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quinta-feira, julho 2, 2026

PT só apóia reeleição se Murilo aderir a Dilma

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09/05/2011 – 16:05

Foto: Anita Tetslaff

O amor é lindo, mas até quando?

Quando todo mundo achava que a união democrata-petista em Dourados era consequência dos escândalos Owari e Uragano, dos quais alguns petistas, como o histórico Laerte Tetila, acabaram chamuscados, eis que agora, com o início das articulações para a sucessão do prefeito Murilo Zauith e de sua vice, a petista Dinaci Ranzi, a verdade vem à tona: o PT fez um negócio, condicionando a continuidade do casamento, a partir de 2012, à saída de Zauith da sigla mais direitista do País para abrigar-se numa mais ao centro ou à esquerda, de preferência que não seja tão ranzinza com a presidente Dilma Rousseff como o encardido Democratas. Mesmo assim isso não significa que a aliança de Zauith vá continuar na mão esquerda de Dinaci, não só pela dinâmica da política como pelo jeito muito peculiar do PT tomar decisões, sempre só depois de exaustivas discussões entre suas correntes.

Pelo sim pelo não, Zauith anda todo refestelado para os lados do PSD de seu colega Gilberto Kassab, o prefeito de São Paulo que resolveu abandonar o DEM para usufruir, enquanto é tempo, das benesses do governo Dilma, mas de olho no divórcio que lhe possibilite sonhar com o lugar dela em 2018. Por coincidência, no Mato Grosso do Sul, o partido criado por Getúlio Vargas e agora ressuscitado por Kassab ficou sob o comando de Antonio João Hugo Rodrigues, o jornalista do Correio do Estado que sempre foi o terror da classe política, mas, e, excepcionalmente, no caso do prefeito douradense, um aliado de primeira hora. Tudo, passando pela sucessão na capital do Estado, onde, além do próprio AJ, um dos candidatos à cadeira de Nelsinho Trad é Edil Albuquerque, candidato a suplente de Zauith na última eleição para o Senado e, claro, tendo como pano de fundo a sucessão de André Puccinelli, com Delcídio do Amaral no pacote. Como aliado, evidentemente.

Se Murilo Zauith, tal qual Barack Obama, já achava Lula “o cara”, certamente que não terá maiores problemas em se filiar a um partido da base de sustentação da fada-madrinha de André Puccinelli. Até porque, além de precisar urgentemente tapar a buraqueira deixada por Valdecir e Cia., seu Democratas está desmilinguindo-se. Segundo as más línguas a única dúvida é o que fazer com coronel Zé Teixeira, que, como bom demo, já teria se prontificado a assumir a responsabilidade de fechar a porta do partido. Zé Teixeira, aliás, que já anda costurando sua ida para o PMDB para ser o vice de Delcídio do Amaral em 2014.

Entre os lideres dessas correntes petistas douradenses, um há que já se inscreveu para ser o primeiro da fila na hora de reconversar tudo com Murilo sobre essa história de assédio, beijo na boca, namoro, noivado, casamento ou divórcio, políticos, claro: Oslon Estigarribia Paes de Barros. E ele garante que tem votos suficientes para, de repente, melar as pretensões dos ainda democratas.

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