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quarta-feira, julho 1, 2026

Geraldo continua blefando sobre candidatura

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28/03/2012 – 08:03

Foto: Anita Tetslaff

 

Cacique Resende: agora ou nunca!

Fosse a assessoria (se é que tem) política de Murilo Zauith minimamente competente e o prefeito já teria dado um chega pra lá daqueles em Geraldo Resende, tomando a iniciativa de “liberar” o governador André Puccinelli de seus projetos políticos consensuais para Dourados, pondo fim à ansiedade do deputado, chamando-o logo para a disputa. Pelo jeito, só Resende, que também não se deixa assessorar, não vê que, até pela condição now or never como está sendo colocada, sua candidatura foi pro brejo senão quando começou essa história de retorno, no dia em que a Procuradoria Geral da República entrou com pedido de autorização para processá-lo por corrupção junto ao Supremo Tribunal Federal.

Em sua edição de hoje, O Progresso (jornal que mais faz jus ao dito de que papel aceita tudo) transcreve, como se fosse notícia, um release publicado no site do deputado, segundo o qual “só golpe tira candidatura do PMDB”. Puro blefe. Mais que ninguém Resende sabe que não há golpe nenhum, que não tem nada de “construído” em termos de candidatura e que não cola essa história plagiada do testamento de Vargas, de “forças estranhas”. Até porque, e Resende também sabe muito bem disso, ele é o único que está colocando a faca no pescoço do governador para ser candidato, tendo até – mais uma vez – ameaçado sair do partido para ingressar no novo PSD de Gilberto Kassab, só desmarcando a passagem no dia que ia acertar com o prefeito paulistano depois de arrancar de Puccinelli o compromisso da tal pesquisa. Pesquisa – e isso também Resende não conta – cuja primeira rodada, por sua insistência e pelo instituto por ele indicado, já foi feita, e ele aparecendo em terceiro lugar.

E continua a matéria da assessoria de Resende, em destaque no alto da quarta página do jornal um dia do seu Amaral, com direito a chamada de capa: “Geraldo refuta as declarações urdidas nos bastidores adversários que tenham conteúdo diferente daquele que está sendo trabalhado pelos principais líderes peemedebistas”, blá, blá e blá. O mais interessante é a apelação, quando o deputado acusa os adversários de se utilizarem de “cooptação” e de “outros meios não republicanos, de fora para dentro do partido” na tentativa de impedirem o desejo peemedebista. Primeiro, quem é Geraldo Resende para falar em alguma coisa “não republicana?”; segundo, quem mais trabalha para matar sua candidatura no ninho é um peemedebista de quatro costados, ninguém mais ninguém menos que Antônio Nogueira, vice-presidente do seu PMDB, aliás, também pré-candidato, que ele, “democraticamente” faz questão de não citar entre os pretendentes.

Pra encerrar essa prosa, que já está enchendo o sapicuá, o deputado se faz de desentendido dizendo que “não há como negar a existência de uma forte estrutura de fora do partido, que trabalha por uma candidatura única em Dourados (…) de segmentos que não querem que o eleitor seja o principal protagonista”. E, aí, entregando o ouro, revelando, sem querer, quais suas reais intenções, ao admitir a “forte estrutura de fora do partido”. Por forte estrutura, leia-se, Murilo Zauith, não bastando sua condição de empresário bem sucedido e sempre bem colocado nas pesquisas, agora comandando uma azeitada máquina de fazer política, esta mesma prefeitura por todos tão cobiçada. Vai encarar, deputado?

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