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André ganha tempo e embaralha jogo sucessório

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05/12/2011 – 16:12

Certo do apoio do “paizão” André, Murilo recebe o afago do governador pernambucano Eduardo Campos, em evento do PSB.

Pressionado pela imprensa e por alguns dos mais inquietos e insaciáveis companheiros de PMDB, o governador André Puccinelli tem saído pela tangente quando assunto é a sucessão de seu amigo Murilo Zauith, recém-convertido ao socialismo, mas que nem por isso deixou de ser companheiro. Irônico que só, provavelmente desconfiado de que a maioria dos interlocutores desconheça o que seja uma pesquisa qualitativa, a elas apela com seus sofismas para embaralhar cada vez mais o jogo enquanto não chega e não passa o carnaval, já que só a partir daí o assunto será incluído entre as prioridades de suas estratégias políticas e de poder. Como gato escaldado tem medo de água fria, depois de tanto desdém com o “animal do pelo curto” que teve de engolir como prefeito e diante de tanta aporrinhação – agora até de colunistas sociais dos canais a cabo com traço de audiência -, quando embretado, pra uns diz que é homem de partido e que como tal não pode ser infiel, pra outros se agarrando à figura do pai que não pode desagradar os filhos, numa referencia aos “irmãos” peemedebistas do primogênito Zauith.

Como este não é um campeonato de pontos corridos como o que fez o meu curingão pentacampeão brasileiro de futebol na tarde memorável deste quatro de dezembro e como é um inveterado ledor de pesquisas certamente que o santista André Puccinelli não vai correr o risco de cair na mesma enrascada da eleição passada. Lembrando que pesquisa quantitativa boa é aquela que aponta o vencedor do pleito, não o que quer ser candidato, e, neste caso, por mais favoráveis que sejam os números de agora nenhuma serventia terão às vésperas das convenções, principalmente, do pleito, ainda mais com fatos preponderantes à vista, como, por exemplo, ações judiciais por corrupção envolvendo eventuais contendores, sempre fazendo um estrago medonho.

E quando chegar a hora das famosas e eficientes “qualis”, as pesquisas que definem, primeiro o perfil do candidato ideal depois a estratégia de campanha, deverão apontar o que pode ser mais ou menos a lógica de um consenso entre os douradenses, depois do furacão político do ano passado: todo mundo de saco cheio com essas histórias de corrupção e com o entra-e-sai de prefeito, causa da tal solução de continuidade que impede, por exemplo, que se acabe de vez com a buraqueira da cidade. Ponto pra quem? Para o “irmãozinho”, como diz Antônio Neres, que nem teve tempo de esquentar a cadeira, que já havia tentado chegar lá duas vezes e que tem tudo para ser um baita prefeito, desde, claro, que lhe deem tempo para trabalhar.

Neste caso, e com uma rápida retrospectiva aos números e às circunstâncias dos pleitos mais recentes, nem é preciso saber ler e interpretar pesquisas tão bem assim para adivinhar que bicho vai dar ano que vem.

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