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quarta-feira, julho 1, 2026

2014 é logo ali

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02/07/2012 – 10:07

Foto: Anita Tetslaff

Murilo, já de olho em 2014, por isso cercado de andrezistas por todos os lados

Quando, às vésperas do carnaval deste ano, mais precisamente no dia 15 de fevereiro, publiquei aqui um post com o título “André vai apoiar Murilo. E fim de papo!”, foi um pampeiro danado. Principalmente da parte do deputado Geraldo Resende, até então o que mais insistentemente se colocava como candidato de oposição a Zauith. Para ele o blogueiro fazia parte de uma rede de conspiração sem retorno para prejudicar seus projetos. Mais tarde, diante da interminável lengalenga, pressionado a tomar uma posição e já sendo acusado de estar com os pés em duas canoas, até o governador se aborreceu com o Blog, ao afirmar que não adiantava ele dizer que iria apoiar A ou B, dentro do PMDB, diante da insistência de setores da imprensa em desautorizá-lo. Que se setores, se só aqui rolava esse tipo de assunto, com a turma toda da dita imprensa subordinada, como sempre, apenas aceitando as matérias pagas das assessorias dos pré-candidatos? Pode ter havido, isto sim, algum tipo de comunicação telepática entre André e o Blog, já que tudo o que aqui foi escrito acabou acontecendo e, pelo jeito, conforme ele havia planejado.

Quando, também em fevereiro, Odilon Azambuja pediu as contas da Sanesul tentei arrancar dele se era para sair candidato a prefeito. A resposta, bem ao seu estilo, foi um peremptório não, com a alegação de que já estava aposentado, que não tem saco para a política e que tudo o que almejava na vida era curtir os filhos e os netos. Como em momento algum tive dúvidas quanto ao teatrinho peemedebista, continuei auscultando sobre o nome do vice que o velho “manda brasa” sugeriria a Murilo Zauith. Tanto que “lancei” aqui o médico Sebastião Nogueira, primo do outro Nogueira, o Antônio, o vice dos sonhos de Murilo e de André, mas vetado pelas confusões que arrumou com o demo Zé Teixeira e também com Geraldo Resende, além de Sérgio Henrique Araújo. Bati na trave, já que, à última hora, acabaram pré-candidatos, Sebastião com o apoio do deputado George Takimoto e Sérgio Henrique lançado à última hora por Délia Razuk; depois, acordados, já na boca da urna, Sebastião e Antônio cabalando votos para Odilon.

Além do ponto final ao imbróglio que depois da surra levada por Marçal Filho nas urnas da convenção peemedebista Keliana Fernandes qualificava como marmelada, como se ela e seu amado não desconfiassem de nada, a indicação de Odilon Azambuja como companheiro de chapa da reeleição pós uragânica aponta para uma providencial estratégia de André Puccinelli para 2014. É que depois do enterro coletivo de todos os adversários é bem provável que o agora ainda mais todo poderoso Murilo Zauith não se contente apenas em comandar politicamente a Grande Dourados, mas certamente querendo ir à desforra no âmbito do Estado, depois da frustrada tentativa de chegar ao Senado. André e Cia., pois, que se cuidem, já que o homem quando põe uma coisa na cabeça, sai de baixo. Que o digam Ari Artuzi e os algozes das outras derrotas.

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