03/09/2011 – 19:09
Enganei um bobo, na casca do ovo! Uso uma das mais pueris brincadeiras apenas e tão somente pela superstição de não começar um texto tratando de um assunto tão sério com um “não”, para não atrair ainda mais urucubaca. Não! Não é quem vocês estão pensando que pode atrapalhar os planos de Murilo Zauith (foto) de se reeleger prefeito. Não! Não me refiro ao Valdecir, embora ele signifique, também, uma – concreta – ameaça, mas ao estado de espírito de nosso alcaide. É que segundo frequentadores mais habituais de seu gabinete aquele Murilo sempre de olhar no infinito e mais tranquilo que água de poço é hoje um cidadão cheio de preocupações – e nem poderia ser diferente! – colocando assessores sempre em polvorosa e adversários com a pulga atrás da orelha, o que me traz à memória os bordões de minha mãe, entre os quais o de se amarrar ou não o burro, como dito, não um desses animais de pêlo curto, mas aquele derivado do verbo emburrar, o que talvez só o Analista de Bagé possa dar um jeito.
Não que isso seja um problema, ou um defeito. Pelo contrário. Do jeito que as coisas andam em Dourados, pode até ser um grande negócio ter um prefeito sempre emburrado. Se problema há, é para o próprio Murilo, que pode um dia amanhecer com a vó atrás do toco e mandar tudo praquele lugar. Como costuma dizer, ele numa corre atrás de candidatura; coloca, apenas, seu nome à disposição do partido e da população, para servi-los. Até porque, não precisa disso.
Ano passado, no fervo das negociações para o lançamento de candidaturas, quando disputava uma vaga ao Senado, Zauith chamou a atenção de quem participava de um ato de governo, em Dourados, mais se parecendo a uma criança birrenta, chegando ao cúmulo ficar o tempo todo de costas para o governador André Puccinelli, pela dificuldade que estava tendo de arrancar dele apoio exclusivo para a realização de seu grande sonho.
Admirador da doutrina espírita, mas nem por isso adepto da caridade, pelo menos dessa agora conhecida como retorno e insistentemente exigida pela maioria dos integrantes da dita base aliada, Murilo Zauith, na verdade, não tolera esse tipo de negociação, principalmente com vistas a alianças partidárias, pela certeza de que a pedida é cada vez maior.
Assim, se amarrou um burro daqueles com Puccinelli, de quem era vice-governador, correndo o risco de pôr em jogo todo um projeto de vida, como acabou acontecendo, alguém acredita que a esta altura do campeonato ele vá ceder a vereador e a deputado para continuar administrando a massa falida que é a prefeitura de Dourados? Claro que não. Vai, isto sim, continuar emburrado, na expectativa de repetir a ampla aliança que fez dele o salvador da pátria pós- furacão ou torcer para que o povo se convença de que ruim com ele, pior sem ele, principalmente se a coisa cair na mão de um dos “retorneiros”. Toc! toc! toc!
