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Pesquisa do Diário-MS “esquece” Obama e abala política externa da Casa Branca

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14/12/2011 – 09:12

O fato de o nome de André Puccinelli não ser lembrado como um bom candidato a vereador pelo eleitor douradense deve ser, vá lá, coisa do patrão do “dono” do jornal que montou o “instituto” de pesquisas que não vai muito com a cara dele. Que Lula do Brasil tenha ficado de fora também é compreensível, vai ver os carinhas lá tenham se impressionado com a nova imagem do petista sem barba, achando que ele já está com o pé na cova, que não dá mais no coro. Mas daí a induzir o eleitor a esquecer o Barack é demais! Não bastasse Obama ainda estar faturando em popularidade pelo recall dos balaços que mandou sua tropa de elite dar em Ossama Bin Laden tem agora o fato novo da retirada das tropas do Iraque, o que significa o fim da guerra que levou ao cadafalso o ditador Saddam Hussein e consolida sua posição como o maior pacifista de todos os tempos, merecendo até mais um Nobel da Paz. E vem o Diário-MS da Grande Dourados, com uma pesquisinha de fundo de quintal insinuar que o cara não está com nada?

Como a Casa Branca não é de passar recibo claro que vai jogar a culpa em Julian Assangue, o problemático australiano aquele do Wikileaks que segundo a Playboy deste mês é um messiânico que acredita liderar uma cruzada contra os governos e as grandes corporações. Quer dizer, nem pra isso serviram as revelações do site mais indiscreto do mundo?

Menos mal que Barack Obama tem uma assessoria um pouquinho melhor que a de Délia Razuk, que até ontem à tarde não havia tomado conhecimento do maior fato político dos últimos tempos e que pode mudar os rumos da eleição para prefeitura de Dourados, pelo menos na visão do colunista social Alfredo Barbara, que por isso deu um baita puxão de orelhas na vereadora na coluninha do passaredo de hoje. Obama teria sido acordado de madrugada, tão logo o Diário-MS chegou às mãos de um espião na fronteira do Paraguai e diante deste novo e preocupante quadro deve cancelar compromissos do outro lado do mundo, com o premiê Chinês, onde discutiria a delicada situação econômica da Europa.

O “esquecimento” de Obama pelos douradenses numa pesquisa em que até o Manezão do Parque II aparece ponteando entre os prováveis eleitos acendeu o sinal amarelo e vai obrigar a diplomacia americana a rever sua estratégia para a América Latina, mas já se presumindo que talvez a falha esteja no pouco número de aviões espiões enviados para guarnecer a região de Pedro Juan Caballero o que não inibe um número cada vez maior de douradenses de fazer contrabando (ou descaminho), num baita prejuízo ao comércio local, principalmente nesta época de fim de ano, embora a Casa Branca atribua este fato à padroeira Imaculada Conceição (a mesma do Paraguai), pelo feriado de oito de dezembro e também ao cara que resolveu fundar Dourados em 20 de dezembro. Mas tudo está sendo avaliado cuidadosamente para que os Barbara tenham uma resposta satisfatória e possam, quem sabe, fazer um belo editorial sobre o tema.

Para analistas políticos brasileiros, também sem dormir desde que o Diário-MS publicou a primeira “rodada” da pesquisa, alguma coisa não deve mesmo se encaixar. Como, argumenta um deles, o deputado Marçal Filho, “nas cordas” da Uragano, entre os últimos colocados em recente pesquisa do Ibrape, de Paulo Catanante, quinze dias depois pula para a ponta nesta pesquisa “Sensor”? Só pode ser algum sensor pifado nas calculadoras do novo “instituto”. Outra coisa, logo Barbara, tão chegado num passarinho, vai confundir um dos mais conhecidos entre os pré-candidatos à Câmara Municipal? A menos que o “Tiriu” que aparece orelha-a-orelha com Maurício Lemes Soares seja uma nova espécie e que não tenha piado ainda aqui pelas bandas do Laranja Doce, uma mera coincidência com o Tiziu (foto), herdeiro dos votos do ex-presidente da Câmara Moacir Barreto de Souza, o Lamparina.

Ainda bem que meu amigo Paulinho Catanante (o maior craque de pesquisas em Mato Grosso do Sul) tem um monte de clientes em outros Estados brasileiros, pois se dependesse da demanda local estaria frito, depois dessa revolucionária metodologia que, entre outras coisas, faz o candidato (Murilo Zautih, evidentemente) aparecer liderando a amostragem com exatamente o mesmo número de votos na estimulada e na espontânea. “Sensor”? Melhor seria se fosse “Censor”, mais condizente com o “critério” editorial do jornal.

Em véspera de Natal, picaretagem das mais grosseiras! Oh, Murilo, cadê o décimo terceiro do “moço”?

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