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quarta-feira, julho 1, 2026

Azambuja no vácuo de Murilo em Campo Grande

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07/03/2012 – 02:03

Arquivo

Com a credencial de quem asfaltou inteirinha a cidade de Maracaju e de maior líder tucano do Mato Grosso do Sul, o deputado federal Reinaldo Azambuja (foto) parece ter aprendido certinho a lição passada por André Puccinelli, depois de ser o mais votado, mas não levando a prefeitura de Fátima do Sul, por causa da legenda, em 1982. Foi terminar o mandato de prefeito na terra do coronel Marcondes, arrumou as trouxas e se mandou para fazer política na capital. Parecia até Braz Melo, quando, pela boa performance ao final de seu primeiro mandato em Dourados chegou até ser sondado para repetir a receita na capital, o que lhe deu o direito de sonhar até com o governo do Estado.

A diferença em relação a Puccinelli é que Azambuja cortou caminho, indo direto para a Câmara Federal, enquanto que o italiano foi degrau a degrau, primeiro deputado estadual, secretário de saúde, depois deputado federal para, só aí instalar-se na prefeitura, o melhor trampolim para o Parque dos Poderes. Braz Melo, nem uma coisa nem outra. Não saiu dos limites do Cachoeirinha e do Parque das Nações, e, numa das engenharias políticas mais atabalhoadas da recente história do Mato Grosso do Sul, trazendo de volta ao seu PMDB o senador então tucano Wilson Martins, dele se contentando com a vice-governança. Daí, mandado de volta para a prefeitura de Dourados, deixando o estradão livre para Puccinelli, ungido o sucessor político de Wilson, que, depois do segundo governo, voltaria, aí, sim, para encerrar a carreira em Brasília com mais um mandato de Senador.

Com Dourados se consolidando cada vez mais com a famosa política do caracu… (complete o internauta a rima), embora o prefeito insista em dizer que está virando este jogo (e falando nisso tem Copa do Brasil hoje no Douradão, e não no Morenão!), a entrada de Reinaldo Azambuja na corrida sucessória em Campo Grande pode trazer um complicador a mais para a já conturbada política douradense. É que a estratégia dele seria trabalhar o eleitorado que deu a Murilo Zauith a vitória sobre Waldemir Moka na eleição para o Senado em 2010 em Campo Grande, contando, naturalmente, com o apoio do douradense para a empreitada, em detrimento do candidato de André Puccinelli, lançado segunda-feira, o também deputado Edson Girotto. Nem precisa falar no que isso pode dar, não é mesmo?

Reinaldo Azambuja leva em consideração o fato de que mesmo tendo trabalhado o chamado “segundo voto” para o Senado, uma forma de não constranger Puccinelli pela natural preferência por Moka, Zauith pode ter criado um novo nicho eleitoral capital, com eleitores que vão dos descontentes com status quo peemedebista aos petistas menos xiitas, ligados a Delcídio do Amaral. Aliás, a desconfiança é de que daí veio o grosso dos votos murilistas e sobre estes é que Azambuja quer começar sua arrancada para tentar destronar o PMDB.  

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