29/05/2012 – 09:05
Levando a vida que pediu a Deus depois da venda do hospital Mater Dei para a Cassems, mas não deixando de ali exercer a medicina quando não está apartando gado em sua fazenda no Mato Grosso, o peemedebista Sebastião Nogueira Faria (foto) pode voltar à política depois de sua primeira eleição há vinte e quatro anos, como vice de Braz Melo, e, na sequência, da passagem de dois anos como suplente, pela Assembleia Legislativa. Esperando desde o ano passado a melhor hora para assumir a Secretaria de Saúde, a convite de Murilo Zauith, Sebastião Nogueira é o nome de consenso de peemedebistas e aliados do prefeito para compor a chapa majoritária dos sonhos do governador André Puccinelli.
O nome do ex-deputado começou a ser sondado a partir do momento em que seu primo, Antônio Nogueira – até então tido como o preferido de Murilo e de André para a vaga – arrumou uma senhora encrenca com Zé Teixeira, por conta de uma queda de braço com o secretário de Obras, Jorge De Lúcia, protegido do deputado na prefeitura. Quando do segundo barraco armado por Antônio Nogueira, desta feita com o deputado Geraldo Resende, a vaga de vice praticamente caiu no colo de Sebastião. O anúncio só não aconteceu por conta da momentânea colocação do nome do deputado Marçal Filho para a apreciação dos convencionais peemedebistas, como parte de um acordo para que o PMDB pudesse se livrar da também incômoda pré-candidatura do federal Geraldo Resende, já que ambos estão pra lá de encalacrados com os quadrilheiros da Uragano e na iminência de serem processados pelo Supremo Tribunal Federal.
Em sua primeira experiência como vice-prefeito Sebastião Nogueira teve atuação discreta, chegando a assumir a prefeitura, por trinta dias, no período em que Braz Melo viajou à Europa para conferir o que sobrou da queda do Muro de Berlim. Voltando, agora, como companheiro de chapa para o segundo mandato de Murilo Zauith, pelo acordo costurado por quem entende do riscado, caberá a ele, não só pela fama de bom cirurgião, mas principalmente de bom gestor, tentar acabar com o nó górdio – das notas frias e calçadas – que tanto mal faz à saúde dos douradenses desde a administração petista, apertado com mais força ainda para resistir aos devaneios do Valdecir em suas maracutaias com o Hospital Evangélico, e, mesmo depois da Uragano, pelo jeito afrouxado um tiquinho só.
