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quarta-feira, julho 1, 2026

Candidatura do PMDB só existe nos releases de Marçal e de Geraldo para o jornal O Progresso

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08/05/2012 – 09:05

Foto/Anita Tetslaff

Na iminência de um racha, Geraldo e Marçal usam O Progresso para ludibriar os peemedebistas

Ontem foi o dia da matéria paga produzida pela assessoria do deputado federal Marçal Filho, cujo guru é o jornalista Marcos Santos, o mesmo que, por tudo que andou publicando nos últimos dias em sua coluna na página 3 de O Progresso parece ter acompanhado todos os passos dos pesquisadores que seriam do Ibope no trabalho de campo para ajudar a definir o nome do candidato do PMDB em Dourados. Hoje, no mesmo espaço, em matéria – como sempre e também – paga produzida pela assessoria do deputado Geraldo Resende, uma versão um pouco diferente da mesma história, colocando em dúvida tudo o que, 24 horas antes, do alto de sua soberba, Marçal Filho colocava como verdade absoluta, mas desmentida logo em seguida pelo próprio Ibope a todos que procuraram o Instituto para tentar descobrir o mistério envolvendo a tal pesquisa.

De diferente – neste emaranhado em que cada um insiste em contar uma mentira melhor que o outro e, como sempre, nem aí para o leitor, o jornal aceitando tudo como notícia – além da informação também evidentemente mentirosa de que na próxima quinta-feira finalmente será definido o nome do candidato, só a assessoria de Resende, pelo tanto que treina produzindo material fantasioso até para blogs apócrifos, sendo mais competente para explicar a mentira, segundo Paulo Catanante, da pesquisa qualitativa. É que os redatores de Resende se apegam a uma filigrana de informação desta modalidade em que o chefe teria se saído um pouquinho melhor que o concorrente para colocar todo o processo de escolha novamente em dúvida, sem contar o que garantem ser um empate técnico na pesquisa quantitativa. Ora, será que entra na cabeça de alguém que depois de toda essa refrega interna tanto Marçal quanto Geraldo aceitaria, a quase seis meses ainda da eleição, uma decisão saída de uma pesquisa em que há empate técnico? Tanto que, mesmo já sabendo do resultado da pesquisa, e que estaria em desvantagem, Geraldo Resende escreveu artigo para a dita imprensa subordinada, neste fim de semana, batendo na já gasta tecla de sua tão sonhada candidatura.

Não é à toa que André Puccinelli, que é quem, na hora certa, vai decidir a parada, tem se referido ao imbróglio peemedebista douradense como um angu-de-caroço. E se alguém ainda tem alguma dúvida quanto ao veredito (que aponta para a continuidade do apoio do PMDB à recandidatura de Murilo Zauith, já que é mentira em dose dupla esse negócio de que Marçal apoia Geraldo e vice-versa, muito menos Délia Razuk, que a tudo assiste de camarote na esperança de ser vice do mesmo Murilo e já pensando na cadeira que um dia foi do Marido, Roberto, na Assembleia), uma reflexão – fria e desapaixonada – sobre as palavras do governador ao Campograndenews semana passada: “O que der eu vou apoiar. Nunca se descarta nada, até o dia da convenção pode haver uniões e desuniões. Um que sai, outro que vai”.

Nem é preciso quebrar tanto a cabeça para decifrar o enigma das palavras de Puccinelli. Não bastasse a ameaça de abandono do partido no início deste processo de escolha do candidato peemedebista, uma rápida reprise do vai-e-vem partidário de Geraldo Resende é o suficiente para concluir que é a ele que o governador se refere quando fala de “um que sai” e, por tudo que sua amada andou ameaçando, publicamente, que é com Keliana Fernandes “que vai” Marçal Filho, em caso de não ser ele o indicado pelo PMDB.

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