07/02/2012 – 17:02
Diariamente, antes de sair de casa, leio o Correio do Estado, que chega ali pelas 7h. Esta rotina inclui um “bom dia” sempre seguido de um “fique com Deus” do simpático jornaleiro. Quando dou trela, rola até um rápido bate-papo sobre alguma trivialidade. Isto, depois de conferir as boas novas do passaredo de Alfredo Barbara Neto, que me acorda mais cedo (às vezes batendo e deixando penas em minha janela no meio da madrugada), e cada vez mais de olho no ritmo da saracura. Quando acontece de precisar subir até a padaria estico os olhos, pelo menos, na manchete de O Estado de Mato Grosso do Sul, o jornal que ultimamente vem provocando os maiores calafrios na classe política douradense.
Nesta terça-feira, nem uma coisa nem outra. Não sei se porque acordei mais cedo, mas quando fui à padaria o jornal campo-grandense não estava no lugar de sempre. Depois do breakfast na presença de Anita e de seus nove gatos, cinco dos quais recém-nascidos e, como estava atrasado para o encontro matinal com Ezequias Freire e Cia., exatamente no número 1954 da Avenida Marcelino Pires, fiquei com preguiça de pegar o Correio do Estado que, excepcionalmente, hoje não me foi entregue em mãos, ficando lá jogado debaixo dos pingos de ouro. Pode até parecer um acinte com meu parceiro Antônio João Hugo Rodrigues, mas passou batido que 7 de fevereiro é sempre um dia especial para a família Barbosa Rodrigues. Este, muito mais ainda, não só pelos 58 anos do jornal nascido cinco meses apenas antes que o blogueiro, também de 1954, mas especialíssimo pela mais ampla reforma gráfica já implantada no jornal. Dez, show de bola mesmo.
Moral da história: deixei de me deliciar logo cedo com o novo Correio (à esquerda), sempre na vanguarda do jornalismo, conforme o título de seu editorial de hoje e, pior, para quem, também vem tentando fazer jornalismo imune às pressões políticas, perdi a manchete de O Estado (acima) que, se é uma tristeza para Dourados, coroa de êxito mais uma empreitada deste Blog contra a corrupção, com a história dos retornos, que fez afundarem as teclas de meu teclado, começando oficialmente a ser investigada pela mais alta Corte de Justiça do País – o Supremo Tribunal Federal.
Neste dia especial para a Imprensa e para a Justiça (assim mesmo, Imprensa com I maiúsculo, da mesma forma o J de Justiça) no Mato Grosso do Sul, que fique uma reflexão sobre o editorial do aniversariante Correio do Estado de hoje, com razões de sobra para comemorar “o sucesso de sua trajetória, o respaldo que recebe e sempre recebeu de seus fiéis leitores e o apoio do mercado publicitário” com “a soma desse conjunto altamente positivo permitindo total independência, tornando-o imune às pressões políticas que sofre e sempre sofreu ao longo de sua existência”, mas “com ampla liberdade para expressar suas opiniões, de permanecer sempre ao lado dos leitores vez que independe de verbas públicas para a sua sobrevivência”, daí, “tornando-se não apenas líder, mas, sobretudo, livre”.
