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quinta-feira, julho 2, 2026

O chope é grande, mas a violência pequena

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25/07/2011 – 07:07

Vendo a repercussão do espancamento de um agrônomo na saída de uma balada em Dourados tentei encontrar alguma referência européia para melhor embasar este texto. Quanto a este tipo de encrenca de fim de noite em porta de boteco (como se eles existissem por aqui!) fui informado de que são raríssimos e, quando acontecem, a maioria pode ser colocada na conta de estrangeiros. Como estava no assunto, sugestionado pela triste estatística das 18 mortes do trânsito douradense em seis meses e como aqui não tem o programa do Sidnei Bronka pra gente saber dessas coisas, busquei auxílio com meu genro: apenas cinco acidentes com vítimas fatais, em um ano, nas redondezas de Viena, uma cidade com 2 milhões e trezentos mil habitantes em seu aglomerado urbano. Aliás, sobre a razão desta baixa estatística vou voltar ao assunto, mas depois de meu retorno de Budapeste, amanhã, pois pretendo ilustrar o texto com uma bela foto das rodovias européias “sem retornos”.

Aos que já devem estar se preparando para entrar nos comentários, aqui embaixo, para sampar o pau no blogueiro (com o genro Christoph e Anita, na foto da filha Ana Carolina) pelo exibicionismo do baita copo de chope acompanhado de uma linguicinha que não é de Maracaju, mas também tradicional por aqui (num momento de heresia, pois que temos ao fundo a Catedral gótica de Santo Estevão, um dos principais cartões postais de Viena), uma informação, só para completar o título: o copo de chope é realmente grande, mas manda a tradição que não se beba mais que dois, no máximo três, daí o porquê de não se ver ninguém trançando as pernas por aqui, muito menos cometendo barbaridades no trânsito ou como as dos tais “filhinhos de papai” que espancaram o agrônomo Diego Potrich.

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