09/07/2012 – 14:07
Independentemente do que possa rolar na campanha, com ou sem adversários, Murilo Zauith poderá se dar ao luxo de escolher (chatos e mordedores ponham as barbas de molho!) até mesmo os componentes da futura bancada situacionista no Palácio Jaguaribe. Dos ocupantes das dezenove cadeiras, em torno de quinze poderão sair de uma das quatro coligações que apoiam o projeto de reeleição, a maioria da chapa “Dourados Unida por nossa gente I”, puxada pela pombinha branca do PSB, o partido do prefeito, com demos e tucanos a reboque, sem contar o caronista comunista Walter Hora, remanescente do PPS. Nas demais coligações situacionistas, diferenciadas apenas por números, destaque para Délia Razuk puxando uma fila de ilustres peemedebistas sem votos seguidos de alguns nanicos do PV, PRTB, PT do B e até do velho peteba, todos sonhando com a manutenção das sinecuras do mandato-tampão; Dirceu Longhi e Elias Ishi tentando uma sobrevida à custa do prestígio de George Takimoto, que abrigou o PT sob as asas de seu PSL, e de um amontoado de ex-vereadores, da mesma forma, os suplentes brizolistas Bebeto e Cemar Arnal, na busca da titularidade fechando as portas do PDT a potenciais concorrentes, como os empresários Nicácio Cantero e Jaqueline Yamashita além de precisarem suplantar o colega suplente Juarez do Esporte, também na parada pelo PRB de Braz Melo.
Entre os ex-vereadores que tentam retornar, a situação mais inusitada é a de Roberto Djalma Barros (já em campanha no Facebook), que também foi deputado, depois elegendo a ex-mulher, FlorisBela, sua sucessora tanto na Câmara como na Assembleia, candidatando-se agora em desagravo ao filho, Marcelo Barros, o herdeiro político da família, que, do plenário do mesmo Jaguaribe ensaiava voo ao Guaicurus, mas acabando preso e depois tendo o mandato cassado acusado de envolvimento com a quadrilha dos Uraganos. O problema é que apoiando o “Sim”, já que a eleição é tida como plebiscitária, perde o discurso, cujo mote era exatamente o da perseguição de Zauith ao filho, tido como único oposicionista na Câmara uragânica. Na condição de desagravadora, também, e como filha de Juíza, Daniela Weiler Wagner Hall, igualmente concorrendo para provar que foi uma grande injustiça tudo o que fizeram com o maridão, Marcelão Hall, impossibilitado de tentar o retorno por causa da Uragano.
Além de Djalma Barros, tentando mais um retorno, enfiado entre os privilegiados companheiros de partido de Murilo, o empresário Nelson Gabiatti e, embolados entre nanicos, o ex-assessor para assuntos aleatórios do Valdecir, Jorginho Dauzacker; o folclórico Zé do Itahum, o médico Luiz Machado, o tenente Pedro, Valdomiro do Chapéu, Edson Lima e até o antológico Antônio Noreci Maçaroca da Silva. No vácuo dos “ex”, ainda, dois herdeiros da presidência da Casa, Maurício Lemes e Moacir Capilé Barreto de Souza, o Tiziu, o primeiro, filho de Archimedes Ferrinho, o segundo, de Moacir Lamparina, além de genro do juiz e prefeito-tampão Eduardo Rocha.
Em tempos de retornos, não poderiam faltar figurinhas carimbadas que retornam eleição após eleição. Nesta lista não tão seleta, Edelson da Farmácia, Célio Caetano, Iracema Tibúrcio, Cloves Braga, Jorge Paredes, Manezão do Parque, Romualdo Ramim e uma tal de Preta.
Chama a atenção, ainda, entre os pretendentes da primeira lista de candidatos murilistas, o nome do tucano Mauro César Santos Silva, o polêmico agente penitenciário que jurava ter aportado à terra de seu Marcelino com a missão de suceder ao Valdecir. Pela rasteira que levou de Elísio Brites, outro que ouviu o galo cantar não sabe onde, acredita que seu nome merece pelo menos um asterisco na relação dos prováveis eleitos.
