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Vale a pena ver de novo, André e Murilo pintando e bordando para 2014

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05/02/2012 – 19:02

Foto/Cido Frota

Não fossem as luzes de natal tão celebradas denunciando a data e Zauith poderia estar dizendo a Puccinelli, no melhor estilo sapo cururu:”esta está no papo”

Na busca de uma foto de André Puccinelli e Zeca do PT juntos (missão hercúlea, mesmo com ajuda do oráculo Google), para ilustrar o próximo post, acabei me deparando com uma análise que fiz em em 15 de abril de 2010, quando o atual prefeito sonhava se eleger senador. Como desconfio ser destes textos que não escrevo sózinho (e alguns leitores das minhas “profecias”) resolvi republicá-lo neste domingo em que a saracura não deu um pio sequer, até para evitar puxão de orelhas de leitores como Orlando Pascotto e José Braga. Aos mais desatentos, só imaginar Murilo Zauith, agora socialista e não mais demo como à época, candidato a reeleição. Claro que substituí, também, a foto. Quanto ao “pintar e bordar” de Puccinelli não retiro uma virgula, ainda mais agora diante de sua renovada e revigorada disposição de bater recorde na eleição de prefeitos aliados (pemedebistas ou não) nos quatro cantos do Estado. É só ler e conferir: 

Quando o governador André Puccinelli  estica o pano para encaixar no bastidor do bordado político que pretende deixar pronto para 2014, além da própria imagem refletida em primeiro plano, subindo a rampa que dá acesso ao salão azul do Congresso Nacional, deve imaginar como serão os rabiscos complementares, em tons num azul mais clarinho, se com o rosto de Nelsinho Trad ou o de Simone Tebet, como ocupantes do trono de sua própria sucessão, no Parque dos Poderes, sem falar na carinha de Edson Girotto pendurada na galeria dos prefeitos de Campo Grande. Esta é a obra de arte do médico “terror” dos engenheiros, mas para a qual não pode faltar alguns caibros e vigas do que restou da outrora densa mata política no entorno de sua Fátima do Sul, mais especificamente do lado de cá da barranca do Rio Dourado.

Não passa pela cabeça de André Puccinelli perder seu braço direito e fiel escudeiro, Murilo Zauith. Talvez por isso, por confiar demais no companheiro que lhe dedicou fidelidade canina nestes quatro anos de governo, é que as coisas tenham embolado neste momento de arremate da costura para 2010. Sujeito de fino trato, Zauith é de aguentar o tranco calado, embora nos últimos dias, diante de tanta tensão, esteja pensando em substituir os stents colocados no coração às vésperas da eleição de 2000, disputada com Laerte Tetila, para a prefeitura de Dourados.

André toca seu projeto sem Murilo? Claro que toca. Dá um pouco mais de trabalho, o que é do jogo, até porque, neste primeiro momento, o único perdedor desta história é o próprio Murilo. Resta saber se o peso econômico de Três Lagoas, que se impõe como nova potência no cenário estadual na esteira das bobinas de papel da International Papper fará diferença na hora da contagem dos votos, mais abundantes aqui do que por lá.

Como médico fazedor de obras é claro que André é também bom de contas, e até reconhecido como muito econômico na hora de distribuir recursos, principalmente em se tratando de campanha eleitoral, mas, não tendo mesmo como escapar de Zeca do PT talvez tenha que redesenhar alguns planos em relação à Grande Dourados. Neste caso, seria preciso afrouxar o bastidor, esticar mais o pano para, com alguns fiozinhos de linha em tons azul e verde do Pau Brasil que forma a bandeira do Democratas, pintar também a carinha de Murilo Zauith. Esta é a última esperança dos eleitores da Grande Dourados, afinal, a região por onde tudo começou, para André. Como em Campo Grande ele é rei, esta é uma possibilidade desse desenho ficar muito mais bonito daqui para 2014.

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