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Briga agora é para ser vice de Murilo

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09/03/2012 – 08:03

Com a reeleição do prefeito Murilo Zauith caminhando para um referendo, exceto a participação de algum nanico em busca de notoriedade transitória, como aconteceu com Geraldo Sales na eleição passada, os partidos começam a se movimentar para indicar o candidato a vice-prefeito. O primeiro a formalizar esta intenção é o PDT, justamente o responsável pelo maior fiasco político da história de Dourados, depois da acolhida para a eleição do então peemedebista dissidente Ari Valdecir Artuzi. Esta, pelo menos, é a motivação do encontro regional de logo mais à noite, na Câmara Municipal, onde Cemar Arnal e Cia. recepcionam brizolistas e aliados de todo o Estado.

As mexidas no tabuleiro da sucessão com vistas à indicação do futuro vice-prefeito se intensificaram após o arrefecimento da disputa interna no PMDB, o que praticamente consolida a reeleição de Zauith. Para observadores palacianos, a nomeação, mesmo sob suspeição, de Flávio Brito para Fundesporte pode ser o sinal de que André Puccinelli teria desistido de bancar o projeto de Geraldo Resende. E por uma razão muito simples, segundo um desses observadores: por ser gregário, o governador não iria nomear, em fevereiro, aquele que é o principal quadro do deputado para demiti-lo logo ali na frente, para fazer campanha, muito menos admitir sua presença à frente de órgão tão importante, sabendo de sua condição de mentor incondicional do parlamentar douradense. Assim, fora da disputa na cabeça de chapa da majoritária e, pelo tanto que está jogando errado, nem clima para pleitear a vice teria o deputado do tratorzinho.

Como Marçal Filho também é carta fora do baralho, depois de pego com a boca na botija da Uragano e, principalmente, pelo assanhamento de sua companheira Keliana Fernandes, toda posuda como pré-candidata a prefeita, e como a vereadora Délia Razuk tem outros projetos, inclusive sendo bastante assediada como vice de Murilo, sobrou, no PMDB, o engenheiro Antônio Nogueira (foto). Com discurso lúcido e coerente, defensor da candidatura própria lá atrás, agora, diz que não por estar secretário de Planejamento, mas pelo espírito público de quem se propôs a ir para o sacrifício num mandato tampão, defendendo a continuidade do apoio de seu partido a Zauith, aí concordando com a tese do petista Laerte Tetila, de que Dourados não pode ficar nesse troca-troca de prefeito sob pena de ter de arcar com os prejuízos pela tal solução de continuidade. Nogueira seria o candidato à vice dos sonhos não só de Murilo como de Puccinelli. Mas, partidário, promete fidelidade à decisão peemedebista e, no caso de uma remota opção do colegiado por candidatura própria lembra que seriam quatro os pré-candidatos e não três, pois colocaria seu nome também à apreciação dos convencionais.

No PT, hoje o principal aliado do prefeito, ameaças da xiitada à parte, tudo caminha para a continuidade da aliança, até porque a principal promessa de Zauith com o partido foi cumprida – a de filiar-se a um partido mais à esquerda, da base de sustentação do governo federal. O esperneio é apenas quanto à permanência de Dinaci Ranzi como vice, por ela ter “murilado” demais, aparecendo como opção para substituí-la o nome do filho do deputado Laerte Tetila, André, também com a simpatia do governador.

Como sonhar não paga imposto, além de PDT, que pensa indicar um empresário do setor de transportes ou um pastor evangélico para a vaga, outros aliados como o PTB, DEM, PR, o novato PSD e até o PSDB, que tanto prega candidatura própria, têm suas listinhas para qualquer eventualidade. No PTB que todo mundo fala que é do finado Getúlio, mas que não tem nada a ver com os trabalhistas históricos, o nome forte na bolsa de apostas é do radialista Antônio Coca. No PR, Albino Mendes leva recados de Zauith para Délia Razuk, mas trabalha o próprio nome. O democrata Gino Ferreira corre por fora, como nome forte de “seu” Zé deputado Teixeira, o tucano paraguaio Elízio Brites faz tudo o que faz também só pensando nisso, não se descartando a possibilidade do que seria um azarão – Afeif Hajj, pelo tamanho da mala que o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab promete mandar para a campanha de Antônio João Hugo Rodrigues, em Campo Grande, podendo sobrar uns trocos para a campanha do amigo Zauith em Dourados, se é que vai precisar.

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