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quarta-feira, julho 1, 2026

Um novo tempo, apesar dos perigos… e do Rigo!

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07/12/2011 – 09:12

O novo se faz a cada dia, abrindo as portas / Tendo todos por perto, o tempo todo / Nova (Assembleia) a cada dia, para que você tenha uma vida melhor, a cada novo ano.

Foto: Elias Alves

Londres, Jerson e os tufos de grana para espantar o fantasma de Ary Rigo.

Tecnicamente perfeita a tentativa da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul de contraponto às investigações do Superior Tribunal de Justiça sobre o tal mensalão denunciado pelo ex-deputado Ari Rigo no calor da Uragano. Vídeos para o horário nobre da TV, spots para o rádio e belas mensagens ocupando generosos espaços na mídia eletrônica e impressa, com atores em lugar dos nobres parlamentares que anos a fio se revezam em plenário num permanente desafio à criatividade de fotógrafos e cinegrafistas para que as sempre enfadonhas sessões plenárias tragam algo realmente novo para a população. E tudo, evidentemente, porque é preciso também desovar os milhões do orçamento da Casa destinados à publicidade, ou, melhor dizendo, para acalmar os barões das comunicações, sempre dóceis com suas excelências.

O problema é o conceito do “novo” das peças publicitárias que estão sendo veiculadas como mensagem de fim de ano. Só se for o novo jeito de gastar, já que depois de tantos anos de mamata, de dinheiro a rodo principalmente para jornalecos “devezenquandários” do interior e de escândalos que só agora vem à tona a Casa “de leis” também entrou no rol dos TAC’s (termos de ajustes de conduta) do Ministério Publico. Ou que este “novo que se faz a cada dia” seja uma alusão à administração que já deu o que falar até em nível nacional, de Jerson Domingos, depois trinta anos de (des) mando do “cardeal” Londres Machado. Novo, será?, com jurássicos como Zé Teixeira e Onevam de Matos dando cartas em plenário? Além, claro, do próprio Londres e de Jerson?

Um escárnio ao eleitor e ao seu sagrado dinheirinho escoando, senão pelos ralos da corrupção de sempre, por outros não menos questionáveis, já que é uma barbaridade de grana jogada fora, numa apologia ao nada.

Melhor seria se o redator dessas peças publicitárias tivesse se inspirado em Ivan Lins, escrevendo sobre “um novo tempo, apesar dos castigos”, com os deputados, crescidos, atentos, mais (sic) vivos, “apesar da força mais bruta, da noite que assusta” continuarem na luta, pra se socorrerem num “novo tempo, apesar dos perigos”. Pra sobreviver… como se com toda essa dinheirama tivessem problemas pra isso. 

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