talvez já tenha farejado as movimentações de bastidores com vistas da absorção pelos tucanos do que restou do partido do atual prefeito, o DEM, destroçado por sua maior liderança nacional – o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que abandonou a legenda para ressuscitar o PSD de Filinto Müller, também uma alternativa de Murilo.

Entre os que com suas lupas procuram nomes no deserto que restou da planície devastada pelo furacão Valdecir, há quem enxergue o desportista Benjamim Barbosa (foto), muito mais pelo que, a exemplo de Antonio Freire, representa atualmente em nível de Estado do que por sua ousadia em dirigir o clube de Futebol 7 de Setembro. Até teria, sim, a ver com 7 de setembro, mas aquele de 1822, cuja entidade da qual é chefão no Mato Grosso do Sul foi a baluarte no movimento que deu ao Príncipe Regente D. Pedro I coragem para, apesar de uma baita caganeira, dar o grito de Independência do Brasil às margens do riacho do Ipiranga. E a boa coincidência é que Benjamim é o Grão-Mestre da mesma Maçonaria de Gonçalves Ledo, o Grande Oriente, de ideais republicados, que desde aquela época já rivalizava com outras Lojas, como o Apostolado da Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz, de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, que era favorável a uma monarquia constitucional. Como nunca como antes na história, como diria o cara Lula da Silva, Dourados precisou tanto de ideais republicanos, vai que um bode deste naipe e com esta envergadura resolve encarar e o trem dá certo!

Lembrando que as operações da Polícia Federal, primeiro a Owari, depois a Uragano, e o limpa delas decorrente acabaram com os sonhos de potenciais “prefeitáveis” como Sandro Barbara, Sidlei Alves, Júnior Teixeira, Zézinho da Fármácia, Aurélio Bonato e Marcelo Barros, entre outros.

 

DIREITO DE RESPOSTA CONCEDIDO AO

DEPUTADO FEDERAL GERALDO RESENDE

 

Direito de resposta ao deputado federal Geraldo Resende ao post “Procura-se um candidato a prefeito” conforme acórdão da 5.ª Turma Cível, ao Agravo – N.º 2011.009302-3/0000-00 – Dourados, proferido em 5 de maio de 2011 e publicado em 10 de maio de 2011.

 

            Neste post, a pretexto de fazer um prognóstico da disputa eleitoral no ano que vem, o blogueiro me ataca, sem justificativa, para dizer que eu estaria “enrolado” e, com isso, enfraquecido para uma eventual disputa à Prefeitura de Dourados em 2012. Nada mais falso. Não quero antecipar um debate eleitoral, porque isso seria um desserviço a minha cidade. O atual prefeito assumiu há poucos meses e precisa ter apoio e tranquilidade política para trabalhar.

         Como homem público que trabalho em favor da minha cidade, estou preocupado, no momento, em desentravar projetos que, ao longo dos últimos anos, ficaram atravancados pela inércia, pelo descaso ou pela perseguição política, principalmente na desadministração do “prefeito” que foi preso e acabou renunciando.

         Se não estou me posicionando em relação às eleições do ano que vem, não é porque esteja “enrolado”, pois não estou e desfruto de prestígio eleitoral não apenas perante parcela significativa do eleitorado douradense, quanto de lideranças políticas, empresariais e classistas não apenas em Dourados, mas em todas as regiões do Estado.

         O que pretendo, na verdade, é deixar as discussões sobre a sucessão para o momento adequado. Aí sim, teremos os nomes dos candidatos, as alianças partidárias e os apoios que eu e os demais integrantes do meu partido, o PMDB, iremos oferecer ou receber. 

Inserido em 09/06/2011, às 21h45

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